Cidadão comum.

Hoje voltando feliz e faceiro de um ensaio delicioso com o mestre Kiotaka Teraoca, pedalando em sob uma chuvinha de refrescar a alma, realmente curtindo o fato de eu estar vivo e ser livre e um busão daqueles articulados corta a minha frente quando eu queria seguir reto na via em que eu estava, ou seja eu indo seguir reto e o ônibus se adiantou na minha frente e se eu não freio bruscamente a parte de trás do ônibus me pegaria.

Segue o passo a passo do que fazer diante de uma situação em que alguém armado ofende nossa existência ou a existência de outra pessoa desarmada caso sejamos testemunhas de um absurdo.

Algum cidadão comum armado ofendeu a tua existência? Se for carro particular “deixe que se vá, deixe que se vá…” Jamais, jamais, jamais, jamais busque satisfação de uma pessoa fraca armada de um automóvel. Ninguém é capaz de admitir um erro e sabe-se lá se o cidadão comum não tem outra arma de fogo, portanto segue um ensinamento do André, um grande amigo meu: “deixe que se vá, deixe que se vá…”

Um cidadão comum conduzindo um veículo de transporte público ofendeu tua existência?

Opa!

Procure por 4 números grandes impressos na traseira que se repetem nas laterais do veículo. Não se preocupe com a placa mas lembre de anotar o horário, os 4 números grandes e a linha, mas o importante mesmo são os quatro nomerosões, o horário e estar puto da cara na hora de relatar o que aconteceu.

Unibus: 3336.8294 para ligar de celular e 0800 . 518818 para fixo

Carris: 0800 . 9799866

STS: 0800 . 5413322

Conorte: 3367.2972 para ligar de celular e 0800 . 5102800 para fixo

Sabendo o número da linha é fácil descobrir qual a empresa de ônibus por este link:
http://www.eptc.com.br/EPTC_Itinerarios/linha.asp

Se foi um taxi-lotação ligue para ’Associação de Táxi-Lotação’: 32338222 e peça pelo telefone específico da linha do taxi-lotação que cometeu o absurdo.

Se for um carro-taxi não sei informar qual melhor maneira de proceder para que alguma coisa seja feita.

A gente denunciar absurdos ‘hoje’ pode fazer a diferença para um pedestre ou ciclista ‘amanhã’… 😉

No meu caso o cidadão comum que desrespeitou minha existência ao dirigir um veículo gigantesco de maneira agressiva a ponto de infringir 4 artigos do CTB de uma só vez trabalha na empresa STS linha 210, prefixo 2407, meio dia e 30 eu seguindo reto na Loureiro da Silva e ele me corta a frente para entrar na João Pessoa.

Relatei isso e me garantiram retorno.

Quem são essas pessoas que põe nossa vida em risco?

Quem são as pessoas que representam grande e imediato risco a nossa existência?

Quem é mais perigoso no meu dia-a-dia, o cara armado de um fuzil para proteger uma área de venda de drogas ilícitas, o guri que assalta com uma faca ou que só ameaça que tem uma faca ou o cidadão comum armado de um veículo automotor?

O cara do fuzil eu não conheço e não tenho nenhuma dívida com ele.

As pessoas que assaltam dão uma chance, se a gente não reage ao assalto muito difícil que elas nos matem. Jamais, jamais, jamais, jamais reaja a um assalto!

Ou será aquele que ofende nossa existência para poder usufruir do “direito” auto-atribuído de chegar o quanto antes na próxima sinaleira?

Neste momento eu acho que quem representa o maior perigo à minha existência é o advogado, o empresário, a estilista, o motorista, o músico, a geóloga, o cabeleireiro ou seja quem for que se transporta armado de veículos automotores sobre os quais ninguém tem controle pois esses veículos enormes e pesadíssimos são estimulados a velocidades muito maiores que nosso cérebro é capaz de processar com plenitude, os próprios veículos são falhos mesmo os mais “chiques” e o imprevisto é previsto como algo que “faz parte”.

O conforto é uma das grandes justificativas para uso do carro mas isso é uma mentira enfiada mente a dentro das pessoas. Carro tem para-brisa, não da para sentir a brisa, nosso corpo não libera endorfinas pois estamos parados em um veículo em movimento, o próprio carro passa a maior parte do tempo parado e em algum lugar de nossa mente sabemos que a qualquer momento podemos atropelar uma pessoa sem contar os incontáveis insetos que invariavelmente nós iremos matar mas isso acho que ninguém se preocupa.

Nos mentem a dar com pau e pior que acreditamos feito as propagandas fossem feitas por deus. Praticamente tudo é supérfluo e nos afasta da felicidade, até pasta de dente é uma coisa supérflua por mais absurdo que possa parecer. Não to sugerindo que não se escove os dentes de maneira nenhuma mas da para fazer isso com muitas coisas naturais, eu escovo meus dentes com aloe-vera (babosa) e dessa maneira não patrocino as coisas ruins que são feitas para desenvolver um produto dentro de um sistema tosco. Lavar o cabelo? Babosa. Fazer a barba? Babosa, hahahahah, é sério, 😀

O cidadão comum baseia a própria existência na escravidão de pessoas de outras espécies e chama de extremista quem é diferente mas quem será o extremista?

Dividimos o trânsito com pessoas para as quais a morte de outras pessoas é normal e justificável das mais absurdas maneiras e por isso devemos cuidar por nós mesmos e pelos outros ao sairmos de casa de bicicleta ou a pé mas eu jamais deixaria para viver no dia em que o trânsito for super seguro e eu me recuso a por a vida dos outros em risco.

A vida é agora, vamos pedalar, vamos caminhar, vamos curtir nossa existência, vamos construir nós mesmos um futuro delicioso ! ! !

Beijos ! sojieB

 

 

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14 respostas para Cidadão comum.

  1. Daniel Serafim disse:

    “Se for um carro-taxi não sei informar qual melhor maneira de proceder para que alguma coisa seja feita.”

    Ligar no 118 ou enviar e-mail para eptc@eptc.prefpoa.com.br, informando prefixo do táxi que se localiza em cima ou nas laterais do veículo e o horário da infração.

    Existe um programa de qualificação chamado Táxi Seguro, mas por enquanto é voluntário
    http://www2.portoalegre.rs.gov.br/eptc/default.php?p_secao=156

  2. Klaus disse:

    Boa! Valeu Daniel, 🙂

  3. Aldo disse:

    Há alguma punição para a empresa de ônibus em casos assim, ou é só para o motorista? Afinal, que entrega seu veículo para outro dirigir, também tem responsabilidade, acho até que maior.

  4. artur elias disse:

    Bah, comparar motorista profissional, mesmo que tenha errado, mesmo que seja incompetente, com um criminoso de alta periculosidade, acho uma forçação de barra extremamente inadequada.

  5. Klaus disse:

    Os dois tem armas na mão e os dois podem matar e no meu dia a dia quem põe minha vida em risco são os motoristas profissionais e outros motoristas.

    Se um motorista não tem extremo cuidado ao conduzir o seu veículo ele é um perigo à minha vida e de todas pessoas caminhando e de bicicleta.

    Esse motorista me viu e naquela situação era impossível ele me ultrapassar e fazer a curva sem que eu tivesse que frear bruscamente, ele assumiu o risco de me atropelar.

    Eu nunca, nunca estive sequer perto de perder a vida por causa de um “criminoso de alta periculosidade” mas motoristas profissionais e outros motoristas já quase me tiraram a vida várias vezes.

  6. artur elias disse:

    Eu entendi teu ponto de vista.

    O fato de tu te sentires ameaçado por um, e não por outro, não tem NADA a ver com os méritos e deméritos deles. Só tem a ver com o teu contexto pessoal, por onde tu andas, etc.

    Teu argumento implicita um juízo de valor no qual alguém que comete um descuido (ou mesmo uma falha mais grave) de trânsito é tachado de criminoso, e colocado em desvantagem moral perante alguém que pega uma arma com a intenção manifesta de matar gente – e o faz, corriqueiramente.

    É isso que eu acho inadequado.

    Além disso, algumas pessoas (ciclistas) conseguem se relacionar muito bem com os motoristas de ônibus. Na minha opinião – e sei que serei hostilizado por expressá-la – isso não é fruto do acaso.

    • Klaus disse:

      Eu me esforço um monte para me comunicar com os motoristas e vejo que por este esforço muito cansativo eu conquisto mais segurança no trânsito mas tem motoristas que dirigem de maneira ofensiva, opressiva e se pra mim e segundo a lei carros, caminhões e ônibus são uma armas em potencial então quem dirige de maneira agressiva é um criminoso em potencial.

      De vez em quando eu canso de fazer sinal para todo veículo que vejo no meu retrovisor que vai me ultrapassar e é só eu relaxar um pouco que os abusos de poder e contra minha existência voltam com toda força.

      Eu consigo conquistar que quase todos veículos troquem de faixa para me ultrapassar mas isso é muito cansativo, preciso apelar por respeito à minha vida a cada motorista, por que as pessoas são tão insensíveis a ponto de não conseguirem sentir compaixão pelos outros?

      Quando apesar de tudo, faróis, colete refletivo, apelo por respeito, bom posicionamento na via e mesmo assim eu sou desrespeitado, aí é barra pesada.

      [ ]

      • artur elias disse:

        Eu tenho a forte impressão que tem bastante gente levando o guia “Pedalando com Segurança” demasiadamente ao pé da letra.

        Eu sei que o autor defende o princípio de ocupar a faixa inteira. Não há nada de errado com o guia, mas ele nada mais é do que uma versão pessoal (bastante resumida, por sinal), e focada somente na prevenção de acidentes, de um sistema bem mais amplo conhecido como Ciclismo Veicular.

        Acho que os PRINCÍPIOS do Ciclismo Veicular são mais importantes do que as regras ou receitas. Ocupar uma faixa inteira, SEMPRE, independente do contexto (velocidade relativa, largura das faixas, traçado, horário, etc etc) me parece uma atitude um pouco fechada, inflexível, que pode (e será) mal-interpretada por alguns motoristas mais afoitos ou mais apressados (quem de nós nunca esteve nessa situação).

        Me chamou a atenção essa frase:

        “Eu consigo conquistar que quase todos veículos troquem de faixa para me ultrapassar”

        … a qual deixa implícito que te parece absolutamente necessário que o motorista troque de faixa, em toda e qualquer situação. Eu acho que esta é uma das principais causas de tu (e tantas outras pessoas) passarem por situações difíceis com tanta freqüência.

        Me parece que um estilo de condução mais flexível dá melhor resultado. Ocupar a faixa inteira às vezes, não sempre. Considerar todas as variáveis, em tempo real. Usar a intuição. Não querer “obrigar” os outros a fazerem nada que não seja absolutamente necessário. Tentar facilitar a vida dos outros, e não apenas querer segurança, obsessivamente.

        Isso é paradoxal, mas é verdadeiro, na minha experiência: quanto mais eu facilito a vida dos outros (motoristas, pedestres, ciclistas, não interessa – é tudo gente, essa abordagem confrontativa só nos afasta uns dos outros), mais todo mundo me trata cada vez melhor, menos situações perigosas acontecem.

        Isso é cansativo? Faz parte do jogo. Não é diferente atrás do volante; e até MAIS cansativo (e muito mais frustrante). Pedalar relaxado, sem essa atenção toda, só no parque ou na ciclovia (mais ou menos…).

        Como disse antes, algumas pessoas conseguem se relacionar muito bem com os motoristas, inclusive (e muito especialmente) os de ônibus.

        Não pode ser por acaso.

      • Klaus disse:

        Tomar qualquer atitude “independente do contexto” seria um atentado à minha inteligência.

        Sou contra que o ciclista deva se espremer contra o meio fio para dar passagem para carros, caminhões e ônibus não precisarem trocar de faixa. O bordo da pista é tosco, cheio de bueiros e buracos e se do nada aparece um bueiro ou buraco e o ciclista tem que ir mais para o meio talvez ele não possa pois provavelmente vai ter um carro por ultrapassar ele afinal a cidade é sitiada por rios de carros. Isso depende de cada situação, obvio.

        Não vejo problema se outras pessoas aceitam serem desrespeitadas mas eu quero ser respeitado pois eu respeito seja quem for inclusive seja de que espécie for. Não ando no meio da via a não ser se o contexto me indique que é o melhor na presente situação.

        Todas pessoas são malandras inclusive eu e por isso que eu não ponho um carro na minha mão em respeito à vida dos outros mas quem põe uma arma em potencial na própria mão tem que ter autocontrole e ser respeitoso.

        Eu me relaciono tão bem quanto possível com o trânsito. Quase todos os dias são super tranquilos e me faço ser respeitado por seres de uma espécie que tem uma índole duvidosa. A última vez que fui desrespeitado afú eu também escrevi um post aqui no vadebici a meses atrás sobre aquela lotação que mesmo eu fazendo sinal, estar vestindo colete refletivo + pisca pisca ligado e o ser primitivo ainda assim toca o bagulho dele a poucos centímetros do meu guidon.

        “Pedalar relaxado, sem essa atenção toda, só no parque ou na ciclovia (mais ou menos…).” isso por causa da preguiça da galera, por causa da falta de espírito de formiguinha das pessoas humanas, pelas pessoas terem mentes tão fracas a ponto de serem tão facilmente manipuladas e por causa deste sistema tosco e selvagem que ainda impera.

        A pessoa a bordo de um automotor não desviar decentemente de mim ao meu ver é um abuso de poder e é por a própria pressa de ficar parado na próxima sinaleira na frente do meu bem viver. Algo de se esperar de uma espécie que ainda tem como base relações de poder.

  7. Aldo disse:

    http://www.no-more-lethal-lorries.org.uk/index.asp

    A maior parte das mortes de ciclistas é em colisões com caminhões, e da mesma forma do incidente do ônibus com o Klaus – gancho de direita.
    Em Lonfres, cogita-se exigir treinamento especifico para motoristas de caminhão dirigirem lá sem matar ciclistas. E o treinamento incluiria conduzir bicicleta no trânsito.
    Há inúmeros vídeos no Youtube de incidentes deste tipo evolvendo automóveis. Parece=me que alguns motoristas não sabem avaliar a letalidade da monobra de “cortar” o ciclista. Eles deveriam saber, mas esse tipo de conhecimento nunca é exigido para tirar uma carteira de motorista. Se fosse, talvez só restasse 1% dos motoristas que há hoje.

  8. Luiz Porcher disse:

    a babosa dos teus produtos de higiene é orgânica ou tem uso de agrotóxicos no plantio? mais, ela é plantada num sistema agroflorestal sustentável ou numa monocultura típica?
    se ela não atende esses requisitos tua lição de moral fica incoerente e transpira hipocrisia
    entretanto, se atende, onde se consegue?

  9. Klaus disse:

    Oi Luiz, 🙂

    A Babosa que eu uso eu colho em frente ao Colégio Anchieta ou na frente da casa da minha avó.

    Bem no meio deste link é onde tem na frente do Colégio Anchieta naquele meião entre as faixas de trânsito:
    http://maps.google.com.br/maps?q=porto+alegre+col%C3%A9gio+ancheta&hl=pt-BR&ie=UTF8&ll=-30.027923,-51.176918&spn=0.000656,0.001717&sll=-14.239424,-53.186502&sspn=46.858014,79.013672&vpsrc=6&t=k&z=20

    Tem babosa por toda cidade mas tem que verificar a espécie. Aloe Vera é excelente e Aloe Arborecens é tão boa quanto e a planta da Arborecens é mais fácil de encontrar.

    Esta é Aloe Arborecens:

    Uploaded with ImageShack.us
    Aloe Vera é muito parecido mas a planta não é tão exuberante quanto a Arborecens.

    Este vídeo mostra como se prepara uma bebida de babosa que é tri bom pra saúde (tem que pesquisar antes de tomar pois é uma bebida poderosa demais e pode fazer mal) mas para produtos de higiene basta tirar o mel e a bebida alcoólica e no lugar adicionar um bem pouquinhozinho de água fervendo na hora de triturar no liquidificador e esta pronto o creme dental/shampoo/creme de barbear/etc:

    O esquema é arrancar algumas folhas e não a planta toda como aparece no vídeo.

    Link:
    http://caminhosdoconhecimento.com/conteudos-diversos/babosa-a-planta-que-cura.html

    Abraço, 🙂

    • luiz disse:

      😀 meu tom intimidador foi fruto de uma experiência que o cara veio dizer pra usar babosa em tudo e fui ver a pasta de dente era 20 reais e importada, sem nenhuma certificação de produto orgânico/ecológico. tem babosa por toda Porto Alegre, mas eu não imaginava que era tão simples fazer esses produtos, valeu!!

    • Luiz Porcher disse:

      meu comentário intimidador foi influenciado por uma experiência onde um sujeito deu lição de moral sobre higiene dizendo que usava pasta de dente de 20 reais importada de babosa. não sabia que era tão fácil manufaturar esses produtos! babosa tem em toda POA, vou tentar! valeu!!

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