Holanda – Amsterdam e Interior – de bicicleta.

Para meus amigos!

Motivado por nossas pedaladas juntos escolhi meu último destino de vigem de forma especial.

E escolhi um lugar realmente especial!

Quero compartir com vocês.

No link a seguir estão algumas fotos com legendas.
Já fiz reservas para voltar ano que vem.
A Holanda é um país de primeiríssimo mundo.
Um povo culto, educado e simpático.
Uma urbanidade fantástica.
Cidades limpas tranquilas, silenciosas, lindas, mesmo a capital, têm um trânsito inacreditável, bairros tranquilos mesmo no centro da cidade, silêncio e ar puro, de escutar os pássaros.
Uma cultura impar, dedicada ao respeito ao próximo e à tolerância.
Um país rico onde as coisas funcionam, é seguro, mas há todo o espaço para o alternativo.
Grande parte disto é relacionado com a bicicleta.
Não precisa dizer muito, as fotos ajudam um pouco e entender e curtir, mais que isto só indo lá:
https://picasaweb.google.com/airesbecker/Holanda?authuser=0&authkey=Gv1sRgCP6K97jhydbgGQ&feat=directlink

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19 respostas para Holanda – Amsterdam e Interior – de bicicleta.

  1. A Holanda é mesmo um país surpreendente. Tem leis urbanísticas que enlouqueceriam o nosso público “mais qualificado”. Por exemplo, 20% das unidades em novos empreendimentos habitacionais devem ser destinadas para habitação de interesse social (regra semelhante tem também em Montreal, no Canadá). É uma regra de combate à gentrificação. Imaginem isso na Bela Vista, Mont’serrat, Três Figueiras… Terraville.

    • airesbecker disse:

      É, mas lá também tem elite, até mesmo nobreza e realeza.
      Existem algumas diferenças, eu vi e até fotografei um conjunto residencial feito de containers marítimos, amanhã vou colocar na rede com um link aqui.
      Tem cidades mais antigas que possuem maioria de população autoctone, em outras zonas que são desenvolvimentos novos predominam os imigrantes.
      Acho que uma diferença é que os empreendimentos são mais planejados e são grandes.
      Eu fui numa cidade que se chama Almere que foi feita em uma terra tirada do mar na década de 70. A cidade inteira foi planejada e construída.
      Agora uma nova área está disponível para receber projetos de empresas interessadas em se estabelecer e a partir dos empregos uma nova cidade vai ser feita, toda planejada em torno das empresas.
      A Holanda é meio um paradoxo difícil de entender.
      Tem liberdade mas tem ordem.
      É capitalista mas tem solidariedade social.
      É inovadora mas tem tradição.

  2. Bem legal Aires achei muito boa as tuas fotos, estive la faz 15 dias mas ainda nem tive tempo de postar as fotos, fiquei maravilhado como pelas fotos imagino tu ficaste; que país e que povo !!!! Saúde José Antonio Reimunde Martinez

  3. Olavo Ludwig disse:

    Que férias heim! E a vontade de ficar por lá?

  4. LIF disse:

    gente, é bom nos perguntarmos porque o ar da Holanda é tão puro… as ruas tão silenciosas… talvez porque todas as indústrias holandesas estão instaladas nos países pobres, que não tem opção para desenvolverem-se a não ser aceitar indústrias poluidoras de capital nórdico… enfim, Holanda é bem legal, chapação, cultura e bicicleta, mas as custas de que mesmo? pois é.. dívida histórica não pode ser esquecida..
    a massa é crítica… não podemos despolitizar o debate…

    • sergiok disse:

      Isso é outro problema. As cidades aqui são barulhentas, poluídas por causa dos carros, não das indústrias.
      Temos que saber enxergar os bons exemplos de todos os lugares. E lá tem muitos nessa questão de urbanismo e mobilidade.

    • airesbecker disse:

      LIF a Holanda é um país bem industrializado, é cheio de industrias, na chegada de avião sobrevoando eu vi um monte de chaminés, se não é poluído é porque as industrias são limpas, com filtros e outros cuidados ambientais.
      Eu não concordo com esta idéia de que para alguem estar bem outro tem que estar mal.
      Que só se evolui prejudicando os outros.
      Um bom trabalho produtivo não quer dizer que necessariamente vá causar poluição ou problema social.
      É possível sim produzir sem degradar o ambiente.
      Na verdade, em minha visão, pelo contrário, os problemas sociais e a poluição são resultados da pobreza e do atraso e não do desenvolvimento.

  5. airesbecker disse:

    Tudo bem Olavo!!
    Só não fico lá pelo inverno, pois era verão e já estava mais frio que o inverno aqui, já fui no inverno e é muito frio.
    Outra coisa é a língua que é bem difícil.
    Conheço uns amigos que moraram lá vários anos e depois queriam voltar, tem um tempo que cansa morar no exterior, não adianta é uma questão de raízes.
    Mas é um lugar que dá para voltar outras vezes.
    Tem lugares que já fui que até gostei mas não quero voltar.
    Abraço.

  6. airesbecker disse:

    Na Holanda o imposto de venda para carros novos é mais alto que em outros países da Europa, pode chegar a 45% do valor do carro.
    O estacionamento no centro de Amsterdam chega a 50 Euros por dia, mais de R$100,00.
    Estive lendo agora no DW http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4896686,00.html que a partir do ano que vem um novo imposto de rodagem será cobrado por GPS, começará no início com 3 centavos de euro por quilômetro, ou 3 euros por cada 100Km.
    Este imposto será maior para carros maiores e será mais caro também em vias mais congestionadas.
    O imposto será aumentado progressivamente até 2018 até 6,7 centavos por quilômetro, ou R$16,75 por cada 100Km rodados.
    Estes valores serão mais aumentados se não se revelarem suficientes para reduzir o uso dos carros.
    A redução pretendida é de 15% do tráfego atual.

    • artur elias disse:

      Muito interessantes esses dados.

      Aqui vão mais alguns (de cabeça, podem haver equívocos):

      na Dinamarca, um automóvel médio custa o dobro do que custa na Alemanha (por conta das taxas que visam desestimular o uso).

      Mesmo assim, segundo um estudo, a adesão à bicicleta na Alemanha é maior do que na Dinamarca (comparando país com país, não Berlim com Copenhague). Não quero com isso dizer que taxar menos é melhor, é claro! Só chamo a atenção para o fato que a realidade é quase sempre mais complexa do que imaginamos – ou idealizamos.

      • Olavo Ludwig disse:

        Artur, me tira umas dúvidas:,Sempre que vejo vídeos de Copenhague, outros pela Alemanha, e mais alguns Europa a fora, tenho a impressão que a quantidade de carros rodando ainda é bem grande, mesmo com toda a infra pra bici. Tá correto isto? Dá para se dizer que ainda temos nesse lugres uma forte cultura do carro apesar de uma grande adesão da bicicleta? Será talvez Amsterdam seja a única exceção? Ou nem ela.
        A pergunta foi para o Artur, mas qualquer um com conhecimento de causa pode e deve responder, por favor.

    • Olavo Ludwig disse:

      Puxa vida, e aqui nem pensar em desestimular o uso do carro, bem pelo contrário!

  7. artur elias disse:

    oi Olavo

    Bem, não dá pra generalizar; mas tu vês os vídeos, e eles não mentem (em princípio).

    O fato de estarem bolando essa lei que o Aires mencionou é um sinal claro que, mesmo com toda a infraestrutura de transporte público, que é absurdamente boa na Alemanha, mesmo com o forte ambientalismo, a cultura ciclística, infraestrutura cicloviária, educação etc, o automóvel é uma tentação complicada de manter sob controle.

    Dei uma olhada na notícia e me surpreendi (negativamente) com uma coisa. A lei é holandesa, mas o Partido Verde alemão (que é um partido de verdade, que já governou o país, não uma legendoca) quer fazer igual lá – e encontra fortíssima oposição.

    Lembrei de um cartaz eleitoral dos meus tempos de estudante (1992-95):

    “Ohne Autos wären wir Pleite”. Literalmente: “Sem carros ficaríamos duros”.

    Faz sentido. Afinal, é de lá que vem a VW, a BMW, a Daimler (=Mercedes) e a Porsche! Qual seria o impacto na economia alemã se houvesse um súbito colapso da máquina industrial/comercial automobilística?

    A realidade é complexa.

    Já que estamos um pouco germânicos, vai uma frase de Goethe:

    “onde há muita luz, há muita sombra”.

    • Olavo Ludwig disse:

      Obrigado Artur! Pela Luz e pela sombra. E isso me faz pensar que em alguns pontos o Brasil tem um potencial muito maior, uma liberdade maior de ação, basta vontade!

    • Aldo disse:

      Basta usar o bom senso para concluir que o melhor para uma economia são as opções mais eficientes. É o caso da bicicleta versus carro no trânsito urbano. E há diversos estudos no mundo que efetivamente demonstraram o maior retorno de investimento da bicicleta para a sociedade em relação ao carro.

      Então, aquele cartaz eleitoral é mentiroso. Uma versão correta poderia ser: “Sem a venda de carros para OUTROS países, estaríamos duros”.

      O carro, por ser quase sempre a alternativa menos eficiente, só aparentemente dá lucro. Na verdade, ele dá lucro para alguns porque distribui o prejuízo à sociedade. É o mesmo caso de tantos outros produtos nocivos, como o cigarro, as bebidas alcoólicas, os “alimentos” não nutritivos, etc.

  8. airesbecker disse:

    Um carro vendido é contabilizado, tributado e gera PIB, um deslocamento de veículo consome combustível e gera PIB, um deslocamento de bicicleta não contabiliza no PIB é economia invisível, só gera economia por poupança. Este é um dos fatores pelo qual temos as mais baixas taxas de poupança interna, sempre altos índices de inflação e dependência de capital externo para crescer.
    Temos um povo com falsas necessidades. Outro dia estava no transporte público e reparei na quantidade de aparelhos de som, telefones, roupas e tenis de marcas extrangeiras, a nossa classe baixa já está consumindo muitos produtos que seriam de luxo em outra época. Mas não acredito que tenham realmente segurança financeira e acúmulo de reservas, como investimentos, planos de aposentadoria e seguros de saúde. O enriquecimento da classe C se dá na superfície, com uma demanda de consumo imediato, logo podem cair de classe novamente.

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