Como foi o Passeio com o Prefeito (incluindo vídeo do discurso)

Caros Colegas

Oportunamente pude participar do passeio com o Prefeito Fortunati (também Cappellari, Busatto e Nagelstein, todos de bici), que saiu da sede da EPTC e foi até a pracinha ao lado do Zaffari da Ipiranga.

O trajeto foi curto, em baixa velocidade, junto ao bordo esquerdo da pista, totalmente sinalizado por cones, com muitos agentes da EPTC de moto, de bicicleta e a pé, veículos da imprensa, agentes da Brigada Militar de bicicleta. Aproximadamente metade dos ciclistas não tinha algum vínculo institucional, na minha impressão.

O passeio causou tumulto no trânsito, como era de se esperar, já que houve ação simultânea dos batedores e fiscais ao longo de todo o trajeto (e não apenas no momento e no local por onde passavam as bicis). Houve buzinadas é claro, e somente algumas foram de simpatia, a maioria era de gente contrariada por estar esperando.

Fiz alguns vídeos do trajeto, pretendo editar e publicar eventualmente, mas creio que um vídeo – ou uma categoria de vídeo – que se faz muito importante nesses momentos, é o do discurso. Somente assim os cidadãos atentos têm condições de comparar as palavras e os fatos, procedimento esse fundamental na hora de escolher nossas lideranças.

Segue o verbo (desculpem a qualidade meio fraca do vídeo, rateei na configuração…):

Anúncios
Esse post foi publicado em Sem categoria. Bookmark o link permanente.

21 respostas para Como foi o Passeio com o Prefeito (incluindo vídeo do discurso)

  1. Olavo Ludwig disse:

    Quantas pessoas (mais ou menos)?

    • heltonbiker disse:

      Olha, não sei se tinha 40 ciclistas, e muitos eram da Brigada e da EPTC, além de pessoas que aparentemente tinham algum vínculo institucional (EPTC, Prefeitura, Zaffari, etc.).

  2. Olavo Ludwig disse:

    Que discurso lindo, parabéns prefeito, pena que na prática a coisa não funciona com essa vontade toda!

  3. Naldinho disse:

    Hoje à noite, vamos mostrar para esse poser como se faz uma bicicletada.

  4. umeboshi1.@wordpress.com disse:

    por isso mesmo cheguei chegando, a pé e em boa cia com a minha dog! tive que rir qdo ele enfatizou a questão da educação! nunca vi tanta gente dentro do “mesmo meio que antagoniza-se”, esta a maneira que encontro diariamente aqui. era isso!

  5. Vinnie Marchisio disse:

    “Apostar-se fortemente no transporte coletivo”

    HAHAHAHA, o prefeito deve estar debochando.
    O preço e a qualidade do transporte coletivo hoje estão completamente desproporcionais se comparados à como era 8 anos atrás.

    Palavras Vazias, DEVERAS.

  6. Interessante pelo menos o prefeito andar de bicicleta, mesmo se não foi em condições normais de trâfego. Só aconteceu em São Paulo? Foi organizado pela prefeitura? Em conjunto com alguma ossciação?

    Aqui em Vitória, eu acho que não aconteceu nadam mesmo! Só vai ter uma bicicletada a noite!

    Emmanuel M. Favre-Nicolin
    Blog Vitória Sustentável
    http://vitoria-sustentavel.blogspot.com/

  7. lobodopampa disse:

    Helton, quero te agredecer pela feliz idéia e execução da mesma. Disponibilizaste um doecumento significativo.

    O hiato entre discurso e prática é típico (infelizmente). O pior é que dá piorar mais.

    Uma nota positiva:

    acreditando ou não no que disse, praticando ou não o discurso, o fato é que o prefeito disse e repetiu umas 3 ou 4 vezes:

    RESPEITE O CICLISTA!

    Quem somos nós para discordar com o prefeito?

    😉

    Mostrem esse vídeo para todos os carrólatras e motoristas ignorantes/intolerantes/truculentos no seu círculo de relações. Eles terão uma outra visão que a nossa, e ficarão impressionados. Na voz do prefeito, essas palavras soarão completamente diferente do que quando saem da boca de um cicloativista “eco-chato” etc. Usemos o discurso a nosso favor!

    • heltonbiker disse:

      Obrigado pelo obrigado, mas a idéia original foi do Sérgio, que filmou brilhantemente o discurso de inauguração do Bicicletário do Mercado, discurso que por sinal também é muito melhor do que este de hoje (mais comprometido com o respeito ao ciclista, etc.)

  8. Tolerância é uma dos qualificativos que mais estão faltando entre os gaúchos, estamos virando até críticos do que nos mesmos lutamos para ter, não toleramos nem quem concorda conosco, até porque não gostamos da ideologia política da pessoa, ou do partido político ou do cargo ou de sei lá que magoas que foram causadas nas pessoas.
    Na reunião com Busatto eu fui quem levantou o 20% das multas que não estão sendo aplicadas no Plano cicloviário e até se me recordo bem, teve gente falando que tínhamos agido com muita agressividade, que tínhamos que ser mais condescendentes para evitar o confronto. Podem olhar o vídeo original que foi gravado para constatar o que estou falando. Eu quero as ciclovias e a prioridade de circulação, com a minha bici, nas ruas e o respeito aos meus direitos, que me foram ignorados por 60 anos. Então ontem fui lá festejar junto ao Prefeito e ao próprio Busatto o começo da ciclovia da Ipiranga, que é uma obra que eu quero já que uso a Ipiranga todos os dias para vir da zona sul ao meu trabalho pelo menos duas vezes ao dia. Esta ciclovia que pode estar salvando a minha vida para mi é importante assim como para o grupo de ciclistas que usam a bicicleta como meio de transporte e não tão somente de passeio.
    Quando terminou o ato fui lá agradecer ao Prefeito, ao Busatto, ao Capelari a Engenheira Lisandra ou seja a todos que uma forma ou outra contribuíram para que a obra fosse executada.
    Por favor pensem e reflitam vamos apoiar o que é certo e criticar o que é errado.
    Se o Prefeito se manifesta a favor das bicicletas deve ser porque ele pensou e refletiu e achou que esta é a melhor posição, vamos participar, vamos deixar de ser radicais até com os objetivos que nos queremos, pelo menos até que o posicionamento nos seja satisfatório e benéfico.
    Sei que choverão manifestações contrárias ao que estou expondo, mas em todo caso em 68 já apanhei demais e o que vier pela frente não me assusta.
    Vamos agradecer, vamos ser educados, vamos aceitar todas as tendências para depois podermos ser reconhecidos como um povo culto, trabalhador e digno por todos, como nos realmente somos, um Rio Grande de todas as tendências, de todas as idéias, de todos os credos. Saúde a todos. José Antonio Reimunde Martinez

    • heltonbiker disse:

      É verdade, José. Como um amigo meu falou, na maioria das cidades por aí, no Dia Sem Carro, nenhum prefeito pedalou, nenhum secretário foi fotografado de bici, nenhuma obra de ciclovia foi inaugurada, e nenhuma bicicletada extra foi realizada. A gente tem que ficar de olho, mas até que estamos numa direção bem boa. Diria que o otimismo cético é uma boa postura (ao menos é a minha).

    • Felipe Koch disse:

      Concordo com você José, embora não estejamos na situação ideal ou a que gostaríamos ou a que o planejamento do PDC determinou estamos andando e, como vc falou, é de parabenizar e celebrar as conquistas, ainda que continuemos a cobrar o que é lei e o que a cidade necessita.
      Se deve ampliar o alcance de discursos como esse e também campanhas educativas.
      Assim cada vez mais gente pode se posicionar a respeito, ajudar a cobrar e tb conscientizar motoristas, ciclistas e pedestres.
      Parabéns a prefeitura.

    • Beto Flach disse:

      Com sua licença, gostaria de comentar duas questões. A) Não há nada de merecimento um prefeito se colocar na frente das câmeras e falar da necessidade de tolerância e respeito ao ciclista e blá-blá-blá. Alguém por acaso imagina que, em vésperas de ano eleitoral um prefeito iria à frente das câmeras para dizer o contrário? Ou dizer que a prefeitura não cumprirá a lei (como está acontecendo)? Ou afirmar que é a favor da proliferação sem controle de carros nas ruas, praças, parques? Em mim, o discurso de inauguração desta obra não causa a menor impressão de que algo mais profundo e estrutural esteja mudando na cidade. B) Aliado ao item anterior, não consigo considerar como “conquista” o INÍCIO de uma obra pública. Neste caso, está mais para concessão inevitável do que para um câmbio efetivo na política de mobilidade e qualidade de vida para a cidadania. Afinal, já cansei de ver obra parada antes de chegar à metade, superfaturada, roubada, sem qualidade, com material de baixíssima qualidade, com erros graves de projeto, embargada pelo MP, etc. etc. Em se tratando de política, COMO É ESTE O CASO (não esqueçamos: Fortunatti é/será candidato a prefeito em menos de 9 meses) há uma série de questões que preciso considerar para NÃO SER INGÊNUO: 1) e confundir inauguração de obra com execução e conclusão; 2) e confundir discurso pra imprensa com atitude cotidiana; 3) e confundir execução de obra com execução qualificada e duradoura de obra; 4) e confundir prefeito na bicicleta em dia de filmagem e inauguração com prefeito-pessoa-comum na bicicleta num dia normal; 5) e confundir uma possibilidade de via que salve minha vida com a realidade de que isso possa se verificar de fato; 6) e confundir obra andando com obra andando no prazo correto; 7) e confundir ciclovia com ciclocoisa, e daí pra frente. Ora, também uso a Ipiranga quando vou ao trabalho da Lomba do Pinheiro até o Praia de Belas e sei que esta obra tem tudo pra ser muito importante. Mas, de MINHA PARTE, estenderei a mão para os parabéns, SOMENTE DEPOIS que o tempo tiver mostrado que a obra se presta para merecê-los. Um abraço e saudações pra quem tem coragem!

      • heltonbiker disse:

        Pontos fundamentais esses que tu falaste. Como disse, meu registro em vídeo serve exatamente para que possamos, quando for o momento, decidir se o discurso e a prática foram concordantes entre si. Da minha parte, prefiro adotar um otimismo cético. Senhores políticos, estamos todos de olho!

  9. Sim meu caro Beto este blá, blá.blá que tu argumentas como desnecessário, para mi e para muita gente é muito importante, lamento a tua visão deste assunto, mas podes crer cada passo é uma conquista na vida; até viver mais um dia é uma conquista.
    Vejo que tu ficaste afetado pelo meu pedido de tolerância, da uma olhadinha no teu escrito e vê o que está faltando.
    Ainda te enganas profundamente, ou es muito INGENUO quando chamas esta obra de OBRA PÚBLICA, esta não é uma obra pública, esta é uma obra privada: da rede Zaffari de supermercados e do Shopping Praia de Belas, então meu caro podes festejar e sair do ceticismo, porque esta obra nada tem a ver com governos, nem no planejamento, nem na execução. Caso estas empresas não fizerem a obra certa, da para não comprar nelas ou até fazer um protesto o único que não da e para não reelegê-las como se faz com Prefeito. A Prefeitura sô fez motivar estas empresas a construir a ciclovia, que era uma obrigação delas, pelo plano cicloviário da cidade.
    Falar mal de políticos é muito fácil, mas muito fácil mesmo e parece que quem fala assim, sempre está com a razão e conquista o reconhecimento fácil da população; mas isto é sô uma miragem porque na realidade não é assim. A política foi quem tirou de nos o jugo da opressão e da falta de liberdade, que nos assolou por muito tempo na América Latina.
    De resto, meus caros, pergunto quem falou que ciclovia é a solução para um país em que os motoristas matam até outros motoristas e ficam impunes? Quem falou que um cercadinho garante que motoristas loucos não entrem nele e matem ciclistas e sejam punidos?
    Vamos, agora sim, não pensar de forma ingênua que não falta outro componente no trânsito, muito escasso nestes dias; falo da educação, enquanto continuarmos com este sistema sub-educacional e o sistema de provinhas para ganhar carteira de motorista, teremos alguns trogloditas nas ruas, pondo em risco toda tentativa de segurança.
    Ainda Beto eu continuo lutando pela aplicação do 20% das multas como manda a Lei, na construção de ciclovias e quero sim saber o que fizeram com este dinheiro, que não foi aplicado onde tinha que ser ou seja continuo lutando politicamente, para conquistar meus direitos, porque um povo que não conquista seus direitos não os merece. Saúde. José Antonio Reimunde Martinez

    • heltonbiker disse:

      Opa! Mais uma ótima contribuição ao debate. E isso que o José Martinez foi um dos que mais “metralhou”, no bom sentido, o Busatto e o Cappellari nas reuniões passadas. Ou seja, mais um sinal que se deve lutar contra (ou a favor de) posturas, não necessariamente contra indivíduos ou instituições. (acho eu)

  10. Helton, parabéns, tens razão a nossa luta tem que estar focada em resultados assim como em atitudes, sempre evitando qualquer forma de absolutismo, de intolerância e de discriminação. Desta forma sempre seremos reconhecidos. O “pedrolunaris” postou um artigo bem interessante em que fala claramente disto:”Qual ativismo nas bicicletas?” que mostra justamente a necessidade de evitarmos os extremismos para sermos reconhecidos e viver num clima de paz e nunca de violência. Saúde. José Antonio Reimunde Martinez

  11. Sabes Helton, passei o último mês viajando na Europa e vi claramente que não existe uma solução única, para a bicicleta. Ela é um meio de transporte que precisa ser reconhecido, inserido e aceito pela sociedade. Isto não se faz unicamente com ciclovias, até porque seriamos ingênuos ao pensar que as ciclovias solucionam o problema, nunca teremos todas as ciclovias necessárias nem seria esta a solução. O que realmente precisamos e sermos aceitos, sermos vistos e sermos inseridos não unicamente no trânsito mas também na paisagem da cidade. Vi a solução de Barcelona que em nada lembra a solução de Amsterdã que não e nem parecida da solução de Lisboa ou Madri ou ainda de Pamplona ou Santiago ou ainda de Paris. Todas as cidades encontraram problemas imensos para trabalhar o contexto intelectual da população e conscientizar que a paciência e a parte mais importante do comportamento humano.
    Conto uma historia rápida; estava eu em Amsterdã e as ruas tem aproximadamente em alguns setores, algo em torno de 4 metros de largura. Eram aproximadamente 10 horas da manhã, começo de expediente para os holandeses quando um caminhão estava fazendo uma mudança numa destas ruas, demais está dizer que a rua ficou fechada pelo caminhão. Fiquei olhando maravilhado, vários carros chegavam até o caminhão e quando viam que era impossível ele sair davam marcha ré e desviavam para outra rua. As motos e bicicletas subiam pela calçada, compartilhando ela com os pedestres sem nenhum problema. Não vi sequer um cidadão reclamar, muito menos insultar ou falar mal ao motorista do caminhão. Esta cena ficou acontecendo até as 11 e 15 minutos e quando foi concluída a mudança e o caminhão pacificamente foi embora. Isto meu caro sô tem um nome, tolerância. As pessoas são tolerantes, porque são muito bem educadas e treinadas para isto e para não serem eternos infelizes insatisfeitos com todo o que acontece ao seu redor. Emprestaram-me uma bicicleta, para passear por Aveiro, Portugal, porque os cidadãos de esta cidade assim o decidiram, que a bicicleta tem que estar disponível, de graça não tão somente para a população de Aveiro, mas também para os turistas. Quando perguntei por que isto, me responderam, quando alguém chega na sua casa você não quer que esta pessoa se sinta muito bem? E você cobra algo por este sentimento?
    Europa e isto, é consideração, é tolerância, é educação e eles como resultado usam a bicicleta como mais um meio de transporte. Chegamos lá meus caros. Saúde. José Antonio Martinez

  12. Marcelo Sgarbossa disse:

    putz, isso aqui é uma aula!

    legal

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s