Uma homenagem – Em busca da Utopia.

Econtrei esta linda escultura quando pedalava em Amsterdam na semana passada, o texto abaixo é a placa de apresentação da bela obra:

  • Para “Em busca da Utopia” o artista Jan Fabre se inspirou no livro Utopia escrito pelo humanista e homem público inglês Thomas More em 1516, descrevendo uma ilha imaginária com um sistema político ideal. Na escultura, Fabre representa a si mesmo montando uma tartaruga imensa, olhado para o mar em direção da ilha Utopia. Ao escolher uma tartaruga como sua montaria ele está dizendo que o destino desejado deve ser alcançado por um caminho de lazer em vez de um difícil sacrifício.”

Trago aqui esta imagem como uma homenagem aos meus amigos ciclistas e ativistas de outras utopias.

Achei excelente a mensagem de buscar um mundo melhor a partir do prazer.

Que a luta seja cada vez mais uma festa gratificante, que possamos buscar nossos objetivos nos divertindo em pedaladas e farofadas, entre amigos!

Grande abraço!

Bom pedal!!!

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13 respostas para Uma homenagem – Em busca da Utopia.

  1. Klaus disse:

    É, toda arte só se completa na última interpretação, a do apreciador.

    Eu não gostei, para mim representa a exploração do homem sobre os outros animais.

    Se é para o homem andar com a tartaruga, ande ao lado dela, sem freio na boca como covardemente fazem com os cavalos.

  2. Aldo disse:

    Concordo, Klaus, mas já é melhor que estátuas de generais com espada em punho montando um cavalo, como as que abundam por aqui e ali. Sem falar no nosso infame monumento em homenagem aos “Quatro Generais (ditadores) Gigantes” que irradia uma enorme energia chumbo-escura em torno do Parque Moinhos de Vento.

  3. Melissa disse:

    A estátua é linda e o significado também, mas eu preferia sem aquele freio na boca da tartaruga.

  4. walter disse:

    E se minha ideia de lazer for estar no meu carrão, com meu ar condicionado, meu banco confortável, minha cobertura de metal? E se o sacrifício pra mim for abrir mão do luxo que posso ter e andar de bike?

    “Ao escolher uma tartaruga como sua montaria ele está dizendo que o destino desejado deve ser alcançado por um caminho de lazer em vez de um difícil sacrifício.”
    E nesse caso, o lazer é do homem explorador, mas a tartaruga é sacrificada para isso. Também andar de carro é conforto (e lazer) pra quem está dentro mas desconforto (e sacrifício) pra quem está fora. Tem que ver esses lazeres aí que são a causa do sacrifício de alguém. Tal como o mercado de luxo é o causador da miséria. Ao meu ver, muitas vezes é preciso abrir mão do que é mais confortável e prazeroso pra chegar mais perto da ilha da utopia.

    • airesbecker disse:

      Se andar de bicicleta é um sacrifício então a defesa do ciclismo é uma luta inglória.
      Para mim não é um sacrifício é sim um luxo simples e um prazer.
      Aliás para mim os maiores prazeres estão nas coisas simples não no luxo que é de certa forma fútil.
      Então lazer não é sinônimo de luxo.
      Pessoas simples podem ter mais prazer e felicidade, a simplicidade da bicicleta bem demonstra isto.
      E esta idéia de que é preciso passar dificuldade para atingir o paraíso ou a utopia é errada.
      Assim como também é errada a ideia de que a felidade de uns depende do sacrifício de outros.
      Acho que são conceitos relacionados com ideologias ou religiões mas que não apresentam lógica absoluta.

  5. airesbecker disse:

    Também pensei sobre isto!
    Alguns cavalos são bem tratados, como animais de estimação, mesmo com amor, que neste caso é até recíproco, pois os animais quando bem tratados também amam os humanos.
    Mesmo assim neste caso os cavalos são montados com freios, pois o freio não é um instrumento de tortura mas de comunicação onde o cavaleiro conduz o animal com leves toques de mão indicando a direção a seguir.
    Assim muitos cavalos querem sair para passear com seus cavaleiros, quando são bem tratados, oferecem a cabeça para a colocação do freio.
    Nesta situação achei que o freio não seria necessariamente um problema nesta estátua.

    • Naza disse:

      No entendimento dos direitos animais, cavalos são animais nascidos para viverem em manadas e em liberdade. Se aceitam serem montados é por puro condicionamento, não é uma livre escolha. Se pudesse escolher, estaria com os seus e não com um homem montado em si, dirigindo seu caminho. Mesmo que, no entendimento deste homem, ele seja bem tratado.
      O bom para o cavalo é ser livre. Tivemos cavalos não livres, mas soltos no sítio (cavalos resgatados e um filhote nascido já estando conosco) e passeávamos com eles. Do jeito que o Klaus descreveu: ao seu lado. Até corrida batíamos e, claro, eles ganhavam.

      • airesbecker disse:

        Entendo esta posição e respeito, até quase concordo, mas tenho uma dúvida.
        Por analogia podemos dizer que os cachorros também seriam nascidos para caçar em matilhas e não para viverem em nossas casas, pois se pudessem escolher então andariam em matilhas caçando pelo mundo, não estariam guardando as casas ou trocando afeto e suprindo carências dos humanos.
        Pois a situação que me referi das rédeas dos cavalos é semelhante a trela dos cachorros, estes também ficam felizes quando vêm que o dono pegou a trela para irem passear, o condicionamento se dá pelo fato do cachorro saber que vai passear quando vê a trela.
        Eu já tive um cavalo de estimação que montava nele sem rédeas, ia no campo e ele vinha, subia nele sem redeas e sem arreios e o conduzia com as mãos no pescoço.
        Também montava ele com rédeas e arreios, mas não acho que ele se importasse com isto.
        Desculpa, não quero polêmica, mas realmente fico curioso e me interesso por este tema.
        Esta questão da liberdade é hoje meio complicada, seriam livres como soltos no mundo como ele está, acho inviável.
        Se fossemos soltar os cavalos domésticos nas regiões onde ocorrem os cavalos selvagens estariamos causando um dano genético para a espécie e talvez os domésticos não se adaptariam à vida selvagem.
        Acho que os animais domésticos hoje se diferenciaram dos selvagens e devem permanecer sob cuidados junto aos humanos, desde que bem tratados e com respeito.
        Pois assim como na natureza existem interações entre espécies a domesticação é uma interação que existe e se for respeitosa não quer dizer que seja abusiva.
        Pois não acho que seja vontade dos cachorros domésticos serem soltos para caçar como se fossem lobos, nem nas ruas nem nas florestas.
        Assim por este motivos não sou contra que as pessoas tenham cachorros em suas casas nem sou contra a equitação.
        Mas estou achando interessante as opiniões que aqui foram escritas.
        Acho muito importante estas noções de direitos dos animais.
        Por isto valorizo esta discussão.
        Abraço.

  6. Parabéns ao Jan Fabre, ao representar a utopia neste monumento. Ela esta na discussão que segue este Post. Ela é a utopia. Que legal, mesmo!!!!! Estive em Amsterdã 10 dias atrás e não a vi, perdi. A vida é assim, ás vezes não vemos o que está a nossa frente.
    Saúde. José Antonio Reimunde Martinez

  7. Naza disse:

    Por razões assim, Aires, que tu bem apontas, não chamo os cães de animais domésticos, mas de animais domesticados. Os cães sofreram o processo de domesticação e já não estão no seu estado natural há muitas gerações. Comem, vestem-se, dormem, tomam banho e são até perfumados de forma antinatural. Esse processo é difícil de ter volta, mas nós defendemos a esterilização dos cães e a nossa obrigação de adotar os abandonados. Sim, parece radical, mas eles já não são o que são. Nossa obrigação, como defensores de seus direitos, é adotá-los e tentar minimizar os efeitos da domesticação, respeitando o seu estado atual, controlando o acelerado crescimento populacional etc. Mas, ao menos, tirando o caso do abandono e dos maus tratos, os cães não são tão usados para o trabalho como os cavalos. Existe uma mentalidade de que o estado “natural” ou ou desejo do cavalo é ser montado. Salvo exceções, não é isso que se pensa dos cães (e infeilizmente há muitas exceções: cães para guardar propriedades, usados em testes laboratoriais e aulas práticas, etc). Seja como for, a tua analogia procede, mas até o limite de defendermos que animal algum seja usado pelo homem. Por isso, sem contradição, somos contra a equitação e a favor de que as pessoas que têm animais em casa para minimizar um mal maior o façam. Como te falei, tivemos cavalos em casa e nem por isso montamos neles. Eles, assim como os cães, eram dispensados de qualquer trabalho. (e no mais concordo contigo, são temas que, ao debatermos, conhecemos novas ideias, refletimos, etc. Beleza de debate, que não invalida a ideia do post, só faz um adendo.

  8. Olavo Ludwig disse:

    Adoreia a postagem e todos os comentários, coisa linda de se ver!

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