Reunião: Ciclistas & Primeiro Escalão

Quando: dia 1º de agosto, às 19:00

Onde: Auditório da EPTC, na Rua João Neves da Fontoura, nº 7

Quem pode participar? todo e qualquer cid@dão

Presenças confirmadas: Cezar Busatto, secretário municipal de Coordenação Política e Governança Local,
e Vanderlei Capellari, diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).
Há rumores que o Prefeito José Fortunati possa aparecer.

Contexto

Esta reunião dá seqüência aos encontros periódicos iniciados este ano.

Desta vez a iniciativa partiu de um grupo de cidadãos ciclistas,
que vem participando de reuniões com técnicos da EPTC.

Essas reuniões, cujo objetivo é delinear os detalhes para implementação a curto prazo de trechos específicos do Plano Cicloviário.
De natureza técnica, e contando com a presença de um grupo mobilizado mas não tão numeroso de ciclistas,
essas reuniões têm se mostrado necessárias e produtivas, bem como oportunidades de aprendizado para todos os envolvidos.

Entretanto, alguns dos problemas que aí surgem parecem não encontrar solução na esfera técnica.

Daí a necessidade de buscar o diálogo com o “primeiro escalão”, com nossos representantes do Poder Público;
ou seja, com as pessoas que têm mais poder de decisão.

O foco desta reunião é a bicicleta, mas de fato o que está em jogo vai muito além.

Esta é uma excelente oportunidade para você compartilhar sua visão, fazer sua reivindicação;
mostrar às autoridades que uma outra Porto Alegre é possível – uma Porto Alegre mais suave,
mais (inter)ativa, mais alegre; com menos stress, menos agressividade, menos poluição.

Se os governantes sentirem que existe algum clamor público por essa outra forma de desenvolver a cidade,
fica muito mais provável que eles se disponham a agir nesse sentido,
e mesmo, que tenham condições políticas para tanto.

Democracia é bom mas é complicado.

É muito fácil reclamar daquilo que vai mal. Ajudar a construir algo melhor é muito mais difícil,
mas também é muito mais gratificante.

A Prefeitura mostra boa-vontade suficiente para nos escutar; porém, ela não dá a essas reuniões
o status de audiência pública. Em outras palavras: não há divulgação oficial. Pessoas só ficam sabendo
através do boca-a-boca, e das redes sociais.

Se você entende a relevância da reunião, mas não pode realmente ir, por favor ajude a divulgar.

Se você vai, ajude a divulgar também!

O grupo que solicitou a reunião propõe a seguinte pauta (pode ou não ser aceita pelas autoridades):

1) Implementação do Plano Diretor Cicloviário de 2009 –
cumprimento das metas da administração Fogaça, hoje em flagrante atraso

2) Espaço para os Ciclistas 
a) largura das ciclofaixas projetadas (considerada insuficiente pelos ciclistas) 
b) estacionamento x espaço para circular 
c) solicitar compensação pelos estacionamentos subterrâneos

3) programas de educação para o trânsito 
a) utilização da verba prevista pelo PDCI

(Texto: Artur Elias Carneiro)

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9 respostas para Reunião: Ciclistas & Primeiro Escalão

  1. Olavo Ludwig disse:

    Esperamos que o Fortunati apareça mesmo, assim como uma massa crítica de cidadãos.

  2. Melissa disse:

    Sugiro que todos mandem e-mail pra ele exigindo sua presença:
    fortunati@fortunati.com.br

  3. artur elias disse:

    Houve uma reação bastante forte, neste espaço, ao tema da ciclofaixa. Pessoas que não participaram do processo se manifestaram de maneira ultra-crítica, incitando o público contra a Prefeitura, e de certa forma jogando por terra o trabalho de quem vem saindo de casa, gastando seu tempo, se estressando (inclusive com os próprios amigos, pois as discussões são complexas e acaloradas).

    Essas pessoas talvez tenham razão; não sei se têm ou não; não me convenceu o argumento “ciclofaixa de 1,5 incluindo tachão é pior que nada”. Mas isso não vem ao caso neste momento.

    Na minha opinião, essas pessoas erraram feio

    1) no “timing”, e

    2) na maneira de colocar a reivindicação, que não foi respeitosa para com aqueles que vêm
    trabalhando.

    Eu diria que eles têm a OBRIGAÇÃO MORAL de começar a aparecer, começar a mostrar serviço, mostrar alguma vontade de escutar e tentar construir junto com os outros. Ficar na arquibancada vaiando só desestimula. O Pablo, com quem eu tenho muitos pontos de discordância, mas que não obstante considero um grande batalhador das questões da
    bicicleta em POA, alguém que já gastou MUITA energia com isso, declarou no grupo de discussão que depois desse episódio perdeu a vontade de continuar. Esperamos que ele reconsidere. Eu o entendo e talvez vá pelo mesmo caminho um dia. Por enquanto ainda acho que vale a pena mobilizar, ouvir, conversar, batalhar.

    Estou lendo “Pedaling Revolution – How Cyclists are Changing American Cities”. Um livro muito informativo. Tem um capítulo inteiro dedicado à cidade de Portland, que hoje é modelo de qualidade de vida e paraíso ciclístico dos EUA.

    Somente UMA (de muitas!) organizações de ciclistas de lá tem 5000 membros associados. Isso não foi assim desde sempre, é claro; mas uma coisa é certa: sem gente, sem gente unida, e sem trabalhar JUNTO aos governos, não se constrói nada.

    [ ]

    a.

    ——-

    • Olavo Ludwig disse:

      Artur, andando na Loureiro, na última sexta, indo para o Largo, eu tive certeza absoluta que uma ciclofaixa mesmo maior é insuficiente, a violência do trânsito ali é tal, aumentada claro pela chuva, que acredito que se deva fazer ali duas ciclovias uma de cada lado da pista, mais largas e protegidas.
      Outras ruas e avenidas mais calmas até podem ter ciclofaixas de 1,5m e realmente funcionar, Tenho uma experiência limitada que é a da Nilo Wulff no domingo, no domingo parece segura, mas durante a semana não sei (a Nilo Wulff é na restinga, e não é uma avenida principal).
      Eu penso que aquela postagem que gerou polêmica veio na hora certa, mexeu com com quem estava mais acomodado. Pode ter criado dificuldades internas? Acredito que estas dificuldades já existiam, mas estavam um pouco mascaradas pela boa vontade que temos visto da equipe técnica. Mas como diz o ditado: ” De boa vontade o inferno está cheio”

    • Olavo Ludwig disse:

      Uma coisa, se eu não ver aquele auditório cheio na segunda feira, vou ficar muito decepcionado, provavelmente não desistirei da briga, mas será um balde de água fira. Também divulguei muito e espero uma presença em massa, pelo menos de uns 500, como tínhamos na massa crítica de março.

  4. Felipe Koch disse:

    Colegas de discussão e pedaladas, venho aqui colocar, para quem tiver interesse (em especial os cidadãos que não puderam comparecer) minhas impressoes bastante pessoais a respeito de tal reunião. Estou participando destas reuniões e discussões a muito menos tempo que diversos colegas e posso ter poucas informações ou até informações erradas. De qualquer maneira, deixo minha cara a tapa e espero que os colegas presentes complementem, rebatam, concordem, discordem (e outros) destas impressões.

    Desculpem o formato expontâneo e sem planejamento.

    Impressões pessoais:

    Que o discurso inicial de César Busatto foi para levantar uma cortina de fumaça sobre várias questões de menor importância e algumas poucas sugestões dele poderiam ser levadas em consideração como complementos de ações, no caso a participação maior de ciclistas nas reuniões de Orçamento Participativo.
    Embora a sugestão seja relevante me pareceu inadequada para o momento de discussão, como se nunca tivesse sido discutida nenhuma questão cicloviária na história da cidade.
    Ou o discurso foi intencionalmente disperso ou não houve preparo anterior (lição de casa) para os tópicos da reunião.

    Que Busatto não teve frieza emocional para ouvir críticas embasadas sobre a continuidade de projetos de uma gestão para outra dentro de um mesmo governo. No caso específico, questões relativas ao Plano Diretor Cicloviário, LEI COMPLEMENTAR N.º 626, DE 15 DE JULHO DE 2009, assinada por José Fogaça e em total descumprimento desde então. Questão levantada pelo colega Arthur Elias.
    Houve descontrole e discussão irracional neste momento, que depois foi apaziguada.

    Que existe por parte do Capelari alguma intenção em prestar contas sobre e implantar algumas obras cicloviárias em parceria publico-privada.
    Mas que ele também tem posição contrária ao uso de recursos das multas para o fim, mesmo que isso seja contra a lei do Plano Cicloviário, uma lei que ele considera inconstitucional.

    Que não existe uma real vontade política ou intenção para a implantação deste plano cicloviário dentro de seus prazos e metas e até mesmo existe um profundo desconhecimento deste plano por parte destes governantes, motivo pelo qual foi planejada outra reunião política apenas para discutir tal lei em data próxima, mas ainda indefinida. Segundo Bussato para se chegar a um “denominador comum”, na real, menos do que a lei manda.

    Que a política municipal apenas visa a eleição e reeleição dos candidatos, independente do ônus e do bônus para os cidadãos, pois várias vezes estes políticos colocaram o empecilho da não reeleição do prefeito que ousasse desafiar a ordem ditada pela cultura carrocêntrica, mesmo que apenas por colocar mais 30cm de largura nesta ciclofaixa da Loureiro da Silva.

    Que o planejamento de longo prazo (mais de uma gestão) inexiste neste sistema político (que é um simples entregador de demandas sem um estudo mais aprofundado em consequências de longo prazo).

    Que á área técnica da EPTC, nesta questão, sofre uma dupla pressão que está beirando a explosão e colapso, devido à falta de pessoal, fruto de dificuldades em conseguir alocar as verbas disponíveis para contratação de pessoal.
    Realmente não consegui entender se o caso é falta de verba ou falta de competência para a destinação das verbas que já estão disponíveis e que são asseguradas em lei. Até porque Capellari se mostrou pouco disposto a discutir orçamentos e destinação de verbas com os maiores interessados, ou seja nós contribuintes, ainda colocando a questão de que o dinheiro é da prefeitura.
    Eu discordo e penso que o dinheiro e nosso, os contribuintes e que os governantes tem que dispor-se a discutir conosco orçamentos e suas destinações, sim.
    Fatos esses resultaram em um desabafo do engenheiro Régulo, responsavel pelo projeto da ciclovia da Loureiro da Silva, que expressou sua frustração ao entrave de seu trabalho pela falta de consenso político entre os interessados (contribuintes) e os governantes competentes sobre a largura de tal ciclovia.

    Que o planejamento de trânsito no município é muito sensível a questões pontuais de grupos locais e que a questão cicloviária está sendo tratada também desta forma, pontual e por demanda, embora exista uma legislação específica.
    Legislação esta fruto de um estudo técnico profundo sobre um sistema completo e complexo originado em muitas reuniões políticas e pressões da sociedade. Mas este Plano Cicloviário, que é lei e que envolveu o trabalho de muita gente técnica e muita gente amadora (no bom sentido, voluntários apaixonados) é quase que totalmente desconhecido da esfera política desta gestão e absolutamente ignorado para qualquer ação de execução na área.
    A ponto dos políticos virem para esta reunião com os ciclistas e colocarem como suas, de suas gestões, as idéias de implantação de ciclovias e ciclofaixas já previstas nesta lei de 2009.

    E que a questão cicloviária é, no entender destes governantes, algo para um muito longo prazo, ao qual eles não pretendem se arriscar politicamente, mesmo que seja a uma das melhores soluções para o transporte das pessoas na cidade.
    “Não existe uma cultura cicloviária” disse Busatto.
    E pelo visto não há interesse político em desenvolver tal cultura.

    Dito isso, gostei de ver as idéias e posições muito amadurecidas de todos os participantes que falaram e que mostraram um conhecimento técnico, experiência pessoal no trânsito e uma disposição para fazer acontecer que deu uma “lavada” nos políticos nesta questão cicloviária.
    Em comparação, os cidadãos pareciam muito melhor informados (leis e técnicas) e dispostos que os políticos. Acho que muita coisa boa pode sair destas pessoas, em pressão e em auxílio técnico.

    Gostei, também, de conhecer pessoalmente alguns colegas que já tinha conversado aqui no blog e que se mostraram pessoas muito legais e esclarecidas, em especial o Olavo Ludwig e o Arthur Elias, que me fez pensar sobre os perigos de uma postura excessivamente crítica.
    Gostei também da conversa com o Pablo que sacudiu e arejou algumas convicções minhas a respeito da largura da ciclofaixa da Loureiro da Silva, me mostrando um cenário mais amplo politicamente.

    Reafirmo que tais opiniões pessoais não expressam nenhum consenso de grupo e estão aqui apenas para servir de relato de um cidadão, ciclista e motorista, não filiado politicamente a nenhum partido ou corrente ou sindicato e que apenas tem interesse pessoal e coletivo na questão, e a fim de democratizar ainda mais as discussões. E iniciar uma discussão ampla e aberta sobre esta reunião.

    Desculpem, mas não existe relato isento. Como não tenho nada a perder politicamente posso ser sincero, ao contrário de alguns de nossos governantes.
    Posso estar totalmente errado aqui, mas são as minhas impressões.

    Peço desculpas, também, pela repetição de idéias no texto.

    Abraços.

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