Vídeo retrata condições de ciclovia

Colaborador assíduo do ZH Zona Sul, José Antonio Martinez registrou as condições da ciclovia da Avenida Diário de Notícias. Ele percorreu os dois quilômetros e acoplou uma câmera na bike para registrar os problemas. Faça a sua avaliação.

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20 respostas para Vídeo retrata condições de ciclovia

  1. Olavo Ludwig disse:

    Faltou só mostrar o pino de concreto que colocaram no meio da ciclovia em uma entrada de carros.

    • Olavo não mostrei porque até achei legal; não existe fiscalização e os senhores automovilistas para não pagar o estacionamento do shopping paravam seus carros na praza enfrente ao shoppingo onde esta esta entrada de carro. O jeito foi proibir a entrada com este pino ridículo, mas que pelo menos tranca os carros. Repito porque não tem fiscalização. Abraços saúde e obrigado pela oportunidade José Antonio Martinez

  2. Fernando disse:

    Achei o video pouco explícito. Quem nunca passou de bicicleta lá vai achar que é uma maravilha, um espaço quase livre, não fossem alguns pedestres que por ali passavam. De via ter mostrado os acessos à ela, que são deprimentes! Para mostrar as ondulações poderia ter filmado outro ciclista à sua frente com um par de alforjes. E por fim minha ultima conclusão foi que no video não foram percorridos os 2km da ciclovia, pois para isso ele deveria estar andando a uma velocidade media de 40km, já que o video tem 3min.

    • Gustavo disse:

      Sim, ele não andou nem metade da ciclovia (repara no final do vídeo – canto superior direito – as torres de equilíbrio do PISA, que fica antes do Jóquei Clube, bem antes do Barra Shopping). A uns 500 metros adiante começa a calçada. Até lá, todo mundo que caminha, corre e passeia com o cachorro vai no meio da pretensa ciclovia, e mesmo depois, quando começa a calçada o pessoal continua andando ali.

      • lobodopampa disse:

        Passo diariamente nessa ciclovia, no caminho de volta pra casa, e tenho notado uma evolução do comportamento dos pedestres. A maioria sai da ciclovia e vai para a calçada (exceto no trecho onde não há, evidentemente).

        Uma coisa que ajuda é a técnica que aprendi com o Pablo: não mudar a trajetória, manter a faixa da direita (da ciclovia), velocidade normal de pedalada (20 kmh ou mais), e “fazer cara de paisagem”. Os pedestres ficam com receio que o ciclista não os tenha visto, e vão para a calçada. Creio que esse é o exato momento em que muitos deles se dão conta, pela primeira vez, que existe ciclovia e existe calçada, e que as duas não são a mesma coisa.

        Outra coisa que testei e ajuda MUITO – inclusive na ciclovia de Ipanema, notória pelo comportamento inacreditável de pedestres – é usar uma campainha do tipo trim-trim. Para minha surpresa, muita gente ainda conhece esse código e sai da frente espontaneamente. Chegam a pedir desculpas. Bate-boca virou coisa do passado!

        É uma sensação muito boa, de estar se apropriando de um espaço de forma legítima. Recomendo.

        Mas atenção: por algum motivo que me escapa, campainha do tipo pim-pim não faz NENHUM efeito. As pessoas não percebem ou não decodificam.

      • Aldo disse:

        A campainha trim-trim faz mesmo toda a diferença. Só uso essa, inclusive para alertar motoristas. Em Amsterdam me fez sair imediatamente sair do caminho de uma ciclista que a tocou e fez “cara de paisagem”. Lá todas as bicicletas usam este tipo de campainha, assim como os bondes utilizam sinos. Ambos fazem com que as pessoas saiam do caminho por reflexo a esses estímulos.

  3. Matheus disse:

    É por isso que apareceu no site da ZH, pq não mostra explicitamente as coisas ruins… o video deu uma mascarada até.

  4. lobodopampa disse:

    Rapidamente sobre o PISA: depois que eu entendi o que é e a importância do projeto, passei a olhar com mais paciência e tolerância a intervenção na orla. Eles não estão destruindo nada, estão construindo uma coisa crucialmente importante, possivelmente a obra pública mais importante das últimas décadas. O que podemos e deveríamos fazer é buscar um canal de comunicação e tentar negociar/solicitar a agilização dos reparos, bem como a nova ciclovia da orla que segundo ouvi falar (e não consegui confirmar até agora) cabe ao PISA construir.

    • Aldo disse:

      Realmente, depois da Prefeitura fazer uma ciclovia estreita demais, com postes rentes a ela, lixeiras no caminho, pavimento equivocado e bueiros ao longo de todo o seu leito, seria implicância afirmarmos que a obra do PISA está piorando-a de forma significativa neste momento. Aquela ciclovia precisa ser totalmente repensada, e não apenas consertada.

  5. Beto Flach disse:

    Pelo vídeo, a Zero Hora – patrocinada, em parte, pela General Motors (abra o site pra ver) – e, em grande parte, aliada a esta prefeitura inoperante e desrespeitosa dos direitos e necessidades de ciclistas e pedestres, deve estar mui agradecida por obter um material que, nem querendo, consegue mostrar a desfaçatez das condições de tráfego de bicicleta nesta cidade.

    Acho que a Zero Hora postou o vídeo para contribuir com e confirmar a propaganda “eu cuido…” da atual administração. Queria ver eles postando um vídeo de quem tenta atravessar de um lado a outro da rua, no encontro da Ipiranga com a Edvaldo Pereira Paiva: sem semáforo, sem faixa de boa sorte, é a Missão Impossível cruzar a pista Centro-Bairro em grande parte do dia. Ou, ainda, por que eles não postam aquele vídeo, já veiculado por aqui, que mostra o ciclista tentando acessar o Iberê? Obviamente porque as conclusões são devastadoras em sua linha política e editorial, bem como de seus aliados e patrocinadores.

    Pra mim, este vídeo não conseguiu o que queria e acabou sendo um tiro-no-pé, muito bem aproveitado por um veículo de informação que EM NADA apoia a causa ciclística, cidadã e de sustentabilidade nesta cidade. A intenção do autor, seguramente, foi boa (pra mim, é indiscutível a boa intenção do senhor que filmou, não o conheço, mas aprecio muito suas acertadas posições e comentários neste sítio), mas o resultado não deu certo.

    Abraço.

    • Aldo disse:

      Não tinha me dado conta desses problemas com o vídeo do Martinez. Vejo agora como seria bom agregar comentários no próprio vídeo, embora isto dê uma pouco mais de trabalho.

  6. Aldo disse:

    Essa coisa que chamam de ciclovia parece ter sido feita apenas com o objetivo de liberar a obra do Shopping Barra e manter as seis pistas asfaltadas exclusivas para os automóveis.
    Não há qualquer preocupação com o trânsito seguro e eficiente de bicicletas ou pedestres:
    – Há postes colados à ciclovia, quando deveriam estar a pelo menos um metro de distância, assim como cercas, buracos na grama e lixeiras;
    -Mesmo que houvesse uma margem de um metro em cada lado desta ciclovia bi-direcional, sua largura de 2,5 metros permitiria uma velocidade máxima de apenas 20 km/h. Deveria ter 3 metros no mínimo, que permitem transitar a 30 km/h.
    – Há perigosos bueiros com tampas facilmente removíveis sob todo o percurso;
    – A pavimentação com blocos de concreto é mais cara e exige manutenção constante. É usada em Amsterdam, apesar disto, apenas para evitar o uso de ruidosos rompedores de concreto no centro da cidade.
    – Não há passeio para pedestres, o que os obriga a circular na ciclovia.
    – Está havendo completa negligência do poder público com a manutenção do pavimento da ciclovia.
    – Há uma avenida ao lado com três faixas largas para automóveis que estão ociosas, o que permitiria implantar duas ciclovias unidirecionais segregadas por canteiros e com pelo menos 2,5 metros de largura cada, deixando o passeio público exclusivo para os pedestres.
    – A Prefeitura está claramente agindo de forma discriminatória aos cidadãos que optam por não transitar de automóvel, quando deveria ser o contrário.

  7. Pedro Ayres disse:

    Até boa parte dos motoristas já se deram conta que essa ciclovia é uma piada, e passam na boa por bicicletas circulando na via. E, sim, o vídeo ficou suave em relação a verdadeira situação da ciclovia. Ciclista também transita pela cidade, não apenas passeia. Eu vou pela Diário, tenho horários e compromissos como qualquer pessoa.

    Abraços e boas pedaladas.

  8. Sabem que a minha origem “gallega” tem, na realidade, outra anterior ainda, que une todos os “gallegos” e por isto brigamos tanto, nossa origem é celta, ou seja, viemos ao mundo para brigar, então para não desprestigiar a minha origem vamos lá de lança no sobaco mesmo.
    A filmagem é tão somente de um pedaço, destruído, da ciclovia e destruído pela irresponsabilidade total da prefeitura, que não faz e nem sequer conserva o que foi doado a ela.
    Se prestarem atenção á filmagem, verão os trilhos na pista claramente, verão as imperfeições imensas, verão os pedaços faltantes da ciclovia, só que a câmara tem uma função que evita a trepidação, já que se tivesse filmado trepidando certamente não teria como postar pela ma qualidade do vídeo. Deu para entender?

    Neste trecho que fiz questão de filmar não tem cano algum, não está na obra do PISA porque ali é depois da obra, ou seja, nada a ver todos os argumentos de justificativa.

    Ela está destruída porque como sempre a Prefeitura não cuida do patrimônio da cidade.
    Tem muitos caminhões que circulam pela ciclovia na contra-mão no lugar de fazer toda a volta na Diário. Deu para entender?

    Dito isto, passo a dizer o seguinte, se alguém tem uma filmagem melhor postem, se não podem ou não querem fazer melhor, por favor, não malhem, porque malhar o que outros fazem, numa luta como a nossa e total falta de rumo e um contra-senso.Acredito que precisa sim pedalar mais para julgar o que esta no post da ZH Zona Sul. Deu para entender?

    Ainda para finalizar gostaria de aconselhar vocês a parar com essa mania de conspiratória que algum desavisado tem contra todo o que a Zero Hora faz, até a nossa favor e encontrar defeito conspiratório em todo. Alguém em bom uso das suas qualidades intelectuais acredita que tem algum jornalista que é censurado na Zero Hora e não pode escrever o que quer? Acredito no jornalismo brasileiro. Acredito na qualidade dele. Acredito no valor deste jornalismo. Acredito no poder investigativo e de denúncia que os meios jornalísticos possuem. Não gostaria ver um Brasil sem meios de comunicação poderosos e quase inatingíveis, porque se fosse assim teríamos um país totalmente fora de controle. Se já com todo este jornalismo poderoso, são cometidos todos os desmandos e roubalheiras que vemos a diário na imprensa, imaginaaaaaaaaaaa sem. Deu para entender?

    Guará concordo contigo o Projeto PISA tem todo a ver e tem que concluir as suas obras, elas são muito importantes.
    Aldo concordo contigo tinha como, facilmente, nestas pistas inúteis durante 23 horas do dia, fazer ciclovias de primeiro mundo só que voltamos ao lugar comum, a Prefeitura não quer eles só querem é carros, por isto coloquei lá abaixo do vídeo no post a resposta fajuta do Prefeito que “a ciclovia seria feita na conclusão das obras do Projeto PISA”, ou seja, em 2013 quando ele provavelmente não estará mais ali, se Deus quiser.
    Esta é a minha opinião.Saúde. José Martinez

    • Aldo disse:

      O teu filme mostra, lado a lado, um espaço que a Prefeitura fez para o trânsito de bicicletas e outro para o trânsito de automóveis. O primeiro é uma pista de tortura para ciclistas, podemos afirmar sem qualquer exagero. O segundo é o paraíso dos motoristas: seis faixas asfaltadas de primeiro mundo. Como é que a Prefeitura parece não ter competência para obras de trânsito num caso, mas tem em outro?
      Do jeito que está, a Prefeitura de Porto Alegre está castigando os que ousam se deslocar de bicicleta enquanto está premiando os que andam de carro. E faz isso na mesma avenida, para que todos vejam as consequências de suas opções de transporte e aprendam bem a lição.
      Em resumo, a Prefeitura não está governando para todos os porto-alegrenses, como deveria. Em vez disto, está fazendo marketing para a indústria automobilística, e com o nosso dinheiro.

    • Beto Flach disse:

      Com o perdão da resposta, antes que se diga que estou conspirando, quero dizer o seguinte:
      Imagino que o sábio e glorioso povo Celta não acreditou na Versão Romana sobre sua dominação pelo Império. Versão seguramente calcada nas prováveis benesses de se expandir mercados e do bem maior da política dos Césares, à custa da, praticamente, extinção de seu povo…

      Mas, se tivessem acreditado, nada mais fariam que a maior parte das pessoas: aceitar que o domínio e a versão da informação nada tem a ver com os interesses que regem cada império, sobretudo na capacidade de criar ou descriar realidades. Concluindo, conheço diversos jornalistas que conheceram o olho da rua por não se enquadrarem nas linhas editoriais de veículos de informação ditos democráticos. Aliás, no Brasil, existe a concessão pública do direito de comunicação televisiva. O que pouco se diz que existe é que, atualmente, o poder dos que a receberam é tanto que não permite que alguém defenda alteração dos parâmetros da concessão sem encerrar por aí mesmo sua carreira pública! (pra quem um dia desconfiou desta “Matrix”, recomendo a leitura do livro “Mídia e Democracia” dos sociólogos Pedrinho Guareschi e Osvaldo Biz).

      Claro que, nesta fala, há a remota hipótese de que o jornal citado, por se encontrar, OBVIAMENTE, no estado mais politizado do país, onde não existe corrupção, mais respeitoso das leis, mais evoluído socialmente no trato do lixo, no respeito aos pedestres e ciclistas, estado onde o poder político, jurídico e da mídia não se alia aos interesses corporativos dos grandes grupos econômicos, por estar neste estado, pode-se acreditar sem crítica, de olhos e raciocínio vendados, em tudo que se publica no JORNAL MAIS IMPORTANTE, como sendo esta a única e inquestionável realidade das coisas. Afinal, se algo não sai neste jornal, de duas, uma: ou é por que não existe, ou é por que não tem importância (pra quem?)! Não é mesmo?

      Mas, como não sou celta (nem corsa, nem monza, nem chevette, nem toyota, nem nada destes que patrocinam o tal jornal), encerro por aqui, sem brigar, esta pequena reflexão.

      Sem pensar antes de acreditar, nem pensar!

      Saudações pra quem coragem!

  9. Tinha esquecido, parabéns Aldo pelo comentário la no blog da Zona Sul, so ajuda a termos uma cidade melhor e ás autoridades tomarem vergonha na cara. Saúde José Antonio Martinez

    • Aldo disse:

      Obrigado, Martinez. Levaram mais de 48 horas moderando o meu comentário, mas finalmente o liberaram. Acho que não atualizam o blog Zona Sul durante o fim-de-semana.
      Talvez seja uma boa ideia fazer uma lista de blogs onde seja conveniente replicarmos os comentários ou até os posts aqui do Vadebici. Aumentaria a divulgação sem requerer muito esforço extra.
      Só não tenho esperança que algumas autoridades.criem vergonha na cara. Mas sempre é bom fazermos estes debates da forma mais aberta possível. Assim, mais pessoas saberão que, na verdade, essas autoridades não estão nem aí para quem se desloca de bicicleta.

  10. Beto, legal adorei teu comentário, será que os romanos prevaleceram ? Acho que la na Galícia guardamos até hoje as muralhas que eles construíram e pelo que sei, …li não sei onde os romanos já eram… nos vamos cuidar as muralhas para eles; mas vamos enfrente acredito que nem todo seja nos extremos, mas prefiro acreditar que se formos pelas beiradas e com calma e com auto-moderação conseguimos mais que considerar todo mundo inimigo. Prefiro acreditar que se consigo me comunicar um pouco é bem melhor que nada e até hoje tem mais um artigo meu lá no ZH zonasul falando da distancia para ultrapassar o ciclista. Acredito que assim estão nos ajudando e nos vamos aproveitando para educar a população. Abraço fraterno a todos e saúde. José Antonio Reimunde Martinez

    • Beto Flach disse:

      Parabéns, Sr. Martinez, pelas iniciativas, persistência pela causa e cordialidade de sempre. Vamos em frente! Não importa que trilhemos caminhos diferentes no pensar (assim como é no pedalar) se a jornada nos leva para o mesmo lugar. O que importa é que nossas experiências, sempre pessoais e intransferíveis, possam nos enriquecer mutuamente. Um abraço.
      (A propósito, escutei diversas ponderações suas num áudio na internet, a respeito de audiência com ciclistas na EPTC, e achei-as muito sábias e oportunas.)

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