Parque da Redenção foi tomado!

Bah, mas pedalando bem na paz como sempre, sabe, tipo contando o ‘tempo’ de acordo com cada inspiração e expiração, puro prazer.

Chego no Parque da Redenção por onde passa um dos trajetos que eu faço para ir ensaiar com a orquestra e tenho a impressão que eu to sobrando ali.

Parecia que o parque tinha sido tomado!

Sensação muito ruim de estar ali enquanto manobravam tanques e caminhões.


Eu acho um absurdo a brigada militar e a guarda municipal transitarem de carro e moto dentro do parque primeiro por que quando circulando eles mantém uma velocidade baixa mas mantém ela e tocam por cima de ti porém quando recebem uma chamada eles correm de carro dentro do parque e dane-se a segurança das crianças e dos cachorros que caminham livres no parque. Sem contar o barulho e a poluição.

Agora, tanques, camionetões de 6 rodas e caminhões do exército dirigindo no meio de civis foi um contraste e tanto.


Se o brasil tem armas para se defender eu não acho que as pessoas devam ter orgulho disso pero bueno, segui meu caminho.

O ensaio foi muito legal como o anterior, estudei bem umas partezinhas que a flauta é solo e mandei ver no ensaio. Este maestro, Kiyotaka Teraoka é gente finíssima, vive do outro lado do planeta e a 3 anos que não vinha reger a OSPA e ainda assim lembrava meu nome, 🙂


Na volta passei no parque novamente e primeiro passo por uma moto de fiscalização da SMAM.

SMAM = Secretaria Municipal do Meio Ambiente .

O que fazem os trabalhadores da Secretaria do Meio Ambiente encima de motos e dentro de veículos opressores movidos a petróleo? Não seria digno eles darem o exemplo para os outros cidadãos e se transportarem em veículos de propulsão humana?

Não tem desculpa, eles não tem a obrigação de perseguir pessoas e carga da para transportar tranquilamente em um reboque preso em uma bicicleta, tipo, da para tansportar muita coisa, muito peso, a foto abaixo mostra um irmão transportando pouca carga se comparado ao potencial da bicicleta:


Bueno, segui caminho de volta e a parte tomada aparentava ainda mais hostil.


Metralhadora no meio do parque, bonito, muito bonito.
Um mundo melhor é possível mas só se a sociedade deixar de ser uma sociedade bélica em que o convívio com e o uso de armas é algo aceitável.
Se é para defender alguma coisa que seja com filósofos, artistas e outras pessoas sensíveis, nunca com armas.

Não existem inimigos, isso é uma ilusão como muitas outras e se não existem inimigos então não precisamos de armas para matarmos uns aos outros.

Silenciosamente a bicicleta vai seduzindo as pessoas a um futuro em que as únicas coisas importantes são imateriais e que o contato e convívio entre as pessoas é intenso e prazeiroso. Quanto menos coisas supérfluas temos em nossa vida mais leves nos tornamos e mais fácil é sermos pessoas felizes que curtem a vida em harmonia.

Beijos,
e
i
j
o
s,

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42 respostas para Parque da Redenção foi tomado!

  1. Melissa disse:

    Klaus, no título tu botou Parque Marinha, mas essa é a Redenção.

  2. Melissa disse:

    Aliás, essa ocupação eles fazem regularmente, não sei se é uma vez por ano, não sei se é comemoração de alguma coisa, mas o fato é que eles acham muito bonito exibir seus tanques. O próprio monumento ao expedicionário é uma homenagem aos que lutaram na Segunda Guerra Mundial. É fácil e compreensível criticarmos, mas eu não queria que os nazistas saíssem vitoriosos, e jamais alguém os amansaria com palavras pacíficas e amorosas.

    Mas o que isso tem a ver com bicicleta, tirando a parte da SMAM usando motos quando poderiam estar usando bikes?

    • Klaus disse:

      Mel, é que eu sempre achei chato os carros da brigada fazendo ronda no parque que eu acho que deveria ser só de caminhantes e ciclistas e achei muito chato ver tanques manobrando no parque onde eu queria passar de bici numa boa como sempre.

      Da pra por 40km/h tranquilo em uma bicicleta então não seria necessário os carros dentro do parque pois o próprio carro em alta velocidade pode atropelar alguém que veio no parque só pra curtir o sol como já aconteceu.

      • Fanny Webber disse:

        Gosto muito de bicicleta e não gostaria de não poder andar de bicicleta por lá.
        Mas um ciclista pode atropelar alguém também, claro que as consequências são muito menores do que a de um carro, mas também pode e dependendo do alvo – se for um idoso por exemplo – pode ser muito grave.

        Não sou contra as rondas da BM no parque, entre carro e motocicletas, prefiro que eles usem o segundo. Risco menor para a população e poluição menor. Não se pode ser tão radical contra tudo e contra todos.

        Quanto a ocupação do Exército na área, ela é recorrente, serve de mostra para as pessoas que gostam de ver esse tipo de coisas, tanques, caminhões… enfim, coisas do exército. E sim, elas existem, existem até crianças gostam de ver coisas militares, assim como tem gente que gosta de ver a redenção tomada por livros quando tem os eventos de troca de livros, e/ou brinquedos na semana da criança e/ou também gostam dos shows que acontecem pelo parque, isso se chama democracia.

        Enfim, quase nada tem a ver com bicicleta e esse espaço.

      • Klaus disse:

        Fanny, a idéia é diminuir o peso da existência. Se no caso de um acidente de bicicleta “as consequências são muito menores do que a de um carro” então quem tem pernas bem que pode fazer a própria parte e ir de bike. Sem contar que é muito mais fácil evitar um acidente, tipo, muito!

        “Não se pode ser tão radical contra tudo e contra todos.” Eu respeito a tua opinião e concordo contigo mas como todos eu também tenho fraquezas e uma delas é ter uma dificuldade enorme de aceitar que coisas que para mim são absurdas sejam consideradas normais para outras pessoas.

        Em uma democracia tanto eu posso manifestar que eu acho que não é bom ensinar às pessoas que armas são coisas legais quanto é possível comparar uma exposição de livros com uma exposição de armas letais.

        As crianças gostam do que os grandes gostam, simples assim. Elas são muito inocentes para julgar o que é bom e o que é ruim, com exceções, claro, pois vejo uma gurizada muito perspicaz também.

        A Igreja das Dores aqui de Porto Alegre foi toda construída por mão de obra escrava e os padres recebiam de bom grado doações de escravos pelos cidadãos da época. Essas pessoas eram exploradas ao máximo e depois guardadas em lugares escuros e úmidos. Se eu existisse naquela época eu seria enormemente contra essa situação e eu seria radical ou seriam os padres e os cidadãos normais que certamente foram para o paraíso?

        Seja onde for os lugares são tomados por churrascarias inclusive igrejas. Como podem os humanos ainda serem carnívoros e para isso manterem sob seu poder bilhões de pessoas de outras espécies em situação de escravidão extrema em um planeta em que a informação transborda em todos cantos e que é fácil descobrir que podemos viver e com muito mais saúde e energia se só nos alimentarmos de frutas, legumes e sementes cruas? Tem um peso mas é infinitamente menor e assim evitaríamos as doenças inventadas pelos humanos e não seria necessário desenvolver tantos remédios e tratamentos para curar essas doenças. Muitos concordam que é errado escravizar animais de outras espécies mas dizem que não conseguem deixar de consumir isso ou aquilo. Dependência química como qualquer outra.

        Eu vejo na bicicleta o caminho para um potencial futuro melhor em contraste com uma realidade que em muitos aspectos a humanidade regride ou não evolue com o passar do tempo. <–

        Ao invés de investirmos em transportes movidos à força humana e em melhores e menos perigosos coletivos os líderes de nossa cidade seguem privilegiando uma diminuta minoria que se rende aos seus apelos e da indústria e se transporta por veículos enormes e perigosos movidos à petróleo. Estamos regredindo pois os avanços que conquistamos ainda são muito tímidos, os líderes ainda lideram por si próprios e pela manutenção do atual sistema ao invés de pelo bem viver das pessoas.

        Acho que a humanidade deve seguir desenvolvendo armas cada vez mais sofisticadas e poderosas mas para defender a vida na terra de asteroides, meteoritos e uma improvável invasão de alienígenas com milhões de anos de evolução e que mesmo assim seguem sendo predadores insensíveis.

        Para analisar o que é bom e ruim eu me imagino em um futuro melhor e olho para o presente.

        Cidades em que as pessoas se transportam majoritariamente em veículos de propulsão humana, são felizes e se amam, se temos coletivos eles não precisam competir com a velocidade de carros e por isso flutuam como hovercraft`s a 25km/h, existir uma estatística de mortes no trânsito seria um absurdo, não existe escravidão, a humanidade tem armas muito sofisticadas mas para defender a vida na terra de asteroides, meteoritos e uma possível invasão alienígena pois mesmo existindo diferentes tradições e culturas não existem países a serem defendidos pois as pessoas são humanistas ao invés de patriotas. Televisão, rádio, jornais e revistas são meios de comunicação ao invés de meios de manipulação, o fundamento das relações entre as pessoas é de compaixão e amor os invés de poder, o trabalho existe para cultivar e produzir o essencial e no tempo em que as pessoas não estão produzindo e cultivando o essencial elas estão aproveitando a vida.

        Olhe de volta para o presente.

        Bicicleta, paz e amor,

        sojieBeijos

      • PinhaFixa disse:

        Preferível mil vezes a brigada de carro que de moto. Carro polui menos, http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u622875.shtml e com moto os brigadianos não vão poder remover uma pessoa seja para a delegacia ou HPS. Sei que parece radical, mas a ideia de que não deve haver policiamento é meio fora da casinha. Primeiro deve-se sanar todos os problemas sociais, educação, saúde, moradia, falta de cidadania etc… depois o policiamento cai por terra naturalmente. Infelizmente um mal necessário.

      • Olavo Ludwig disse:

        PinhaFixa,
        O carro poderia ficar parado lá no estacionamento do parque e só entrar nele se outros Brigadianos ou Guardas Municipais, à pé (de preferência) ou de bicicleta (andando devagar) os chamassem para uma emergência. A Brigada também usa cavalos, o que também sou contra por diversos motivos que não vem ao caso agora, apenas um deles, pode machucar as pessoas que estão lá passeando.

    • Olavo Ludwig disse:

      Tem a ver com bicicleta, paz e amor! A segunda Guerra foi triste, terrível e não deve ser esquecida, mas também me sinto mal com o exército ocupando o parque. Eu servi contra minha vontade, detestei muitas coisas, gostei de outras e fiz pelo menos um amigo que tenho até hoje. A vida é assim coisas que parecem nada a ver e tem tudo a ver 🙂 Hoje eu tirei o dia para viajar bastante!

  3. Olavo Ludwig disse:

    Klaus, é triste ver imagens como estas!
    Atualmente estou revendo a série Jornada nas Estrelas (Star Trek The Next Generation) estou no início da primeira temporada, que passou em 1987 e é ambientada no século XXIV, vendo hoje depois de muito anos, tendo um outro olhar mais atento aos detalhes, eles são veganos, não escravizam animais, tem muita tecnologia, comem algo parecido com carne mas é inorgânico com nutrientes necessários, eles tem a primeira diretriz, que diz que não podem interferir em outras sociedades, tem que respeitar seus costumes para permitir que elas se desenvolvam naturalmente como aconteceu com os humanos (nesse século a humanidade é altamente evoluída e a Terra um paraíso em paz), mas ainda existe uma hieraquia militar na frota estelar, a Enterprise é uma nave de exploração científica, mas tem armas, enfrenta conflitos, sempre na defensiva e respeitando a primeira diretriz (que as vezes parece cruel ao nosso olhar, como deixar uma civilização sucumbir, sem interferir)….bem tô viajando bastante, mas a série é ótima e faz pensar muito e em muitas coisas de vários pontos de vista.

    Esta tua postagem, nos lembra como somos humanos com todos os nossos defeitos e angústias, a mesma tecnologia que nos separa da natureza, nos evidencia o nosso instinto animal de sobrevivência selvagem. Mas não somos civilizados?

    Tá chega de viagem, e fica aqui um link de um vídeo de bicicleta e uma lição de vida, algo que seja talvez parecido com a história da foto do francês e sua bicicleta. O Pirata do Asfalto

    • Klaus disse:

      Entendo o que tu quer dizer. Concordo contigo.

      Muito tri o vídeo, 🙂

    • Edu Iglesias disse:

      Fazia tempo que algo não me tocava tanto… Bacana é que ele usa capacete.

      • airesbecker disse:

        É um morador de rua, um catador de lixo.
        O mínimo de dignidade que ele tem é a bicicleta!!
        Se não fosse a bicicleta como diferencial talvez já tivessem posto fogo nele!!!
        Que horror!!!

      • Olavo Ludwig disse:

        Aires,
        É um morador de rua sim, eu não gostaria de ser um, será que ele gosta?
        É um catador de coisas que outras pessoas consideram lixo, mas na realidade não são lixo, devem ser reutilizadas e recicladas, ele sabe muito bem disso, e sabe também que o consumo deveria ser reduzido, é um cara bastante sensível e inteligente, preste mais atenção no que ele fala.
        A dignidade de qualquer um não pode ser medida pelo que ela tem!
        Leia o que está escrito na bicicleta dele: “Respeite minha natureza”

      • airesbecker disse:

        Pois é, sim, ele tem bastante lucidez, sensibilidade e inteligência.
        Acho que o conceito de dignidade em minha frase pode ter sido mal interpretado.
        Na verdade a dignidade humana é tão mais profunda que não depende do que se tem como também nem ao menos depende, ou deveria depender, do que se é, no sentido que considerando a hipótese em que ele tivesse menor lucidez ou sensibilidade nem ao menos assim poderia ser considerado menos digno.
        Porém, considera o que escrevi em dois pontos:
        Primeiro, a dignidade que me refiro em relação à bicicleta como diferencial de vida para ele, não por ser uma posse, pois talvez algum milhonário não tenha tanta dignidade assim, mas por ser um objeto que lhe possibilita uma condição diferenciada de trabalhar e de se deslocar, até mesmo de se comunicar. Ou ele teria o seu vídeo aqui não fosse pela bicicleta?
        E sobre a esclamação de horror, aí concordo contigo que mesmo com toda esta dignidade, lucidez e sensibilidade, assim como eu e tu, provavelmente ele não gostaria de ser um catador de lixo, que aliás é uma profissão por mais humilde que seja, pois fica acima da mendicância, certamente ele gostaria de levar outra vida com mais conforto e segurança, sobretudo quando consideramos que estas pessoas em geral não tem a dignidade reconhecida socialmente.
        Por isto, em revolta, me veio a imagem, justamente em Brasilia, do indio que foi queimado vivo, sendo que a notícia só foi vinculada na mídia pelo fato que era um índio, pois a colocação de fogo nos mendigos infelizmente é uma prática corrente.
        Talvez um dia tenhamos uma sociedade que recicla o lixo na origem do descarte e tomara que esta reciclagem de materiais seja em um modelo que ampare também a inclusão social.

  4. Naldinho disse:

    Infelizmente, estava sem a máquina fotográfica, mas hoje eu vi um carro das Forças Armadas estacionado em frente aquela rampinha de cadeirantes.
    Além de encher o parque de tanque, bazuca e diabo a quatro, atrapalham a vida dos cadeirantes.

  5. airesbecker disse:

    Acho bem interessante esta exposição do exército no parque.
    Vejo por outra perspectiva.
    Temos como exemplo outros exércitos do mundo:
    O chinês que dá suporte à ditadura do partido único, matando opositores e refugiados do tibet e outras etnias:
    O exército líbio que está executando o próprio povo:
    O exército israelense que invade, ocupa, oprime e mata os povos vizinhos:
    E tantos outros exemplos no mundo.
    Temos até mesmo aqui ao lado na Argentina em que os ditadores recrutaram os jovens adolescentes para invadir as Ilhas Malvinas contra a Inglaterra, como forma de se perpetuarem no poder.
    Mal comparando com estes exemplos lamentáveis.
    O que temos que interpretar sobre esta exposição no parque.
    Tenho visto todo o tipo de manifestação neste parque, desde grupos de adolescentes homossexuais, hare krishnas, grupos de consumidores de drogas, pregadores cristãos, prostituição masculina e feminina, partidos políticos de todas a linhas, etc..
    O que fica para mim da participação do exército no espaço público é um reconhecimento da paz e da democracia que temos, um exercito amistoso, próximo do povo, controlado pelo poder civil, em pazo com todos os povos e países vizinhos.
    Eu admiro o meu exército.
    E nele vejo jóvens e líderes idealistas, com disposição de lutar pela defesa do país e pela democracia, não para tiranizar o povo ou para oprimir os vizinhos.

  6. PinhaFixa disse:

    Olha Aires acho que você tá meio mal informado. Sem contar nos milhões que o exercito brasileiro matou ao longo de seculos de implantação do pais… guerra das fronteiras e Paraguai… tivemos a ocupação da amazônia feita a bala, e bala militar paga por nós. http://urubui.blogspot.com/2011/02/2000-waimiri-atroari-desaparecidos-na.html O ápice da ignorância se deu no uso de armas de destruição em massa, gás letal, e o bombardeio foi aéreo através da FAB. Depois botaram o nome da cidade daquele presida que gostava mais do cheiro de esterco de cavalo que do cheiro do povo. O exercito brasileiro além de inútil (pois somos vulneráveis a qualquer pais bélico de ponta) contribuiu aos interesses colonialistas da exclusão indígena em detrimento da expansão das fazendas coronelistas dos gaúchos que destruíram o cerrado e parte da amazônia.

    • airesbecker disse:

      Sim, concordo que estes fatos podem ter acontecido e provavelmente aconteceram e não podem ser relativizados, são massacres absurdos que mancham a história do exército e do país.
      Também questiono a existência do exército em termos de capacidade bélica, pois nossa capacidade bélica limitada só se justifica em uma política de alianças que não existe, assim como qualquer país menor que faça parte de uma aliança maior de aliados pode participar de políticas internacionais.
      Agora acho que se pode ser contra a história do exército, se pode ser contra a existência do exército, mas não quer dizer que a presença deles em um parque seja necessariamente maligna, pode ser uma tentativa de aproximação com a sociedade, é assim que entendo estas saídas do exército dos quarteis, não acho que seja uma ocupação militar do parque, como foi referido, nem acho que seja uma intimidação da sociedade, eu não vejo desta forma!

      • PinhaFixa disse:

        Vejo a exposição como uma forma arcaica de promover a curiosidade. Quando eramos crianças eles faziam isso e ficávamos fascinados por que arma de verdade era só na tv, ver de perto e poder tocar era algo realmente legal. Nos dias de hoje acho que deveríamos estar escondendo esses equipamentos, isso é coisa estratégica do pais, vejo isso como aquele cara que tem uma arma em casa e mostra pra todo mundo pra se exibir. Arma tem de ficar e estar na mão de quem interessa, isso é equipamento de defesa e não de exibição. Acho o exercito valido por que se não o tivermos virão outros aqui nos escravizar e isso é terrível nos dias em que vivemos, acho que chegará a hora em que as pessoas cairão na real e verão que com o bom senso podemos todos coexistir neste planeta em paz. Espero este dia ansiosamente. Paz a todos.

      • airesbecker disse:

        É PinhaFixa, acho que tu tens razão.
        Este nosso governo aliás é por outro lado um dos maiores apoiadores de ditadores do globo.
        Um governos do PT que é amigo do Ahmadinejah do Irã, que se negou a votar contra o Kadafi na ONU, e um dos únicos governos no mundo que ainda está apoiando o Hafez Assad da Síria no massacre que ele está fazendo do próprio povo.
        Este governo quer o posto no Conselho de Segurança da ONU para que??
        Está certo que é um governo de esquerda e que a esquerda promoveu as maiores ditadura e os piores massacres da história, mas poderia ser uma visão mais atualizada e democrática, sobretudo no que diz respeito aos direitos humanos.
        Tinham um discurso absurdo de que os abusos aos direitos humanos nos países árabes seria uma questão cultural ou de política interna que deveria ser respeitada, quando agora os próprios povos de alguns destes países estão se revoltando com um custo humanitário altíssimo, e nestas revoltas as potências apoiam os insurgentes e o Brasil apoia os ditadores.
        Se é para sustentar este tipo de política que o governo quer o exército acho difícil mesmo, pois logo vão cavar algum confronto e vão se dar mal, como no caso da 2ª grande guerra em que o governo do ditador Getúlio Vargas quase entrou na guerra do lado dos nazistas.
        Então no fim concordo contigo dentro das deficiencias de visãos dos nossos sucessivos governos acho mesmo melhor deixar o exército de lado.

      • Beto Flach disse:

        Ainda bem que o exército tem capacidade bélica limitada. Oxalá tivesse capacidade bélica inexistente. Melhor ainda, se nem existisse exército em lugar algum. Quem sabe a grana inútil que soma mais de 30% do PIB do planeta posta fora em belicismo pudesse ajudar crianças ao redor do globo a não morrerem de fome ou ficar vivendo em campos de refugiados, sem estudo, sem família, sem condições, sem futuro.

  7. Felipe Koch disse:

    Mais um plano diretor, mas plano diretor tem vários!

    http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=329677

    Tomara que esse saia do papel, que aceita tudo, até mentira de político.

  8. artur elias disse:

    “Da pra por 40km/h tranquilo em uma bicicleta então não seria necessário os carros dentro do parque”

    Pô Klaus, pegou pesado aí hehehe.

    Pra pôr 40 numa MTB (que é o que a BM p.ex. usa) o ciclista tem que ter uma potência de aprox. 500 w. Isso é MUITO. O cara que consegue fazer isso, e “tranqüilo” ainda por cima, vai tentar a sorte no esporte profissional.

    http://www.kreuzotter.de/deutsch/speed.htm

    Eu tbém sou contra viaturas motorizadas no parque. Mas um argumento inválido não vai nos levar a lugar nenhum.

    • airesbecker disse:

      Vamos colocar ciclovias junto destas rotas de cadeirantes e cegos??

    • PinhaFixa disse:

      Nossa Artur, acho que conheço o superman então, o cara coloca quase 55
      Km/h numa MTB.

    • Klaus disse:

      Ué, mas esse argumento ganha valia no momento ilusório que existe em minha mente em que as pessoas deixem de ser cegas.

      Se da para comprar carros e motos da para comprar hiper bicicletas também e na Redenção da para pedalar de pneu 1.0 tranquilo e eu, um mero civil, se quiser consigo atingir 40km/h ou mais na Redenção, quem dirá homens que recebem treinamento e que deveriam ser fortes?

      Aí me dizer que isso é fantasia seria uma coisa ruim pois um mundo tosco em que não se pode fantasiar com um futuro melhor não vale a pena.

      .. Algo só é impossível até que alguém duvide e acabe provando o contrário. .. A.E.

      Andam de carro e de moto para evitar a fadiga isso sim.

      Tantas coisas ruins em nossa índole humana que nós precisamos lutar contra e a preguiça é uma das grandes. Porto Alegrenses dirigem carro por preguiça e por dirigirem carro põe a vida dos outros em risco em nome da própria preguiça. O conforto de muitas pessoas também é posto em primeiro lugar inclusive em relação à vida e o bem viver dos outros.

      A 4 meses que eu não dirijo um automóvel e para conquistar essa liberdade eu enfrentei várias situações diferentes e para tudo eu encontrei uma solução. Consegui conquistar que minha preguiça fique de lado e que meu conforto se baseie no que eu ganho por essa leveza de espírito por ter uma existência ainda mais leve. Pode estar caindo o céu, chovendo canivetes e eu estarei de bike por aí curtindo essa sensação diferente e gostosa afinal um baita homem que nem eu não vai ter medo de água…

      Se a gente não começar a reclamar nunca a realidade muda.

      Obvio que muito mas muito melhor que reclamar é dar o exemplo.

      • artur elias disse:

        É complicado acusar os outros de serem cegos, e ao mesmo tempo apresentar uma argumentação simplista ou que não faz muito sentido.

        Na boa Klaus, acho que não é por aí.

        Dizer que todas as pessoas dirigem carro por preguiça é outra tremenda forçação de barra. E dizer que todo mundo que faz isso põe em risco a vida dos outros nem se fala.

        Cada um publica o que quer aqui – com as vantagens e desvantagens que isso traz.

        Mas eu gostaria de deixar bem claro para os visitantes do blog que nem todos os ciclistas e cicloativistas apóiam essa atitude julgadora e confrontacional.

      • Olavo Ludwig disse:

        Dentro de parque de 40km/h não é velocidade apropriada nem pra bicicleta, claro que em caso de atropelamento (a quantidade de movimento da bici é menor, então tem menor estrago).
        Eu não gosto de carro e moto no parque porque ali não é o lugar deles, eu já não gosto muito deles nas ruas imagina nos parques.
        A guarda municipal anda de carro e a brigada de moto não é para evitar a fadiga, mas sim porque é o que está disponível na sociedade do automóvel, já sabemos das “dificuldades” que tanto a brigada quanto a Eptc enfrentam para ter alguma bicicleta na frota, e a guarda municipal então, eu acho que nem tem nenhuma. Temos aqui novamente uma falta de vontade política!
        Klaus, tem muita gente que dirige por necessidade mesmo, estamos vivendo nas condições e no mundo de hoje, então temos que ver as necessidades de hoje, para todas as pessoas, nem todas são fortes e jovens como tu, ou tem as mesmas possibilidades para trocar o carro pela bicicleta ou ainda transporte coletivo, muitas tem, mas não todos, as diversidades de condições que as pessoas vivem são muito grandes.
        Em uma Porto Alegre dos nossos sonhos, talvez ninguém precisasse dirigir, mas ela não é assim ainda! Vamos aos poucos tentando com muito amor, carinho e paciência, senão a gente se estressa muito e não muda nada.
        Artur, ao dirigir um carro, algo com muita massa e potência, mesmo em baixas velocidades há uma grande quantidade de movimento, estamos assim colocando em risco todas as outras vidas que estão fora do carro (ciclistas, pedestres, etc), por mais cuidadoso que seja o motorista há uma potencialidade grande de machucar ou matar alguém. Por isso eu entendo o Klaus quando ele fala isso. Eu tenho o costume de dizer, exagerando bastante eu sei, que dirigir é como brincar de roleta russa na cabeça dos outros, mas é mais ou menos isso só que com um tambor bemmmmm grande!

      • Klaus disse:

        Tens razão Artur. Tenho dificuldade de aceitar algumas coisas do mundo que me foi entregue ao nascer. Nasci em um mundo em que a vida não é preciosa…

        Não são todas pessoas que poderiam ir caminhado ou de bike mas é a maioria e a maioria vai caminhando, de basu e de bike e uma minoria vai de carro e poe a vida da maioria em risco e junto com isso compromete o bem viver das pessoas. O ônibus só tem que ir tão rápido por ter que competir com a velocidade dos carros e aí super põe a vida das pessoas em risco.

        Tudo de ruim e todo sofrimento que nossa existência causa que é necessário não é um desrespeito para com os outros e se é necessário a pessoa dirigir então beleza mas se é possível a pessoa encontrar uma maneira mais leve de transportar a si próprio e as suas coisas então eu acho que em respeito aos outros que ela deve buscar essa alternativa mais leve.

        Ninguém por trás de um veículo seja qual for mesmo a bike tem controle sobre o veículo e automotores podem causar grande dano ao corpo de uma pessoa.

        Cidadãos comuns matam cidadãos comuns e cada morto vira um numerozinho em estatísticas astronômicas e parece que as pessoas aceitam isso mas eu não.

        Olavo, concordo que 40km/h seja inapropriado para andar no parque mas se a brigada esta dirigindo a esta velocidade para atender a chamadas então que o faça de bike. Me sinto mal quando vejo os carros da brigada em alta velocidade dentro do parque. Estão lá para proteger e ao mesmo tempo eles mesmo expõe pessoas a um risco ao meu ver desnecessário já que eles poderiam estar de bike e assim inclusive se integrar mais com a comunidade.

        Esta tudo na mente. Não importa a idade, se a pessoa se alimenta bem, se não come porcarias ela pode atravessar a cidade de bike.

      • Olavo Ludwig disse:

        Klaus, claro que não importa tanto a idade para andar de bicicleta num mundo ideal, mas importa sim nas condições da nossa cidade e das pessoas hoje.
        Hoje não é para qualquer um sair andando de bicicleta pelas ruas, existem muitas opções e defendo elas, mas a cidade é planejada para o carro, e veículos motorizados em geral, isso pesa muito na decisão das pessoas.
        Naquele pdf chamado resumo executivo do Plano diretor cicloviário, mostra que 72% das viagens diárias são feitas por transporte motorizado (36% coletivo e 36% carros, motos e táxis), e sabemos que muitos que estão dentro do coletivo gostariam de poder comprar um carro, e compra quando pode, infelizmente.
        Mas felizmente, hoje temos mais gente optando pela bicicleta e temos que lutar para que a cidade ofereça uma estrutura melhor, para que quem quer largar o carro ou outro transporte motorizado, possa de fato, sem tem que enfrentar grandes desafios.

        Chutando acho que tranquilamente apenas 15% dos deslocamentos diários necessitam mesmo serem feitos de carro, moto e táxi (dos 36% que existe hoje) já melhoraria bastante. E se o transporte coletivo fosse melhor com certeza já daria para baixar para uns 5% (seriam só os táxis e alguns carros particulares e motos.). Ai nem precisaria muita estrutura cicloviária para as pessoas usarem a bicicleta e esse número pudesse cair um pouquinho mais, digamos para 1% (sobrando só os táxis) 🙂 .
        Um Transporte coletivo bom numa cidade como Porto Alegre sempre ficaria com pelo menos uns 50% dos deslocamentos diários.
        Nesses meus chutes acredito que a cidade seria muito melhor, mais eficiente, saudável e democrática.

  9. Eduardo Mendonça disse:

    O exercito pelo menos usa o parque só uma semana por ano e o que dizer da OSPA que vai roubar um pedaço de um parque pelo resto da vida? E todos aqueles prédios de orgãos públicos que estão acabando com as áreas verdes da cidade???

    • Felipe Koch disse:

      Ao menos a Ospa devolve cultura para a cidade.
      Entre colocar uma estrada (Marinha) e um centro cultural, prefiro um centro cultural.

      • Luana disse:

        entre um espaço que devolve cultura mas rouba um nacão de área verde para sempre e uma idiotice como patrulhas do exército que dura só uma semana, prefiro esta última que não destruiu nada e ainda termina rápido.

      • Olavo Ludwig disse:

        Luana,
        Tu já viste alguma coisa do projeto do teatro da OSPA? Só olhando fotos já dá para ver o quanto se integra ao ambiente, e no meu entender é algo muito positivo.
        O exército dura a vida toda, ele pode ocupar a redenção apenas por um tempo, mas ocupa áreas enormes pelo país inteiro, destrói muito a natureza com seus “exercícios de campo” além de consumir recursos públicos enormes.

    • Klaus disse:

      Ótima comparação!

    • artur elias disse:

      Com todo o respeito:

      a OSPA (se é que a Sala Sinfônica vai ser mesmo construída) não vai “roubar” nada.

      Aquele terreno estava previsto no Plano Diretor, há décadas, para construção de prédio público.

      Entendo que, uma vez que ele se transformou em área verde – por uso e tradição – exista este sentimento. Mas a acusação não procede, não houve aviltação neste caso.

      Há outro detalhe:

      o projeto sofreu uma série de alterações para acomodar reivindicações (justíssimas) no sentido de que a Sala se integre melhor ao entorno (parque).

      Mas o principal, a meu ver, é que música de primeira qualidade, não amplificada, não comprometida com a indústria cultural, tem tudo a ver com natureza, e vai inclusive contribuir para que MAIS pessoas freqüentem e curtam o parque.

      No mundo civilizado é absolutamente COMUM que os grandes teatros, óperas, salas de concerto e outros equipamentos para fruição artística estejam instalados em parques.

      Mas a sensibilidade artística, assim como a sensibilidade à natureza, não é algo que todos possuam, nem se compra em supermercado.

      Se depender da maioria da população, provavelmente o Harmonia seria dedicado inteiramente à glorificação da cultura pseudo-gauchesca, e às picapes estacionadas cuspindo funk a 150 decibéis em frente à orla do Gasômetro.

      • Olavo Ludwig disse:

        E decepando ovelhas na frente das crianças!!!!!

      • artur elias disse:

        Um adendo (desculpem, off-topic):

        gosto de payada (trova, poesia improvisada em estilo pampeano) e sei recitar muitos versos do saudoso Jayme Caetano Braun. Tomo mate e já toquei em festivais nativistas muitas vezes – música boa, geralmente hehehe.

        O que eu não gosto é a indústria cultural pseudo-gauchesca – o gauchismo midiático, bobo, desinformado de sua própria história.

        E tbém não gosto de ver o Harmonia tomado de gente bêbada e grosseira, que entra e sai conduzindo seus veículos (e cavalos) de maneira agressiva e desrespeitosa.

        Claro que não são todos. Mas que tem um clima de “isso aqui é nosso, sai pra lá”, tem.

    • Olavo Ludwig disse:

      Eduardo tem muita área verde ocupada pelo exército durante a vida toda! Não dá para comparar prédios públicos e exército com a um teatro para a OSPA, por favor!

  10. Fabrício disse:

    Bah vocês viajaram AFU nesse tópico, eeheheehe!
    Mas que bom que a viagem sempre leva à algum lugar, é bom ler essas divagações todas.

  11. PinhaFixa disse:

    Tudo na vida terminaria numa boa se fosse usado o bom senso de todas as partes…

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