Obras da Ciclovia da Ipiranga causam polêmica

Foto: Genaro JonerDe um lado, o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Beto Albuquerque, acusa que a ciclovia da Ipiranga será perigosa para os ciclistas. De outro, o prefeito José Fortunati se defende dizendo que essas alegações tem um “fundo político”.

Nessa quinta, Paulo Sant’Ana deixou o futebol de lado para falar sobre a ciclovia da Ipiranga. [veja o vídeo] “A mais luminosa ideia de trânsito em Porto Alegre é a construção desta ciclovia da Avenida Ipiranga, que inaugura uma série de outras ciclovias que tem que vir para Porto Alegre”, defende ele.

Entrevista da Zero Hora com Beto Albuquerque:

Zero Hora – Quais são os problemas da ciclovia?
B.A. A ciclovia é uma boa causa, sem dúvida, mas está sendo construída num campo minado, com cabos de alta-tensão em cima e tubulações de gás embaixo. Me sinto na obrigação de fazer esse alerta antes que as obras avancem. Não vamos obstaculizar, mas quem assumir a obra também terá de assumir a responsabilidade pelos riscos.

Zero Hora – O prefeito José Fortunati vê um “fundo político” no seu alerta. O que o senhor diz disso?

B.A. – É ridículo alguém achar que está se fazendo política sobre algo que envolve um risco de tragédia. É um pensamento muito pequeno. Se estão achando que está tudo bem, que façam a obra, não vamos embargar, mas que assumam as responsabilidades.

Zero Hora – O prefeito argumenta que há anos pedestres e motoristas já circulam sob cabos de alta-tensão e que não faria sentido interromper as obras da ciclovia por isso. Como o senhor avalia isso?

B.A. – Uma coisa é cruzar embaixo de uma linha num cruzamento. Outra é ficar nove quilômetros embaixo dela. Os riscos são muito maiores. Não posso me omitir em relação a isso. Minha intenção não é atrapalhar Porto Alegre, mas eu não dormiria tranquilo se não fizesse o alerta. Digo e repito: filho meu não vai andar nessa ciclovia.

Fonte: Diário Gaúcho

Questionado sobre a possibilidade de tentar interromper as obras, já que a ingerência do cargo o permitiria, Beto fez questão de ressaltar que sua “opinião” estava embasada em ressalvas contidas no documento da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) que autorizou as obras da ciclovia. “Minha opinião é técnica e não se pode afirmar que não há riscos no local. Quando se programa este tipo de aglomeração em uma área de risco é preciso ter responsabilidade”, enfatizou.

Perguntado sobre os riscos já existentes no local, Beto ainda ressaltou que os motoristas que circulam pela Avenida Ipiranga estão mais protegidos. “Os motoristas estão protegidos pelos veículos, mas os ciclistas que terão de circular, por cerca de 10 quilômetros, no traçado estão expostos aos acidentes”, concluiu.

O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, demonstrou insatisfação com a manifestação de Beto Albuquerque. Fortunati revelou surpresa com as declarações, tendo em vista que “jamais” recebeu qualquer tipo de notificação oficial do secretário. “Tomei conhecimento das declarações pela imprensa e fiquei espantado com o conteúdo”, afirmou.

Fonte: Jornal do Comércio

Qual é a sua opinião? Nem preciso dizer que essa ciclovia deveria ser na pista, e que fazê-la sobre os taludes, além de custar muito mais caro e ser mais demorado, é um dos vários exemplos da política retrógrada da prefeitura de “não atrapalhar os carros”. Fortunati, independente dessa ciclovia ser perigosa ou não, o trânsito de Porto Alegre jamais irá se resolver se continuar baseado na preferência ao automóvel particular. Já está mais do que na hora de tirar estacionamentos de carros que empacam as ruas para dar ao transporte público e as bicicletas.

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30 respostas para Obras da Ciclovia da Ipiranga causam polêmica

  1. airesbecker disse:

    Eu acho que os engenheiros da CEEE estão preocupados é com os postes e com a manutenção da rede que deve ser criteriosa.
    E estão atacando a ciclovia para não terem que se preocupar com a rede.
    A fala do Beto Albuquerque é bem clara em suas entrelinha para dizer que ele não quer é assumir a responsabilidade pela construção da ciclovia.
    Os argumentos dele contra a ciclovia não são técnicos, usa a expressão em analogia: “campo minado” e diz que não deixaria o seu filho pedalar alí.
    Ele só não diz quem coloca as minas no caminho do ciclismo e onde ele deixaria o filho andar de bicicleta.
    Acho que a prefeitura sim é tímida e carrocentrada.
    Mas este Beto Albuquerque é um aproveitador que quer faturar detonando o trabalho dos outros e prejudicando o ciclismo.
    Concordo que a ciclovia é cara e não vai resolver sozinha o problema pois as ciclovias devem ser extendidas para todas as ruas da cidade.
    É preciso dificultar o uso do carro, para viabilizar o ciclismo.
    Mas este secretário Beto Albuquerque não apresenta nenhuma alternativa e solução ele só quer é atacar e tirar o dele da reta, ele na verdade não tem nenhuma responsabilidade com o ciclismo.

    • Aldo disse:

      Ele apresentou a alternativa de tirar os estacionamentos das ruas. Eu mesmo também já critiquei aqui que é permitido estacionar ao longo de quase toda a Ipiranga. É só prestar bem atenção às placas de “proibido estacionar”; abaixo delas está: “das 16h às 20h”! Ora, então é permitido quase todo o tempo, não é? Para confirmar é só dar um passeio no Google Maps que já disponibilizou fotos em 360º ao longo de quase todo o trecho em que está se fazendo a ciclovia (é só pegar o homenzinho amarelo no canto superior esquerdo e arrastá-lo até algum ponto da Avenida).

  2. airesbecker disse:

    Deveriam isto sim é mandar a CEEE tirar estes postea horrorosos e perigosos dali.
    Se o próprio secretário de infraestrutura diz que aquela área é um campo minado, o que ele está fazendo quanto a isto??
    Os cruzamentos e os pedestres então não têm problema, o problema é só o ciclismo que não pode passar alí??
    E será que estes cabos tão longo só cairiam para baixo diretamente não se estenderiam para o outro lado da rua em caso de rompimento?? Não acredito??
    Eu acho que estes postes devem ser removidos se são assim de fato tão perigosos, independente da ciclovia.

    • Marcelo disse:

      Concordo contigo que Porto Alegre estaria melhor sem aqueles postes, mas como eles estão ali e não vejo perspectiva de remoção, temos que ver o que especialistas dizem a respeito. Fato é, não existe nenhuma calçada ou via para carros que acompanhe os fios de alta-tensão e fique o tempo todo EMBAIXO deles.

      Fato é, além do risco de eventuais acidentes, o próprio eletromagnetismo dos fios de alta-tensão já é um risco, que pode causar inclusive leucemia em crianças: http://www.terra.com.br/revistaplaneta/edicoes/420/artigo59528-1.htm

      • heltonbiker disse:

        Só lembrando que as radiações eletromagnéticas que causam câncer são as ionizantes, de alta freqüência, emitidas por transmissores de rádio com antena, tais como torres de celular, os próprios celulares, telefone sem fio, modem Wi-Fi, etc. Linhas de transmissão geram campos eletromagnéticos de baixa frequência, que não causam dano celular.

      • Aldo disse:

        Helton,
        As ondas eletromagnéticas não ionizantes (rádios, telefones sem fio ou celulares, linhas de transmissão elétricas) estão associadas a mutações genéticas, ainda que num grau muito inferior ao das radiações ionizantes (atômica ou nuclear). Então há limites já estabelecidos de níveis considerados adequados (ainda não se conhece os níveis seguros) de exposição a essas radiações.

    • Aldo disse:

      Eu li em algum manual internacional sobre construção de ciclovias que estas não devem ser feitas sob fios de alta-tensão. Não há maiores explicações, é uma questão de bom senso. Não se admite em lugar nenhum, nem no Brasil, que se construam moradias sob redes de alta-tensão porque envolve diversos riscos, inclusive a queda de torres e rompimento de cabos. Sem falar na exposição constante a fortes campos eletromagnéticos que sabe-se ter influência no corpo humano, recomendando-se cautela.
      E há muita diferença de risco entre cruzar rapidamente sob essas redes ou transitar no interior de um veículo metálico, que oferece uma razoável blindagem aos campos eletromagnéticos, e ficar sob elas centenas de horas por ano. Mas no Brasil, estes riscos pequenos mas de graves consequências são normalmente negligenciados, e é comum até fazer chacota de quem preocupa com eles.
      Vou dar um exemplo: as normas recomendam instalar pára-raios nos prédios onde a chance de cair um for maior que um raio a cada mil anos. Dito assim, parece uma norma exagerada. Mas pensem nas centenas de milhares de prédios de uma cidade: centenas podem ser atingidos a cada ano e talvez seja até aquele em que você está. Mas será certamente onde “outros” estarão. E preocupar-se com os outros é ter responsabilidade social.

  3. artur elias disse:

    Melissa, faltou colocar o contraponto (tbém publicado em ZH) com o engenheiro da CEEE que declara não ver problema maior, de certa forma esvaziando a polêmica e colocando seu “big boss” (Beto A.) numa situação meio ridícula.

    Não foi nenhum TÉCNICO que disse que o local é perigoso; foi o secretário Beto que escolheu a imprensa como fórum para “discutir” o tema, ao invés de fazer isso dentro das instâncias do poder público do qual ele é um gestor importante.

    Dá pra desconfiar sim, e bastante, que a motivação seja político-partidária.

    Fios de “alta” tensão são tão perigosos quanto os fios “normais” sob os quais nos movemos todo o tempo. Qualquer um deles mata, se romper, e der o azar de pegar num vivente. Desconfio que esses mais grossos têm menor chance de rompimento (mas isso é chute). Aqui na Tristeza tem situações MUITO mais perigosas, diversos fios estão literalmente à altura da cabeça de um adulto.

    E a história do gás, campo minado…

    Não dá pra levar a sério, me desculpem.

    Essa ciclovia vai ter problemas com certeza; este não é um deles.

    • Aldo disse:

      Haverá problemas no dia-a-dia que serão mais fáceis de perceber que estes que envolvem riscos. Quem imaginou que logo os japoneses iriam ter problemas tão sérios com suas centrais nucleares, afinal eles eles são gênios da eletrônica e convivem há milênios com terremotos e tsunamis?
      Então, afirmar que linhas de extra-alta tensão (230.000 volts) sobre nossas cabeças e tubulações de gases explosivos sob nossos pés não é problema…
      O que não tem explicação nesta obra insana da ciclovia da Ipiranga é que ela está sendo feita enquanto se mantem vagas de estacionamento de carros particulares. Bastava suprimir as vagas, e adeus obra.

      • favoviscardi disse:

        pois é, talvez a gente tenha que começar a levantar mais seriamente essa bandeira de, porra, talvez a avenida mais importante da cidade tem uma pista inteira trancada com carros estacionados. Por que? Pra que? Se beneficiam umas duas ou três centenas de carros estacionados pra congestionar o trânsito de milhares de pessoas, de carro, ônibus ou bicicleta. Não faz sentido, talvez derrubar o estacionamento em uma avenida como essa fosse um passo político e de mudança de pensamento muito importante!

    • Melissa disse:

      Artur, me passa essa matéria? De que dia é? Quero botar esse contraponto, pois acho que tão achando que eu to defendendo o Beto Albuquerque…

      • artur elias disse:

        oi Melissa,

        não quis de maneira nenhuma implicitar isso!

        A matéria é da ZH de ontem mas eu não tenho, li numa cafeteria; acho que para ter acesso à edição online tem que ser assinante.

        E hoje já saiu outra coisa, amanhã certamente haverá mais;

        enfim, mais um circo gaúcho e portoalegrense armado, como se não tivéssemos problemas de verdade e muito trabalho a fazer para melhorar nossas comunidades.

      • Melissa disse:

        Fica tranquilo, eu não tava falando de ti, hehe

  4. umeboshi1.@wordpress.com disse:

    pensei que este dia nunca fosse, finalmente chegar! enfim alguém cogitou sobre oque os olhos veem mas não querem acreditar! qualquer vivente percebe que aquela beirada do dilúvio está prestes a desabar….kkkkkk, é um antro de ratazana, baratas e bichos que saem dos lixos, bichos escrotos saem dos esgotos e todos juntos ali!

    • Aldo disse:

      A grande razão de se construir ciclovias é atrair novos ciclistas. Por isso, um dos principais critérios é que sejam feitas em locais particularmente agradáveis.
      Eu diria que os taludes do Arroio Dilúvio são particularmente desagradáveis. Quem passeia lá nos fins de semana, leva cadeiras de praia para tomar chimarrão às suas margens ou toma banho de sol em uma toalha esticada na grama?
      Se há alguma intenção em relação ao ciclismo urbano, só pode ser a de desestimulá-lo com obras como essa.
      Porto Alegre não merece isto.

  5. Beto Flach disse:

    É o fim da picada esta ciclovia da Ipiranga. Eu cruzo por TODA a Ipiranga quase todos os dias (e mais uns 6 Km adiante) e já decidi, comigo mesmo, que não vou andar nesta “sobra de espaço” onde querem nos enfiar. Será uma “delícia” ficar andando do lado do Esgoto Dilúvio (que a prefeitura e a imprensa chamam de “arroio”), a talvez 1 metro do ponto de queda. Ninguém merece!

    Hello, prefeitura: pára de fazer esta bobagem, proíbe os estacionamentos e pinta uma ciclofaixa.

    Mas, ao que tudo indica, precisa sim fazer agora uma ciclovia, toda cheia de propensões a ser detonada (o barranco tá caindo, no futuro vão enterrar os cabos e vão quebrar tudo, etc.) e daí toda a obra terá que ser refeita, novas licitações, novos acordos, novas eleições.

    Pra mim, esta ciclovia SIM é que parece um marketing político pra quem não anda de bicicleta engolir o discurso que estão fazendo por uma cidade melhor. Quem curte, quem cuida, não se permite concordar do jeito como está.

    Humpf.
    🙂

  6. Pedro disse:

    Essa ciclovia não leva a sério a bicicleta como veiculo, de gente que tem compromisso, hora para chegar e se desloca de verdade. Nem todo “bicicleteiro” está a passeio. A bicicleta é meu veículo e vai seguir sendo enquanto eu tiver saúde. Não vou andar a dez por hora segregado do transito porque a prefeitura não liga para quem anda de bicicleta. Dinheiro mal gasto e que vai criar conflitos ainda piores dos que já existem. Eu não tenho partido e não vou andar nessa joça. Portalegre na vanguarda do atraso, não importa o partido.

  7. Jeferson disse:

    Não precisamos da Zero Hora pra nos informar. Francamente, ficar dando “Ibope” pra esses caras me parece ser uma péssima postura. Ô jornalzinho atrasado.

    • Melissa disse:

      Eu também não gosto da Zero Hora, mas não encaro esse blog como um meio de expressar minha opinião sobre qualquer coisa que não seja relacionado à bicicleta. Publico assuntos pertinentes ao cicloativismo, independente de onde venha, mas tenho que citar a fonte. Se queremos que a bicicleta seja um meio de transporte acessível a todos, não acho que devemos ignorar a opinião de outras pessoas por razões que não tem relação direta com a bicicleta na cidade.

  8. Luiz Porcher disse:

    Eu vou pedalar pela via. Foda vai ser aguentar os motoristas gritando pra pedalar na ciclovia.

  9. Fernando disse:

    Eu também não farei uso da ciclovia da Ipiranga, mas apenas por ser incompatível com a velocidade que atinjo >30km/h, que é a mínima exigida em uma via com a máxima de 60km/h.
    Acho que as pessoas que moram sob as linhas de transmissão de energia deveriam ser o alvo das preocupações do Beto Albuquerque, estes sim estão em risco, por que ele não levanta a polêmica do reassentamento destas pessoas que lá vivem?
    O problema que vislumbro é em caso de algum acidente, pois o ciclista que não estiver trafegando pela ciclovia estará infringindo o CTB, e, assim, crio que automaticamente perderá qualquer causa judicial, mesmo estando correto na ocasião do acidente fora da ciclovia.

  10. Eduardo disse:

    Sem falar que a “ciclovia” da Ipiranga terá trechos nas pontes, aterrorizando os pedestres, num zigue-zague entre o lado esq. e direito da avenida. Graças a essa ciclovia, não poderei mais utilizar a Ipiranga, terei que fazer enormes desvios ou ser mais importunado que atualmente pelos motoristas. Nem a Loureiro da Silva, pq inventaram uma ciclo-faixa de 1,5m.

  11. Legal mesmo neta polêmica seria motivar o Ministério Público a tomar uma atitude ou não se trata de Direito Público? e de interesses Públicos? Cadê o MPE que ele não aparece. Saúde José Antonio R.Martinez

  12. Miague disse:

    Legal o post para dar força a esse debate.
    Eu acho superimportante que seja feita, sim, a ciclovia na ipiranga, seja do jeito que for.
    Ciclovias chamam mais ciclistas e mais ciclistas são mais votos contra o carrocentrismo. Simples assim. É política, meus amigos!
    “Mas tem fios de alta tensão!”. “Mas tem um gasoduto embaixo!”. “Mas tem rato passando ali!”. “Cheira mal!”. Sim, camaradas! O entorno do diluvio não é muito convidativo ao passeio. Só que não devemos esquecer que é uma das principais vias da cidade e fará, pela primeira vez, a ligação Oeste/Leste de forma “mais tranquila” que a usual.
    “Eu não vou usar a ciclovia!”. “Vou seguir indo pela rua!”. Sim pessoal. Eu também. Sou hipócrita? Não. Entendam-me, amigos: Trafego pela cidade toda com minha bici andando na rua com os carros. Não me sinto amedrontado ou oprimido. Sou só mais um vehículo na rua. Mas eu sou eu. Sou excessão. As pessoas tem medo de andar na rua de bicicleta e não é um medo sem razão. Só quando conseguirmos tirar essas pessoas dos carros e pô-las em bicicletas, não a passeio, mas sim como meio de transporte, começaremos a fazer a revolução.
    Que venha a “rota fedida”.

    Forte abraço!

    • airesbecker disse:

      Concordo com o Miague.
      A gente tem que ser a favor de alguma coisa.
      Não podemos ser contra tudo.
      “Os insatisfeitos mas insaciáveis”
      Estamos pobres e orgulhosos!

    • Aldo disse:

      O Fortunati está contando com os votos qualificados das centenas de motoristas que estacionam ao longo da Ipiranga e terão “suas” vagas à sombra das árvores preservadas.
      Das poucas árvores que teimaram em nascer nos taludes, algumas ainda serão cortadas para dar passagem a ciclistas que se dizem defensores da natureza.
      Quanta ironia!

      • Miague disse:

        Aldo, meu caro!
        Acho legal tua opinião e principalmente a sua indignação (Não deixe essa chama morrer na tua pessoa!). Mas discordo absolutamente do que disseste.
        Em primeiro lugar, votar no Fortunati não é pré-requisito para se poder estacionar ao longo da Ipiranga. Se assim fosse ninguém poderia estacionar ali, já que ninguém votou no Fortunati para prefeito (ele era vice). Aliás, será que alguém pensa votar nesse cara?
        Em Segundo lugar, Aldo, o único motivo que pode parar a construção dessa ciclovia é alguém chegar e dizer que existe risco real de um cabo daqueles matar alguém. Se os nossos argumentos forem tomar o rumo de “Somos os defensores da natureza” “ai, ai, minha arvorezinha” nunca vamos conseguir exatamente nada.

      • Aldo M. disse:

        Caro Miague,

        Aparentemente, nossos pontos de vista tem muito mais semelhanças que diferenças. Temos que cuidar para não entrar nesse clima de “polêmica” que estão inflamando.

        Vejam como a questão está sendo colocada:
        1. A Prefeitura apresenta uma proposta de ciclovia um tanto inusitada (nunca soube de outra como esta em qualquer outro lugar) e considerada ruim pela maioria dos ciclistas experientes;
        2. O Estado faz críticas ao projeto da Prefeitura;
        3. Os donos da mídia, que ganham dinheiro inventando polêmicas, põe em debate apenas as opções de fazer assim mesmo ou não fazer nada.
        4. Muitos interessados (ciclistas) entram nessa onda que evita questões, aí sim polêmicas, como a da prioridade do estacionamente de carros sobre o trânsito de bicicletas numa via pública.
        5. No final, ou teremos uma ciclovia que deixará muito a desejar (e proibição de pedalar no leito da avenida) ou uma obra parada e nenhuma ciclovia. Em qualquer caso, uma vitória da opção pelo uso do automóvel.

        Esta é a armadilha que estão armando para quem defende a democratização do uso das vias urbanas.

      • walter disse:

        Queria ouvir a manuela falando em ciclovias e uma porto alegre para as pessoas. Alguém já ouviu?

    • Beto Flach disse:

      Muito interessante tua visão, camarada! Um abraço.

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