Relato da Feijoada com Política

No sábado passado teve uma feijoada vegana na cidade da bicicleta que também é onde funciona o Lappus, e eu me propus a fazer um relato aqui, pois teve tudo a ver com bicicleta.

Eu cheguei depois da feijoada propriamente dita, o pessoal já estava numa roda e uma pessoa já estava falando sobre política, o que soube é que antes de eu chegar o Marcelo Sgarbossa tinha se apresentado como um possível candidato a vereador para a próxima eleição.

O que seguiu, depois da minha chegada, foi uma roda de apresentação onde cada um falava quem era e suas ideias, os assuntos foram diversos, mas a bicicleta estava sempre em evidência.  Se ressaltou a importância de ações educacionais para todos, ações de cobrança e pressão para que o governo apresente resultados sólidos, ações de divulgação, ou seja, muita coisa que a gente já faz, mas também muita coisa que a gente gostaria de fazer.

No final, perguntei para o Marcelo sobre a campanha dele, eu pensava que aquela reunião seria para falar disso, pois eu tinha recebido um e-mail com o convite. Como seria uma reunião aberta eu reenviei  para muitas pessoas, só não coloquei na lista da massa, pois achava que não seria sobre bicicleta.

A resposta do Marcelo foi a seguinte: Olavo, eu acredito que campanha tem que ser com ações, com conteúdo, com aquilo que a gente acredita e é assim que pretendo fazer minha campanha. Ele já tem meu apoio a muito tempo, mas é muito bom escutar uma coisa dessas. Se eu escutasse isso de um outro candidato, eu desconfiaria e  procuraria me informar quais as ações em que ele estaria envolvido, mas escutar do Marcelo para mim é uma coisa óbvia.

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17 respostas para Relato da Feijoada com Política

  1. Olavo Ludwig disse:

    Pessoal, importante dizer que haverá outra reunião em novembro, e todos estão convidados! Só não sei a data ainda, além disso o negócio é se engajar nas ações pró bicicleta, afinal o que todos queremos é uma Porto Alegre melhor, de verdade!

  2. marga disse:

    Oi Olavo, apesar de não aparecer nas reuniões, sabes que sou totalmente a favor de qq ação pró bicicleta…..e pra mim, o Marcelo conquistou minha confiança nesta tão detestável condição de candidato desta política oportunista..bj pra tua família

  3. heltonbiker disse:

    Não sei se é “polido” fazer propaganda nos comentários, mas o Sgarbossa já é meu candidato certo, assim como a Marina nas próximas eleições presidenciais. E que venham mais (confesso que não conheço nem apóio mais ninguém por enquanto).

  4. Marcelo disse:

    Gosto muito do Sgarbossa como pessoa, mas não acho legal usarmos este blog como divulgação de campanhas e políticas partidárias.

  5. Caro Marcelo permite eu discordar de ti, este site pelo que entendo é um espaço para a bicicleta. Durante tempos imensos discutimos, o que fazer ? onde fazer? como fazer? e todo o que tem surgido sempre é o entrave político. Confesso que tenho ojeriza à atividade política partidária, que em definitiva traz consigo uma carga muito grande de problemas éticos não resolvidos e nunca discutidos. Mas como poderíamos deixar de falar em política e em campanhas num espaço em que as políticas de transportes da cidade estão em discussão? Como poderíamos deixar de lado a política como componente desta sopa? E ainda como deixar de lado os candidatos e suas causas? Eu não gostaria de ver propaganda certamente do Fortunatti neste espaço,porque ele já mostrou que nem está para nos. Ontem quando saí de casa e vi que meu vizinho da frente, colocou já um adesivo de Fortunatti; fazendo campanha para reeleição, quase tive um ataque cardíaco, porque terei que aturar isso por muito tempo. Como ativista, eu acho que devemos dar plataforma a todo candidato que se comprometa com os nossos objetivos; e devemos negar a todo candidato que já demonstrou que não tem compromisso com o cicloativismo. Mas devemos fazer isto seriamente, como real conhecimento de plataforma e participações que o candidato já demonstrou na sua vida pregressa, que este é o caso do Marcelo Sgarbossa. Salvo melhor opinião. Saúde. José Antonio Reimunde Martinez

  6. Melissa disse:

    Também gosto muito da pessoa dele, mas não sou favorável a campanhas políticas aqui no blog. Por favor, se aqui tiver relações com partidos corruptos eu vou me retirar.

    • Beto Flach disse:

      Melissa querida. Sem sombra de dúvida, é exatamente isso que todo partido corrupto mais deseja: que as pessoas “se retirem” da política, da participação e das organizações que possam pautar transformações! Ou seja, a melhor maneira de contribuir com o andamento das coisas, mantendo-as como estão, é retirar-se delas, pois esta é a legítima ação capaz de não fazer a menor diferença nas estruturas. Mas, cada pessoa é livre para decidir entre retirar-se ou fazer frente à impunidade e à usurpação da “coisa pública”. Um abraço.

  7. airesbecker disse:

    Uma coisa é acobertamento e vinculação com práticas políticas em essência.
    Não podemos deixar isto contaminar o blog.
    Até pelo fato de realçar as nossa diferenças em relação ao que temos em comum, que é o objetivo do blog.
    Mas a política em si é uma questão intrínseca que sempre vai estar presente.
    Por isto o blog que é de discussões vai ter de discutir esta questão também.
    E a nossa mobilização passa necessariamente pela questão política.
    Agora temos que manter o bom senso.
    Mas acho que não é problema.

  8. Olavo Ludwig disse:

    Para quem pensa como a Melissa e o Marcelo K., eu também não costumo fazer política partidária, o que é diferente de fazer política, a qual estamos fazendo em todas as nossas ações. Eu não acho que esta postagem é partidária, primeiro nem se falou em partidos políticos e depois eu só falei bem do Marcelo, como a gente fala mal do Fortunati, do Busatto e do Cappellari.
    E ainda, a postagem refere-se a mais um acontecimento que girou em torno da bicicleta.
    Não se preocupem que se depender de mim este blog não vai virar num local de campanha política em favor do Marcelo, só penso que devemos divulgar todos os eventos em prol da bicicleta independente de quem o promova, e como blogueiros críticos que somos, podemos opinar a respeito. Ou não?

    • lobodopampa disse:

      “só falei bem do Marcelo, como a gente fala mal do Fortunati, do Busatto e do Cappellari”

      puxa, bem curioso isso, só depois de ler essa frase é que me dei conta.

      A gente acha que falar bem de um (pré)candidato é fazer política partidária; mas criticar político eleito e até fazer contra-propaganda eleitoral (que fazemos bastante aqui), achamos que não é.

      Hmmm.

      • Felipe Koch disse:

        Concordo que discussão política é diferente de propaganda.
        Até por que, aqui, por ser um espaço totalmente aberto, qualquer um pode discordar e até “meter pau” em qualquer sugestão política.
        Por curiosidade, qual seria o partido do Sgarbossa?

  9. Aldo disse:

    Existe um preconceito fomentado pela mídia de que política partidária é algo execrável. A intenção é clara de afastar o povo de toda e qualquer discussão política. É uma jogada que tem dado certo: a mídia costuma se valer de políticos corruptos e portanto é conveniente que acuse todos de serem iguais.

    Tem tudo a ver com este blog opinarmos sobre políticos e partidos quanto à sua atuação nas questões relacionadas ao ciclismo e à mobilidade urbana. Fora de destes temas, não só a política partidária estaria fora de tópico, como também qualquer outro assunto.

    • airesbecker disse:

      Concordo com esta posição do Aldo.
      Se for relacionado com a divulgação do ciclismo podemos tratar de política, de partido e de corrupção, no que for diretamente relacionado com o nosso tema e o nosso objetivo.
      Fora disto não.

  10. Marcelo Sgarbossa disse:

    Gente

    Agradeço a consideração comigo, seja pessoalmente, seja politicamente.

    Não sei bem o que dizer com base nos comentários acima, vou jogar aqui umas idéias até meio desconectadas que vão surgindo:

    – falar em política virou uma espécie de tabu (de política partidária pior ainda)

    – concordo que aqui não é um espaço para fazer propaganda eleitoral, mas acho que ninguém fez isso

    – junto com um grupo de românticos dos direitos humanos decidi ser candidato em 2008. Era para ser um fiasco, mas foi bem legal. É curioso como as pessoas olham desconfiadas para ti quando você diz que foi candidato ou que talvez vai ser. “Putz Marcelo, achei que você fosse um cara legal”. Bom, a gente os motivos que levaram a classe política ao descrédito, mas eu cansei de ficar escondido no mundo confortável das ONG’s. Botar a cara para bater na política é bem mais complexo.

    – não acredito em democracia representativa (no sentido que era no passado, de que o parlamentar representava outros)

    – hoje, trabalhando na área prisional do governo do estado, percebo que dá para fazer muito quando você está com a caneta na mão.

    – quando convidei para sábado passado discutir eleições 2012, não era para falar sobre uma pré-candidatura (muito menos a minha), como de fato não se falou nada.

    – que tal cobrar dos candidatos a prefeito compromisso do que farão se eleitos, no campo da mobilidade sustentável?. Acho esta um discussão importante, e de conteúdo político que não poderia ser deixada de lado.

    Bom, em novembro vamos fazer um segundo “feijoada com política”. Quem quiser participar é bem vindo.

    Abraços!

    marcelo sgarbossa

  11. Marcelo Sgarbossa disse:

    Felipe, já que ninguém te respondeu, eu respondo: meu partido é o PT.

    Tinha outras coisas para dizer além daquelas que disse aqui acima, mas talvez este assunto seja um pouco complexo demais para ser feito por escrito (a linguagem escrita gera sempre mais do que uma interpretação).

    Quem quiser fazer esta conversa pessoalmente, fico à disposição, de preferência enquanto pedalamos na Massa!

    Abraços

    marcelo sgarbossa

  12. Flavio Sachs Beylouni disse:

    Avisem da próxima feijoada com política ou reunião política com feijoada. Vou ver se apareço.

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