Está correto pedalar nos parques??

Depois de um domingo maravilhoso de sol, com uma temperatura inusitada para o mês de inverno, superior a 30ºC, em que aproveitei para fazer três passeios de bicicleta, me surge o questionamento ético.

Neste domingo pedalei nas ruas de bairro, nas avenidas da cidade, no parque da Redenção e na faixa de ônibus fechada da terceira perimetral.

Estava tudo ótimo, os parques cheios, o fechamento da terceira perimetral um sucesso, cheio de gente, passeando a pé, de skate, com cachorro, com roller, correndo, na verdade de bicicleta só uma minoria, mas presente.

Temos aqui neste blog uma manifestação de busca de integração com o tráfego e um defesa da bicicleta como meio de transporte.

Porém já me manifestei com enfoque de valorizar a bicicleta como meio de laser para fins de passeio no tópico que escrevi sobre slow bike, o pedal lento.

Eu retomei o ciclismo nos últimos anos participando de passeios coletivos, nestes passeios em geral o pessoal valoriza a performance e esportividade, fazendo um ciclismo rápido.

Mas por último tenho procurado também fazer passeios descompromissados, sem pressa e sem destino, reativei umas bikes mais lentas de passeio e sem marchas.

Outro conceito que tenho adotado é o ciclismo casual, em vez de usar roupas específicas para ciclismo, tenho usado roupas comuns, jeans, camisa, etc.. Não chega a ser um cycle chic, mas são roupas normais.

Isto faz grande diferença, faz com que o ciclismo seja uma atividade mais normal e integrada com o cotidiano, se feito com roupas e sapatos que sirvam para qualquer situação.

Mas voltando ao tema do tópico, então neste final de semana fui pedalar bem tranquilo em ritmo de passeio no parque da Redenção e me questionei pelo fato de que andava no meio de pedestres, junto com crianças brincando com bola e adolescentes de skate.

Também na faixa fechada da terceira perimetral a situação foi semelhante, haviam crianças pequenas brincando, pessoas passeando com cachorros, carrinhos de bebês e por ultimo o que ainda não havia visto: carrinhos de controle remoto.

Reparei no caminho para o bairro Bom Fim que na Avenida Protásio Alves algumas pessoas se deslocavam de bicicleta lentamente pela calçada, desviando de eventuais pedestres.

Este cuidado dos ciclistas com os outros foi uma constante que sempre reparei, seja no parque, nas ruas ou na avenida com faixa fechada, todos os ciclistas que vi sempre tomaram cuidado com todos os outros que estavam no caminho e sempre foram assim reconhecidos e respeitados.

Mesmo passando junto com pedestres nunca senti desconforto ou insatisfação dos pedestres com os ciclistas.

Na verdade a minha sensação foi de tolerãncia e respeito, pois embora eu estivesse em tese colocando outros em risco também vários estavam me colocando em risco, com carrinhos, cachorros, bolas, skates, etc…

Um ponto importante é que um ciclista na rua junto aos carros corre risco de vida, porém um ciclista pedalando de forma civilizada em passeio num parque, mesmo se acidentando, não causa risco de lesão grave, nem causa nenhum risco fatal.

Estas são as minhas impressões.

Coloco a questão aqui pois temos tratado sempre como exclusivo o ciclismo em integração com o trânsito, sendo que o Código de Trânsito normatiza que o deslocamento das bicicletas deve ser na via de rodagem.

Porém esta modalidade de ciclismo no trânsito exclui as crianças e os ciclistas eventuais que não se sentem seguros no tráfego.

Entendo portanto que o uso dos parques pelas bicicletas deve seguir sendo incentivado, mesmo em espaço comum com pedestres e outras atividades.

Deixo aqui a questão para os amigos!!!!

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41 respostas para Está correto pedalar nos parques??

  1. João Silvada disse:

    Eu nem sei o que escrever direito hahahaha
    Não entra na minha cabeça restringir uma pedalada na Redenção ou Parcão, por exemplo.
    Nasci em PoA e moro aqui desde sempre, e sempre pedalei por lazer (SEMPRE cuidando os pedestres) e vou continuar fazendo isso em parques e praças mesmo com cicliovias e/ou ciclofaixas. E enquantro não existem ciclovias e ciclofaixas suficientes, ‘desfrutarei’ das nossas esburacadas calçadas para pedalar por lazer.

    • airesbecker disse:

      Tudo bem João.
      Eu concordo com você.
      Acontece que chega um momento em que a demanda dos parques fica tão grande, é tanta gente caminhando que não dá para andar direito sem colocar em risco as pessoas.
      Aí é preciso sair das áreas de circulação para áreas verdes mais remotas dos parques.
      Acho que esta questão envolve um problema que não é grave ainda, mas que já se começa a notar.
      A falta de infraestrutura urbana adequada para o ciclismo leva a situações de saturação por outros lados, primeiro pessoas que simplesmente deixam de andar de bicicleta, segundo quem anda de bicicleta pode enfrentar o trânsito pesado ou ter de andar nos parques e competir com uma multidão de pedestres e praticantes de outros esportes.
      É uma situação crítica por todos os lados a falta de estrutura adequada que enfrentamos.
      Abraço.

    • Gustavo Melo disse:

      Mas antigamente tínhamos até aluguel de bicicletas DENTRO da redenção… de que ano é essa lei ?

  2. Fiona Roy disse:

    Depende do parque, mas geralmente sim! Temos que ter o opção de pedalar nos espaços verdes das cidades. Uma cidade inglesa tem muitas das suas redundantes ferrovias transformadas para criar ciclovias, dissem que foi barato, e agora as ciclistas podem pedalar num circuito ao redor da cidade uns 30-40km em ambientais verdes e parques. Tenho uma diferente ideia sobre as éticas de pedalar nos parques, e me desculpa se é meio fora do tópico. Eu era ensinada que é antiético pedalar de “Mountain Bike” (MTB) em certos ambientes delicados. No U.K. temos montanhas com trilhas para Mountain Bike e outras trilhas onde é proibido entrar com um Mountain Bike por causa da danificação. Os pneus de MTB podem danificar bastante a vegetação, muito mais do que a pé. Então no Redenção, eu temo que com a taxa atual, não vai demorar até que não haja muita grama. Especialmente entre as arvores, onde há tantas trilhas informais, imagino que o Redenção pode perder toda a vegetação entre as arvores, e as arvores também podem sofrer se pessoas andam de MTBs entre elas. Desde a criação do Redenção, talvez a vegetação nunca era tão ameaçada do que agora, com a nascimento da popularidade de MTB,

    • airesbecker disse:

      Na verdade nem sei se alguma época havia vegetação abaixo das árvores do parque da Redenção, atualmente em geral, fora alguns canteiros de mudas e arbustos não há vegetação, há algumas folhas acumuladas e muitas trilhas.
      Sendo que não acho que estas trilhas sejam causadas pelo ciclismo, mas sim pelos próprios usuários do parque.
      Já os gramados das partes mais ensolaradas estão em bom ou razoável estado.
      É que nestas partes mais ensolaradas há caminhos definidos que são mais utilizados pelos pedestres.
      Sei que em vários outros parques há proibições de ingresso de bicicletas, como o jardim Botânico por exemplo, onde há ingresso permitido para automóveis, mas as bicicletas devem ficar no bicicletário da entrada do parque, justamente para evitar a circulação nas trilhas do parque.
      Também no parque de Itapuã o ingresso de bicicletas está proibido.
      No Saint Hilaire em Viamão não sei se é permitido o ingresso de bicicletas! Alguem pode contribuir com a informação??
      Eu pessoalmente sou a favor da utilidade dos parques, acho que é preciso conciliar a conservação com o aproveitamento, e neste aproveitamento incluo a prática de esportes, inclusive o ciclismo, acho que se é preciso controlar para evitar a deterioração, tudo bem, vamos organizar, delimitar espaços e práticas corretas, mas não somente proibir o ingresso que é o mais fácil para a administração, restringindo o uso do parque pela população.

  3. Gustavo Melo disse:

    Mas é óbvio que sim … como assim não usar bicicleta nos parques ? de onde surgiu essa idéia de não usar bicicleta nos parques ?

  4. mandras disse:

    pela lei nao se pode andar nos parques.
    e acima de dez anos de idade nao eh mais possivel andar de bicicleta nas claçadas

    bike como meio de tranporte!

  5. Meus caros existe uma lei municipal que proibe terminantemente o uso de bicicletas nos parques, vocês sabiam disto ? Se a Guarda Municipal quiser pode nos prender.Muito mas muito ridículo. Eu ando em Parques e ando em calçadas e nunca tive problema e acho que é fantástico.

    • airesbecker disse:

      Uma das situações mais constragedoras que já passei foi ser tirado da bicicleta no acesso ao Barra Shopping no Cristal, foi abordado por seguranças truculentos como se eu fosse um criminoso, eles proibem o acesso de ciclistas, ao menos era assim na época, não sei se agora mudou mas não acredito que tenha mudado.

      • Felipe Koch disse:

        Parece que tem bicicletário, nunca tentei:

        http://www.ctsbrasil.org/node/140

      • Pedro Ayres disse:

        O Barra Shopping não permite pedalar no estacionamento. Não encontrei nenhuma justificativa razoável para isso. Já vi coisa semelhante em shoppings de São Paulo. Eu particularmente nem gosto de shopping, só vou se tenho algo bem específico e rápido para fazer. Se um funcionário encrencar, peça pra chamar o superior dele, já fiz isso e o constrangimento foi deles.

        Tem um bicicletário coberto no segundo subsolo do Big, se você chegar por trás do Big já sai quase no bicicletário, pedalando.

      • Marly disse:

        Eu também já fui repreendida no estacionamento do shopping Iguatemi quando me dirigia ao bicicletário que tem lá na área de estacionamento coberto. estava “acompanhada por outra pessoa”e a mesma não deixou que eu sequer questionasse essa atitude do segurança para conosco!? Porisso eu acho errado andar nos parques, pois tem muito “sem noção que anda por dentro como se estivesse numa trilha no meio do mato” eu já vi! Em Gravataí, no parcão de lá, fotografei uma placa de proibido o uso de bicicleta!

    • Gustavo Melo disse:

      Não sabia dessa lei. Ela se restringe então a áreas e parques administrados pelo município de Porto Alegre então ?

  6. heltonbiker disse:

    Olha, na minha concepção, se tem um lugar que é propício para andar de bicicleta é no parque, e todo mundo sabe disso. O fato é que todo mundo que está no parque, acho eu, tem a mesma idéia: ali é um lugar para lazer, seja ele qual for. Os pedestres não vão se incomodar de haver ciclistas, porque sabem que eles podem estar ali, e os ciclistas de preferência não vão andar ameaçando pedestres, porque sabem que eles podem e devem estar ali. Fica um ambiente amigável porque não precisa lei, a “norma” é: divirta-se à vontade desde que não incomode os outros.
    Duas coisas que já fiz foram: chamar a guarda municipal para pedir que (o pai de) uma criança naquelas motinhos nojentas de dois tempos que fazem fedor e barulho fosse repreendida(o), o que de fato aconteceu; e chamar a guarda municipal para multar e guinchar as hordas de carros que estavam estacionados sobre a grama, no Araújo Viana ;o)

    • Aldo disse:

      Informo que as motinhos que expulsaste do parque agora estão usando o velódromo da Marinha. Tem até um megaestacionamento ao lado bem no meio do parque. Não se preocupem pois os carros não estavam sobre a grama. Todo o gramado que tinha ali foi asfaltado há alguns meses, pelo visto para que as mountain bikes não o destruíssem.

    • Aldo disse:

      corrigindo: velódromo DO Parque Marinha do Brasil.

  7. João Silvada disse:

    AiresBecker, a situação do J. Botânico e do Itapuã é bem diferente da Redenção, o primeiro é uma área de preservação e estudo, e o segundo é uma área de preservação de nível estadual que restrige não só o uso de bicicleta mas como o número de pessoas.

    Concordo 100% com Heltonbiker.
    Domingo mesmo eu fui na Redenção pedalar e estava explodindo de gente, não incomodei ninguém (pedalava bem devagrinho, afinal era puro lazer) e não fui incomodado.

    • Gustavo Melo disse:

      Itapuã inclusive há revista do carro para ver se ninguém está entrando com varas de pesca e afins (na entrada e na saída). Lá é área de proteção. Eu nunca tinha ouvido falar dessa proibição nos parques, alguém tem a íntegra dessa lei ? de que ano é essa lei ? e skates, patins, patinetes, aqueles carrinhos de 4 rodas com teto que o cara pedala (não lembro o nome) ?

  8. Aldo disse:

    Sugiro um post análogo: Está correto andar de skates, patins, patinetes, ou correr nas ciclovias?

  9. Fernando disse:

    Quanto ao ingresso ao Parque de Itapuã de bicicleta já fiz uma postagem no blog da ACZS em 2009. http://aczs.wordpress.com/2009/10/06/parque-de-itapua-ambientalismo-ignorante/

    Na ocasião fiquei tão indgnado que enviei email para uma rádio, onde leram na integra meu email iniciando da seguinte forma: “Mais uma do impossível acontece”. O que me rendeu logo ao meio dia do mesmo dia um telefonema do diretor estadual dos parques me explicando que o funcionário lá teve uma atitude conforme o que está no plano de manejo do Parque. Eu li e é permiti entrar a cavalo se quiserem, mas de bicicleta não. Ele concordou comigo e disse que este tal plano tem revisões periodicas onde podem serem realizadas algumas modificações.

    Mas enfim, é ridiculo poder ir de carro e não poder ir de bicicleta, digo apenas ir, não fazer trilha dentro do Parque. Me parece que na Praia das Pombas ele permitem ir de bicicleta, mas não sei nunca mais tentei ir de bicicleta lá.

    Ah, e só para colocar mais lenha na fogueira, tente ir de bicicleta na FEPAM aqui no centro de Porto Alegre, não tem um mísero local para estacionar a bicicleta.

    • Marly disse:

      Me lembro que entrei de bike com outra pessoa achando que fosse Itapuã, pois não sendo daqui tem muitos lugares que não conheço! Talvez de fato o local que se pode entrar pedalando é o da Praia das Pombas, que por sinal é bem legal de ir de bike!

  10. Aldo disse:

    Muitas cidades do mundo fecham ruas e avenidas aos finais-de-semana para que a população tenha mais espaço para lazer, principalmente para andar de bicicleta, mas aqui, ah já sei: se fizerem isso o Prefeito não se reelege – só vota quem tem carteira de motorista!

    • airesbecker disse:

      Aldo, esta é uma cegueira política.
      Eu mesmo não sou radical em termos políticos, sou conservador, empresário, liberal, tenho carro, mas quero estrutura ciclistica e estou disposto a votar neste sentido.
      Esta idéia de conflito com carros e de que promover as ciclovias vai perder voto é errada.
      Está cheio de gente disposta a sustentar plataforma política pelo ciclismo.
      Espera na próxima eleição o partido que se antenar para esta bandeira como vai certo alavancar a eleição para prefeito por conta do ciclismo!
      E é garantido que algum candidato razoável com esta defesa se elege vereador!
      Estes políticos estão cegos!

      • Aldo disse:

        O Fogaça prometeu ciclovias e se reelegeu. E daí? A atual administração ainda não percebeu que pessoas como eu e tu, que temos carro e o utilizamos talvez diariamente, não o fazemos só por livre opção ou por valorizarmos o conforto. É pela falta de outras opções, como ir de bicicleta. Eles não entendem a idéia do “um carro a menos”.
        Não quero promessas. Vou querer saber se existe alguma correlação entre o partido e o incentivo concreto ao ciclismo nas outras cidades. Se houver, é no partido que defende, na prática, este tipo de causa que vou votar.

      • airesbecker disse:

        Aldo, os políticos estão com medo da opinião pública no caso das ciclivias.
        Eles têm medo de atender o pensam ser uma minoria e perderem eleitores.
        Acham que favorecendo o ciclismo estarão tirando espaço dos automóveis, seja em vias de rodagem ou estacionamentos.
        Assim foi na última reunião na EPTC com os dirigentes, é o tal problema da falta de vontade política.

        O próprio Fogaça prometeu e não fez as ciclovias, aí tentou o Governo do Estado e tomou cano, hoje é uma cara queimado, o próprio vice dele na eleição passada disse que o cara era um “cavalo cansado”.

        Sei de uma estória do Fogaça que ele estava convidado por empresários do porto de Rio Grande para resolver uma questão com o sindicato de lá, só que quando chegou perto do porto e viu que haviam piquetes ele mandou o motorista dar volta para Porto Alegre, que não queria expor a sua imagem em uma questão controversa, é um tipo de político covarde, que tem medo do povo!!

        Estes políticos só vão se mover se entenderem que a questão engloba ganhos para eles, eles acham que o ciclismo não tem força de unidade, não tem capacidade política para formar uma massa de votos.
        Pois votos individuais não contam.
        O importante é formar uma Massa Crítica, aproveitando o termo, um volume de pessoas capaz de se motivar politicamente no momento da campanha fazendo comunicação de massa para mobilizar o tema do cicloativismo na política.
        Acredito que não vai faltar esta gente.

    • Aldo disse:

      Talvez seja a hora de espalhar cartazes pelas ruas questionando:
      “CADÊ AS CICLOVIAS PREFEITO?”
      E instigar:”BICICLETA É O FUTURO”
      Mensagens simples que qualquer eleitor entende.

      Há muitos ciclistas cedo da manhã indo ao trabalho. Eles penam todos os dias pedalando devagar para desviar obstáculos, buracos, carros estacionados, tráfego de caminhões, alagamentos, etc. E o fazem em qualquer clima.

      Na certa irá criar uma expectativa, um sonho de como seria bom um caminho em que se pudesse curtir a paisagem e as pessoas em vez de estar atento ao chão ou outras ameaças. Que se pudesse pedalar rápido, com prazer e aí acordar mais tarde. Que se sentisse orgulho por conquistar um lugar exclusivo onde motoristas não teriam vez.

      Nada de eco-argumentos, porque são pouco efetivos. Apenas a possibilidade de ser livre e poder seguir o SEU caminho em vez de ziguezaguer como uma barata fugindo de carros.

      Uma idéia para a gente pensar.

  11. Melissa disse:

    Opinião pessoal: pode sim, desde que o ciclista tenha bom senso.

  12. Fiona Roy disse:

    (não é sobre parques, desculpe, só um comentário geral)
    Sabe que durante os tumultos ingleses, a arma mais fatal usada nestas batalhas foi um carro? A violência tem estado tão grande, as testemunhas estavam dizendo que seria um milagre se as pessoas não fossem mortas. No total, 111 policiais foram feridos e mais de 1.100 pessoas haviam sido presas no momento da escrita, o número final deverá ser maior. A polícia e as comunidades conseguiram acabar com a violência ultrajante contra eles, sem disparar sequer uma bala. Mas, infelizemente 3 caras, tentanto protegir as suas propriedades e suas famílias, foram atropelados num ataque agressivo. E a arma que eles foram mortos com foi um carro, não uma arma de fogo. Só me faz pensar na Massa Crítica e o desenho legal mostrando o carro como arma.

  13. Fernando Pavão disse:

    Eu sou contra bicicleta na calçada. Não adianta, lugar de pedestre deve ser só de pedestre. Uma bike pode facilmente chegar a 20km/h, o que vai atrapalhar e assustar os pedestres.

    Acho que, como tu disse no relato, pessoas já estão acostumadas com bicicletas no meio dos pedestres porque aqui a bicicleta não é levada a sério. Não é um meio de transporte.

    Quando vejo aquele cara com uma mtb desregulada, com o banco na posição mais baixa, e a corrente chorando por um pouco de óleo, me dá uma dor no coração, se esquivando pelo meio das pessoas em uma calçada, me dá uma dor no coração.

    Não é assim que se usa uma bicicleta. Mas pessoas vão continuar usando ela erradamente se ela não tiver o espaço merecido. Tá na hora de botar a bike na rua, junto com os carros, e mandar todos se fuderem (no bom sentido). Carro tem que dar passagem pros outros, e não o contrário.

    Agora, bike no parque é outra história. Desde que não seja um pelotão de speedeiros, ou aqueles freeriders chatos que só incomodam quem tá de boa no parque.

    E claro, criança pequena não precisa seguir essas regras todas.

    • sergio disse:

      E uma pessoa idosa? E uma pessoa iniciante?
      Eu acho que o ciclista deve se preocupar acima de tudo com a segurança e muitas vezes isso significa ter que andar na calçada. Mesmo quem pedala diariamente, não são todos que conseguem enfrentar uma Ipiranga, por exemplo. Eu apóio quem anda na calçada. Devagar e cuidando dos pedestres, óbviamente. Se não está pondo ninguém em risco, tá valendo.

      • airesbecker disse:

        1º – Bicicleta é para passeio, lugar de bicicleta é no parque, tem que parar esta moda de atrapalhar o trânsito.
        2º – Bicicleta é só transporte, lugar de bicicleta é na rua, qualquer outro uso atrapalha os pedestres e põe as pessoas em risto.
        3º – Bicicleta é um brinquedo, deve ser usada até os 10 anos de idade.
        4º – Bicicleta é um esporte, deve ser usada em competições organizadas, com licença pública e batedores, ou fora de estrada em trilhas remotas.
        Na verdade a bicicleta é tudo isto e deve ser usada em qualquer oportunidade e possibilidade!!!

  14. Marly disse:

    Olha, eu estive exatamente nos mesmos lugares que tu fostes pedalar neste domingo, inclusive também na Redenção, onde eu ando sempre apenas por onde vejo que não tem gente e, se tem eu fico empurrando/caminhando, mas sem descer da bike, até que passem as pessoas. Só acho que quanto aos skatistas da perimetral, ou mesmo das ruas, eles encomodam, pois não têm a menor noção de mão e contra-mão! Tem que ser no grito prá poder ultrapassar, porque eles andam em zique zague! Muito perigoso partilhar as vias com a gurizada dos esportes radicais!

  15. airesbecker disse:

    O nosso amigo mandras disse acima (9 09UTC agosto 09UTC 2011 às 07:20 ):
    -“pela lei nao se pode andar nos parques.
    e acima de dez anos de idade nao eh mais possivel andar de bicicleta nas claçadas
    bike como meio de tranporte!”
    O que ele diz é verdade, mas representa um problema, que rompe com a continuidade do ciclismo.
    Pois temos duas situações antagônicas:
    Primeiro a bicicleta como brinquedo, para ser usada por criança até os dez anos de idade.
    Depois já é um veículo a disputar espaço no trânsito com carros e ônibus.
    E no meio disto o que ocorre?
    E onde ficam os adolescentes nesta estória, meu filho de 12 anos por exemplo, deve pegar a sua bicicleta e se atirar nas avenidas da cidade? Acho que não!!
    E quem não se ajusta à bicicleta como transporte mas tem outros usos como vocação, como laser e exercício??

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