Qual ativismo nas bicicletadas?

estava escrevendo em um comentário do Pedro Ayres no Facebook sobre a pedalada do Dia Mundial Sem Carro. ao longo da escrita, me dei conta de que poderia caber aqui, no nosso querido Vá de Bici.

então… eu não tenho tido muita pilha de ir na Massa Crítica (não foi por isso que não fui na pedalada do Dia Mundial sem Carro). não acho que não ir na MC seja solução para qualquer coisa, não recomendo isso, pelo contrário. ainda parece nosso principal encontro festivo, onde “nosso” significa “das pessoas que usam bicicleta como transporte ou quem tem um carinho enorme pelas bicis ou que gosta de pedalar ou…”. também me parece um evento muito fértil em gerar visibilidade das bicis no trânsito da cidade.

portanto, andava me perguntando sobre os porquês de andar sem pilha quanto a MC. algumas coisas que a Renata Ibis me contou sobre a pedalada do Dia Mundial sem Carro me deu certa clareza quanto a isso. e talvez o que é uma reflexão pessoal possa servir para um discussão quanto as formas que temos encontrado nas pedaladas, sobre ativismo, sobre o que queremos, como buscamos e como podemos nos divertir no processo.

em primeiro lugar, desde o atropelamento, toda a efusão que rola em torno das bicicletadas deixou pra mim um clima meio pesado. especificamente o que me pesa são as relações com os motoristas. acho que, no geral, os motoras tem respeitado mais o ciclista, acho que desde o acontecido foi gerada muito mais visibilidade para a discussão da bicicleta no trânsito. sim.

mas ao mesmo tempo o clima “carros X bicicletas” aumentou muito, para muitas pessoas foi instaurado depois do atropelamento. lembro de, antes, boa parte da DIVERSÃO da MC vir justamente de abordar motoristas, conversar um pouco, dar um panfletinho. depois, ficou tão “nós vs eles” que isso passou a ser uma coisa muito mais CUIDADOSA, menos suave e feliz.

em segundo lugar, há um clima de insegurança, por parte de todo mundo, ciclistas, motoristas, as pessoas que estão nos locais que comumentemente são referidos como “autoridades”. esse clima de insegurança tem se traduzido na tentativa de manter zonas de conforto, eu acho. por isso muita gente vê com simpatia as escoltas da EPTC e da Brigada (escoltas motorisadas!). para os motoristas também me parece mais cômodo (mesmo que isso não seja tão aparente) ver uma bicicletada com escolta, porque sua raiva, que é constrangedora (constrange as formas, os outros, a imobilidade), que é mobilizante (direciona para a ação, o que pode ser arriscado, e às vezes arriscado ao bem estar, mas às vezes é arriscado quanto ao quê?), não encontra uma maneira de ser tão facilmente extravasada, porque a tal autoridade está ali como barreira. então fica uma coisa mais de desgosto interno, de comentário feito dentro do carro, de “não tem jeito”. quando não há escolta, esse desgosto, essa raiva, ficam muito mais evidentes, e paradoxalmente isso oferece milhões de oportunidades para se abordar a questão do porquê um bando de ciclistas na rua “provoca” essas coisas.

então a questão não é, para mim, termos um local de segurança artificial, um momento especial no qual somos cuidados – e automaticamente estamos deslocados do que é comum e cotidiano no trânsito, do seu fluxo do jeito que acontece autonomamente – como quando a escolta motorisada já está presente, parando o trânsito nos cruzamentos onde a bicicletada ainda não chegou, e por vezes instruindo os ciclistas a passarem no sinal vermelho quando se deparam com um.

a gente normalmente só olha para os momentos em que os motoristas ficam de cara porque estamos passando e trancando um cruzamento (para que toda a bicicletada passe junta por um sinal que, originalmente, era verde), mas pensem no que deve rolar quando a bicicletada se depara com um sinal que está fechado e então todos os ciclistas param no sinal. imagino que a maioria dos motoristas que passa e vê os ciclistas parados pensa algo como “que alívio, me livei da tranqueira!”, mas aí também há a oportunidade clara de vermos quão distintas são as bicicletadas se comparadas à manifestações escoltadas, e essa diferença é justamente a de uma maior integração com o fluxo do trânsito. que é um dos objetivos finais de se buscar a visibilidade das bicis no trânsito, não é?

a questão para mim é justamente, nas bicicletadas, tensionarmos o espaço que temos no dia a dia, quando pedalamos sozinhos ou em pequenos grupos, e buscar, em um coletivo de mais pessoas, o reconhecimento de que estamos aí, todos os dias, e que o trânsito é o nosso lugar. mais: que, quando estamos no trânsito, por sermos cada um de nós 1 carro a menos, estamos colaborando muito mais com o fluxo da cidade do que as pessoas que estão sozinhas em seus carros particulares. e isso ajuda, inclusive, quem está dirigindo.eu preciso de mais ativismo nas bicicletadas!

eu preciso de mais ativismo nas bicicletadas! e, ao mesmo tempo, um ativismo consciente o suficiente para sacar que estamos construindo uma cidade melhor, que nossas agruras são com aquelas coisas que estão estabelecidas, e que o uso indiscriminado do carro traz tantos problemas que não podemos deixá-lo impune. mas isso não significa sermos contra os motoristas, pelo contrário! preciso de um ativismo que não crie climas de “nós contras eles”, porque isso não tem nos ajudado, nem nas bicicletadas, nem no dia a dia.

não tenho a menor intenção de passar a mão na cabeça dos motorista, que optam por usarem seus carros (mesmo que essa opção esteja tão invisibilisada, por parece que “não há escolha”, e todas as razões tão cuidadosamente elencadas a partir disso – muitas delas genuinas, mas que não redundam em uma falta de escolhas: no máximo direcionam as escolhas que temos, e por isso as tornam tão mais importantes, tão mais éticas e menos moralistas). apenas entendo bem que minha disposição contra a cultura carrocêntrica precisa atingir exatamente as pessoas que estão dirigindo, porque uma disposição que seja contra essas pessoas reforça, paradoxalmente, a própria cultura carrocêntrica. preciso que as pessoas entendam as escolhas que estão fazendo, preciso sair dos automatismos que nossa sociedade tão esforçadamente tenta criar.

e eu não acho isso nem um pouco brando, acho realmente radical (de raiz), acho extremo (porque a gente não vê muita coisa assim comumentemente, o que a gente mais vê são criações de inimizades e de zonas de conforto) e acho muito, mas muito mais estratégico. e, ao meu ver, é esse nosso atual desafio.

Anúncios
Esse post foi publicado em Sem categoria. Bookmark o link permanente.

11 respostas para Qual ativismo nas bicicletadas?

  1. Eduardo disse:

    Caro Pedro,

    Tb tenho notado, nas Massas após o atropelamento, q por alguns integrantes o clima tem sido hostil aos motoristas.
    Acredito q muitas ações no decorrer da pedalada estao deixando ruim a imagem q os motoristas fazem de nos, o q nao eh interessante pq aquele motorista, se fizesse uma imagem positiva, poderia ser mais um pedalante na próxima Massa ou um simpatizante, o q melhora muito o respeito no trânsito.
    Sei q sao ações isoladas, mas acho q devemos informar os autores.
    Me disponho a fazer um panfleto informativo p ser distribuido na Massa e nas bicicletadas. Se a maioria concorda com essa visão, eh claro.

    Abraco a todos e boas pedaladas nesse final de semana bonitasso!!
    Eduardo

  2. airesbecker disse:

    Eu sou contra a criação de um antagonismo que pode ser prejudicial, as pessoas são essencialmente as mesmas, gente que caminha, que dirige e que pedala.
    O que é preciso é criar a possibilidade de escolha seja em termos culturais como de infraestrutura urbana adequada para o exercício desta escolha.
    Sendo a escolha possível a lógica vai se manifestar.
    Este antagonismo é prejudicial em dois planos seja contra as pessoas que estejam dirigindo como contra os dirigentes públicos.
    Acho que estrategicamente devemos buscar apoios e simpatias.
    Este antagonismo entendo que desqualifica quem o promove.
    Não sou contra os motoristas, eu mesmo tenho carro e dirijo.
    Mas modal de transporte não é como filho que é preciso amar a todos de mesma forma.
    No caso é preciso definir escolhas e prioridades e neste sentido sim é preciso tirar espaço dos carros, não que para isto seja preciso gritar contra os motoristas.
    É claro que enquanto for mais barato e mais seguro andar de carro as pessoas vão preferir.
    Mas uma vez que o espaço for preferencial para o ciclismo, para o pedestre e para o transporte público, naturalmente as pessoas vão fazer uso destas opções.
    A solução de melhoria do transporte e da qualidade urbana passa pela restrição ao uso do carro necessariamente, na exclusão de espaços de estacionamento públicos e gratuítos nas ruas, no aumento de impostos (IPVA, IPI, ICMS, etc), no custo dos combustívies e na redução da vias trafegáveis urbanas.
    Os problemas que temos são resultado de uma escolha descabida em favor do automóvel.
    Em nossa cidade o construtor para oferecer um imóvel é obrigado pelo plano diretor a fazer a venda casada de no mínimo uma vaga de estacionamento por unidade.
    O consumidor que vai compra um imóvel se obriga a arcar com o custo da vaga de estacionamento, já se induzindo que vá comprar um carro.
    Em nosso país o governo é justamente o produtor do combustível!!
    É preciso entender que estas distorções existem e devem ser combatidas com uma clara opção pública e política contra o uso e a existência do automóvel na cidade.
    Mas não vai ser com gritos contra os motoristas nas ruas.
    Esta cultura tem que ser desenvolvida internamento e com convencimento e captação de simpatias.

    Como solução nada é tão poderoso e eficiente que pedalar mostrando na rua no dia a dia que a bicicleta é possível e está presente.
    Quando existir uma mínima ciclovia em nossa cidade ela não poderá ficar ociosa!!

  3. Klaus disse:

    Concordo que o confronto é sempre ruim. Acredito que tudo pode ser melhorado numa boa, com conversa. Vem na massa Pedro, conta para as pessoas o que tu pensa, traz panfletos para dar para os que estiverem dirigindo carros.

    Beijos, ( e obrigado, 😉 kLaus

  4. Klaus disse:

    Eu já não tenho mais nada contra ninguém. Tudo que as pessoas são é consequência do que elas aprenderam como certo com os seus amigos e suas vivências. Se uma pessoa nunca teve chance de conhecer certos aspectos existenciais e mais do que isso, tempo para refletir sobre estas coisas então quem é qualquer um para julgar outra pessoa? O melhor que podemos fazer é plantar sementinhas do bem nas pessoas e como muitos sabem não adianta só plantar, é preciso fazer as coisas certas para a semente brotar.

    • airesbecker disse:

      Concordo contigo Klaus.
      As pessoas são consequencias de uma história cultural.
      Mas o poder púbico teria em tese obrigação de planejamento técnico do trafego e do urbanismo, este planejamento deveria ser objeto de estudo científico além das influências e limitações culturais.
      O poder público deveria ser um agente de promoção cultural.
      Neste sentido acho que a atuação junto aos políticos e funcionários públicos é muito importante.
      Só eles têm condições de irem mudando a realidade de nossa cidade com base em estudos de realidade.
      O que está faltando neste momento é a definição de uma escolha, pois o discurso ainda tem sido de conciliação de modais favorecendo ao mesmo tempo o carro, o ônibus e a bicicleta.
      Ora, isto é impossível, é preciso inverter a escolha e favorecer o ciclismo em detrimento do carro, com menos vagas de estacionamento disponíveis, menos vias trafegáveis pelos automóveis e mais vias exclusivas para pedestres e ciclistas.

  5. Aldo disse:

    O que se precisa são mudanças culturais. Só que essas mudanças levam tempo. Um grupo de cicloativistas europeus estimou em 30 anos o tempo para provomer uma mudança na cultura de uma sociedade.

    Ao coisas vão mudando aos poucos, uma de cada vez. É preciso ter paciência e aprender a perceber as pequenas mudanças para avaliar o rimo de uma mudança cultural.

    Por exemplo, nesta semana, o Jornal dos Sirotsky fez diversas referências favoráveis ao ciclismo: Mostrou o Secretário da SMIC indo de biclcicleta ao trabalho; Mostrou o Prefeito e diversos secretários em uma bicicletada e dando início à construção de uma grande ciclovia; No caderno Carros, um colunista manifestou-se de forma veemente pelo fechamento da Av. Beira-rio ao trânsito de automóveis nos domingos e feriados.

    Há poucos meses, esse mesmo jornal advogava a liberação de corredores de ônibus para automóveis, porque estariam ociosos e sendo ocupados para skatistas brincarem.

    Essa mudança de posicionamento é resultado da forte mobilização dos ciclistas de Porto Alegre em diversas instâncias. A mídia e os governos estão sendo obrigados a ceder espaço. Jã não é mais possível, ou prudente, fomentar uma guerra entre ciclistas e motoristas como vinha sendo feito. Notem que, na lógica de uma guerra, há apenas um vencedor. Ou seja, estava sendo defendida a tese de que as bicicletas deveriam ser excluídas do trânsito. Aqui em Porto Alegre, já aprovaram uma lei para excluir as carroças e os carrinhos de papeleiros até a Copa. As bicicletas eram o próximo alvo. Nada como uma grande bicicletada para provar que as bicletas, não só podem ocupar as ruas, mas são elas também parte do trãnsito.

    • pedrolunaris disse:

      Aldo, concordo plenamente, assim como estou concordando com todas as opiniões expressas aqui até o momento, airesbecker, Klaus, Eduardo! Valeu pelas suas valiosas contribuições!

      O que eu quero ver mais e mais, além disso tudo, é pensarmos como fazemos essas mobilizações. Também vejo os frutos, também estou colhendo e celebrando as diferenças boas, e observando as diferenças ruins (vocês entendem o que quero dizer por “boas” e “ruins, né, não é minha intenção ser maniqueísta, me refiro a “boas” no sentido de uma cidade que cuide melhor das pessoas, no geral, indo no sentido da mudança dos sistemas que não estão ajudando as pessoas, no geral). Também acho que nossa cidade tem mudado, ao mesmo tempo aos poucos, e de maneira perceptiva!

      Junto disso, quero conversar sobre o jeito que estamos lidando não só com essas mudanças, mas com aquelas coisas que vão no sentido de sugerir essas mudanças, de lutar por elas, de visibilizá-las. No caso, o ativismo das pedaladas, e tantos outros. É mais nesse sentido que imaginei meu post, para que, 1, esse ativismo seja tão efetivo quanto possível, o que significa ser fundado em relações de composição, e não em relações de dominação; e 2, para que o mesmo ativismo não seja agarrado pelo próprio sistema em relação ao qual está sugerindo mudanças, para fortalecer o mesmo sistema. E por “sistema” eu não me refiro a uma organização nas mãos de alguém, mas um funcionamento que pode e acaba sendo reproduzido por todos. Não é “o sistema governamental” o que estou falando, mas “o sistema de dominação”, que coloca as pessoas em mundos diferentes, e que possibilita tantas coisas que não nos servem.

  6. ruasvivas disse:

    A nossa experiência dentro da Massa Crítica varia muito de onde estamos nela. Não tenho notado essa agressividade de que falam, e, se vi, foi de uma absoluta minoria, e seria até normal, visto que o número de participantes cresceu muito.

    Principalmente na última, o clima estava super positivo, vi MUITOS ciclistas agradecendo aos motoristas por esperarem, carros buzinando em apoio, etc.

    Acho que muito do que acontece na Massa Crítica também é parte da nossa influência. Quando tomamos atitudes positivas, as pessoas ao nosso redor tomam atitudes positivas também. Precisamos nos comunicar, precisamos agir, é só participando de forma positiva que vamos transformar não só a Massa Crítica, mas toda a sociedade.

  7. Parabéns Pedro, muito legal mesmo, as tuas palavras. Todo o que queremos ver quando participamos de qualquer mobilização, são sentimentos positivos, nunca manifestações de intolerância e impaciência, que sô destroem uma relação, que tem que ser harmônica entre todos os atores do trânsito.
    Não podemos ser exigentes de atitudes, quando não executamos nenhuma que venha a trocar uma realidade adversa.
    Volto a falar o que já escrevi noutro post; na minha casa de todos os motoristas que tinha uma vez sentados à mesa (todos meus filhos, sobrinhos, netos, cunhados, genros) nenhum deles sabia a distância que um carro tem que manter, para ultrapassar uma bicicleta.
    Isto não fala por si? Isto não quer dizer que estamos ensinando errado até quem está próximo? Eu pelo menos, acredito nisto e desde esse dia que vi isto estou preocupado em informar mais e mais, as pessoas do que fala o código brasileiro de trânsito com relação à bicicleta.
    Faz alguns dias minha mulher me questionou: “Como a Fundação Thiago Gonzaga faz com as borboletas, que lembram uma realidade muito cruel, vocês poderiam pintar bicicletas na rua, para as pessoas não esquecerem de que a bicicleta está presente e faz parte do trânsito”.
    Sinceramente estou com esta idéia fixa, tentando viabilizar este projeto que acredito venha nos ajudar muito, já que pelo menos o bordo direito da pista é para pertencer ao trânsito de bicicletas.
    Se alguém tem uma idéia a este respeito estou à disposição para correr atrás, mas sinto a falta sim de fazer alguma coisa concreta e não unicamente protestar ou acusar as autoridades de falta de ação, que em definitiva nunca solucionou nada; assim como não gosto nada da intolerância que pensa que a solução é excluir os veículos motorizados das ruas.
    Se alguma pessoa precisar chegar com urgência num hospital, pode me chamar que acudirei rapidamente com meu carro para ajudar. Saúde. José Antonio Reimunde Martinez

    • Aldo disse:

      Nas ramblas de Montevideo, os ciclistas marcaram as faixas de estacionamento com bicicletas coloridas. Devem ter usado chapas de raios-x recortadas e tinta spray. São desenhos pequenos, talvez uns trinta centímetros. Mas talvez por isso mesmo a Prefeitura de lá não tenha se incomodado e não os apagou.

      Em são Paulo, os ciclistas pintaram bicletas para marcar as ciclorrotas, mas a Prefeitura estava apagando-as.

      • pedrolunaris disse:

        em Montevideo a Prefeitura vê com olhos mais simpáticos mobilizações sociais. foi por mobilizações sociais que eles atingiram a Prefeitura, e parece que, ao contrário do Brasil, não se esquecem disso.

        tem gente que faz stencil em tamanho maior usando lonas ou qualquer material razoavelmente resistente que possa ser enrolado para ser levado com maior facilidade. desenrola no local, manda ver na tinta ou spray, enrola de novo e segue pra outro local.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s