A culpa é do ciclista.

É ruim começar o dia com mais uma má notícia. Mas na manhã de hoje, perto da Avenida Protásio Alves, uma pessoa ainda não identificada que andava de bicicleta foi morta em um possível acidente envolvendo um ônibus. Ainda não se sabe o nome da vítima ou como o fato ocorreu mas a imprensa parece já ter formado sua opinião. A manchete da Zero Hora a notícia afirma:

“Ciclista morre ao colidir contra ônibus”

Na mesma notícia o jornal depois diz que”as circunstâncias ainda estão sendo apuradas”, mas parece que a ZH já sabe quem foi o agente da tragédia. Se as circunstâncias estão sendo apuradas como eles podem fazer uma afirmação dessas? Foi a bicicleta que colidiu com o ônibus ou o ônibus que colidiu a bicicleta? Não cabe a ninguém além da perícia, testemunhas e dos envolvidos na tragédia, muito menos a um jornal que se diz “imparcial” dizer quem colidiu com quem.

Ficamos no aguardo de mais informações, enquanto provavelmente mais uma ghost bike é confeccionada.

E enquanto isso um estêncil bizarro foi encontrado na Cidade Baixa:

Mais uma vez, a responsabilidade recai sobre o ciclista. É ele que tem que sair do caminho dos carros, sair de um espaço que é seu direito utilizar, se quiser preservar a sua vida. Não são os condutores de automóveis que têm tomar cuidado e respeitar quem anda de bicicleta, como prevê o Código de Trânsito Brasileiro, mas o ciclista que tem que sair do seu caminho se não quiser morrer. Como a mulher que é estuprada e acusada pela sociedade de ter provocado pois estava com roupas que mostravam um pouco mais de pele, agora o ciclista também é culpado por pedir para morrer ao pedalar na rua junto aos automóveis, onde não apenas é seu direito pedalar, mas seu dever segundo o CTB.

No Brasil ainda é muito comum culpar a vítima pelo seu infortúnio. Mas a solução não é fugirmos das ameaças, deixando de fazer o que é nosso direito, mas sim acabar com as ameaças, para que as pessoas possam ser livres e não temer fazer o que tem vontade.

Alguém podia fazer uma bela resposta, e pintar por cima: “Preserve a vida, deixe seu carro em casa”.

Atualização.

Aparentemente a Zero Hora já mudou o título da matéria. Abaixo a primeira e a segunda manchete.

Primeira manchete.

A segunda manchete. Uma correção?

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56 respostas para A culpa é do ciclista.

  1. Eduardo Scandurra disse:

    Que lamentável: a morte muito mais do que tudo, a manchete tendenciosa e o estêncil, um grande equívoco: preservar a vida do ciclista e atentar contra a vida do pedestre.

  2. Rafael Zart disse:

    “Como a mulher que é estuprada e acusada pela sociedade de ter provocado pois estava com roupas que mostravam um pouco mais de pele, agora o ciclista também é culpado por pedir para morrer ao pedalar na rua junto aos automóveis”. BRILHANTE!

  3. Olavo Ludwig disse:

    PQP…PQP e PQP…é difícil não ficar irritado com toda essa merda!

  4. Ciclista não é motorista de carro que tem inimigos nas ruas, ciclista é vítima que tem de fugir do massacre, mas ele não atenta contra a vida de ninguém, quem atenta contra a vida do pedestre, são loucos que não necessariamente motoristas ou ciclistas. Hoje a pê, detrás do Beira Rio, na faixa de segurança eu e vários pedestres passamos muitos minutos, fazendo sinais ridículos sem sucesso, aguardando que alguém parasse, para cruzar na faixa. Tive que gritar, literalmente insultar e ter um comportamento agressivo, para que parasse a imensa fila de carros que passam sem parar no local e não respeitam a faixa de segurança. Olhei na cara de todos os que não pararam e que ficaram chateados frente aos meus palavrões, são poderosos senhores, bem comportados, que estudaram em colégios bons, que cursaram faculdades boas, que fizeram muitos deles pos-graduação e doutorados, muitos deles doutores e doutoras, mas que isto não serviu na vida deles para merda nenhuma. Estou cansado de falsidade ideológica. Vamos parar com a falsa idéia de que ciclista na calçada, ameaça pedestres, ele foge da morte. Saúde.

    • Faço suas palavras a minhas.

    • Eduardo Scandurra disse:

      Falsa ideia de que ciclista ameaça pedestre? Tenha você como eu tenho uma tia que foi atropelada por ciclista na calçada, teve três fraturas na perna, das quais nunca conseguiu se curar por ser idosa. Do ciclista, nem temos notícia. Perguntou se ela tava bem depois que ela foi levantada, viu que ela não morreu e se mandou. Toda a família vive momentos difíceis por conta disso, ela tinha 72 anos, vivia sozinha, cozinhava, fazia muitas coisas e agora vive numa cadeira de roda, dependendo de outras pessoas,que por sua vez precisariam estar trabalhando. Não somos pessoas ricas, e tivemos nossa vida transformada por um ciclista na calçada. Então hipocrisia é achar que a vida de uns vale mais do que a vida de outros. Lutemos para sermos respeitados nas vias, mas não vamos transferir nossa luta para nos tornarmos nós os errados.

      • Olavo Ludwig disse:

        Eduardo, este teu caso é triste e muito sério, o ciclista foi muito irresponsável, e justamente o que as pessoas neste blog defendem é a responsabilidade total do ciclista quando na calçada. Eu também tive uma tia idosa atropelada por ciclista, sorte ela não teve problemas mais sérios, já não posso dizer o mesmo sobre meu pai que foi atropelado por um caminhão aos 39 anos de idade, morreu, eu tinha apenas 7 anos. Casos de atropelamento por ciclistas podem ser graves sim, mas são raríssimos os casos graves, já atropelamento por automotores são quase todos fatais.

      • Acidentes acontecem, então vamos aos fatos. Meu pai costumava andar de bicicleta e de forma extremamente experiente, porque desde os 15 anos usou a bicicleta ou como ferramenta de trabalho ou como veiculo. Aos 15 foi mensageiro da “Western Union” em Uruguay. Foi aos 65 anos andando de bici, numa bela tarde, atropelado por um jovem que “não o viu” na rua em pleno dia domingo, evidentemente embriagado. Conheço o moço e nada foi feito contra ele a policia enquadrou e a justiça mandou pagar cestas; meu pai não teve mais condições de andar de bici e definhou de vez com um câncer morrendo aos 70 anos. Meu neto de 8 anos foi atropelado (levemente ) por um jovem de carro numa entrada de garagem, sob a argumentação que “não o viu” e que em todo caso o menino de oito anos, tinha que ter olhado se não vinha carro. Meu caro insisto e repito o caso da tua avô é lamentável, porque os criminosos estão na rua, mas cuidadosamente, como todos os seres normais do mundo fazemos, podemos sim andar na calçada. Como dicem os japoneses, tens que andar “rapidamente devagar” isto quer dizer devagar mas com os cuidados de andar rápido ou seja muito cuidado. Olavo que historia esta do teu pai, imagino como te sentes frente ao trânsito. Abraços fraternos e saúde.

      • Eduardo Scandurra disse:

        Amigos, eu não tenho – nem ninguém, imagino – dúvida sobre a letalidade muito maior de um automóvel. Mas não vejo sentido em estimular os ciclistas a investirem contra o mais frágil sujeito que existe que é o pedestre na calçada. Quando está na calçada a pessoa está mais tranquila e menos atenta, afinal está na calçada. E é justamente aí que existe o perigo. Minha tia não morreu, mas toda a família vive até hoje as consequências do ciclista, concordo um irresponsável. mas se estimulamos os ciclistas a andarem na calçada, os irresponsáveis que fazem parte da categoria ciclistas vão andar de consciencia tranquila na calçada. E isso tem ainda outra consequência, horrível por sinal. Aliás duas. Uma é a indisposição das pessoas contra as bicicletas (que está em franco processo, caso vcs não tenham percebido) e a outra, consequência dessa, é a pressão por leis contra ciclistas, multas contra ciclistas, e tudo o mais que irão inventar. E aí, eu e vocês que somos responsáveis, vamos pagar essa conta todos juntos. Então acho estas campanhas por ciclista na calçada desumanas e irracionais (pois farão muitos se voltarem contra nós).

      • heltonbiker disse:

        Eduardo, felizmente os casos de ciclistas irresponsáveis sobre calçadas estão diminuindo, e acredito que graças ao debate e ao diálogo. Sei de casos de pula-pulas que andaram se conscientizando e hoje em dia pedem aos seus amigos pula-pula que deixem as loucuras para a trilha ou para a pista, não para as calçadas. Esperemos que não seja necessário juntar mais gente do chão por ser atingida por ciclista loucão. Mas que os há, os há.

      • Aldo M. disse:

        Eduardo, lamento muitíssimo o atropelamento da tua tia por um ciclista na calçada. Acho que aqui ninguém está defendendo isto, mas criticando. A regra é o ciclista circular na rua e ser respeitado pelos motoristas. Eu sou contra inclusive a transitar nas calçadas pintadas de vermelho que o nosso órgão de trânsito chama irresponsavelmente de “ciclovias”.

    • Pedro Pereira disse:

      Falsa idéia de que ciclista na calçada ameaça pedestres? Cara sou totalmente a favor da bicicleta, mas não na calçada! Lugar de bicicleta é na rua! Um erro não justifica outro. Vamos buscar o respeito às bicicletas no lugar delas, e respeitar os pedestres no lugar deles! Se tu andares na minha calçada, eu vou te pedir que pares. Se tu machucares alguem da minha familia… te garanto que o Diabo vai ficar feliz!

  5. Paulo Renato disse:

    O fato da bicicleta estar junto à faixa de segurança já leva suspeita ao ônibus, pois é ponto que os motoristas devem trafegar devagar e com atenção redobrada.

    • Léo Ramos disse:

      Bom lembrar que atravessando, mesmo na faixa, ele não deveria estar pedalando, e sim empurrando a bicicleta. Tenho visto esse erro entre os ciclistas todo santo dia.

  6. Willian Cruz disse:

    Dá para perceber pelas rodas e pelo bagageiro da bicicleta que o ônibus passou por cima dela (e provavelmente da pessoa também). Esses ciclistas suicidas adoram colidir com as rodas dos ônibus!

    Veja o que escrevi sobre o assunto, alguns anos atrás:

    http://vadebike.org/2009/06/esses-perigosos-ciclistas-e-suas-maquinas-mortiferas/

  7. Está evidente que o ônibus acertou o ciclista pelo lado. Como se o ciclista estivesse atravessando a via. Por favor, nos mantenha atualizados conforme souber de novidades na investigação.
    Obrigado.

    • Léo Ramos disse:

      Atravessando incorretamente, pedalando, ao invés de empurrando. A não ser que o ônibus tenha furado o sinal (o que não duvido), me desculpa, mas parar um ônibus não é obra pra 2 metros; parar um trambolho daquele exige tempo. Imprudente – e culpado – o ciclista, em caso de sinal aberto e pedalando. Lamento a morte, mas culpar o motorista do ônibus sem apurar os fatos também é injusto.

      • marcelo disse:

        Tanto faz se ele estava empurrando ou pedalando…

      • Léo Ramos disse:

        Não sou eu que discorda com o ‘tanto faz se ele estava pedalando ou empurrando'; é a lei. Esquecem que a prioridade não é sempre do ciclista. Se ele atravessou a via pedalando, ele estava errado e ponto final, e é a lei que as pessoas gostam de citar que diz isso. Se o motorista do ônibus furou o sinal (o que não seria nada anormal, já que motorista maluco tem de sobra por aí), aí é outro departamento, óbvio. Não culpo nem ciclista nem motorista, até dizerem se o sinal estava aberto ou fechado, e ele estava empurrando ou pedalando.
        Pelo que vi do acidente, impossível opinar. Pode ser tanto um motorista idiota, quanto um ciclista incauto. Vá saber…
        Não “tanto faz”. Ser incauto também é precursão de culpa, mesmo que de suicídio. Ciclista morre, e a culpa é sempre do motorista, é impressionante. Fanatismo tem limite. Vá tentar parar uma jamanta de sei lá quantas toneladas só porquê alguém se jogou na faixa.
        Faixa de pedestres não é campo de força.

      • Olavo Ludwig disse:

        Léo Ramos, não é uma questão de fanatismo, eu te pergunto: Não achas bastante injusto pena de morte por ser incauto?
        Em praticamente todos os atropelamentos fatais os motoristas estão em velocidade acima da velocidade apropriada, mesmo que esteja dentro do limite legal, as velocidades não são apropriadas para zonas urbanas densas como Porto Alegre. Uma pequena diferença na velocidade determina se o motorista consegue ou não parar se alguém se “atira” na frente dele.
        ESTA É A GRANDE QUESTÃO SEMPRE!

      • Léo Ramos disse:

        Aí é que entra o bom senso. É claro que no impacto de uma bike com um carro, o condutor da bike vai levar a pior.
        Ontem, numa marginal da beira-mar, aqui em Floripa, um motorista na pista da esquerda, bem abaixo do limite de velocidade, parou no sinal verde pra um pedestre atravessar. Eu vinha pela pista da direita, e na minha frente estava uma D20, sabe-se lá de que idade, com um pouco mais de velocidade que o cara da esquerda. O pedestre, incauto, atravessou sorrindo como se não houvesse amanhã.
        Resultado: o cara de D20, pra não matar o infeliz, subiu na calçada. Ou seja, se tivesse alguém na calçada, babau. Ele ia ter, no máximo, que escolher quem matar. E mesmo não tendo um pingo de culpa no caso (uma D20 precisa de lá uns 30 metros PELO MENOS pra parar, estando a 60km/h), ele ia ser condenado antes de qualquer análise. E a culpa é de quem, aí? O cidadão está com tanta pressa num domingo à tarde que não pode esperar o sinal fechar? O fato d’ele estar a pé faz dele uma pessoa mais correta, moralmente superior ao motorista? Não, só faz dele um folgado, e a responsabilidade pela cagada que levou ele pra morte foi toda dele. Carro não tem âncora.
        Motoristas devem respeitar a sinalização e as leis de transito; o mesmo para pedestres e ciclistas, afinal, a responsabilidade pela segurança é de todos, mas começa com cada um cuidando, no mínimo, da sua.
        Se as velocidades não são adequadas, talvez estejas certo (conheço pouquíssimo PoA pra falar disso), mas porque então o condutor da bicicleta não redobra o cuidado nesse caso? Vai contar com a sorte e querer virar mártir? Quando todos cuidarem no mínimo de si, haverá com toda certeza menos acidentes. Encher o peito de orgulho e dizer “eu sou ciclista, ele tem que me dar 1,5m de distancia”, sendo que a pista tem 2,8m de largura, não é ser incauto, é arriscar a própria vida de graça.
        De novo: eu lamento pela morte do ciclista; só não concordo com cada ciclista atropelado ser motivo pra crucificar um motorista. Nem sempre o motorista vai ter tempo ou habilidade pra se desfazer de alguma bobagem que o ciclista possa cometer.

      • Olavo Ludwig disse:

        Pois é Leo, ai é que está, o que é bom senso? No exemplo que deste, será que é correto nas cidades cheias de gente, a maioria delas fora dos carros, ser permitido andar em velocidades que o motorista tenha dificuldade de parar caso alguém se atravesse na frente dele? Me desculpa, mas só é correto para alguém que ache correto toda esta cultura carrocêntrica.
        O Sujeito da D20 até poderia estar dentro da lei, abaixo do limite, se ele atropelasse e matasse alguém, uma vida é perdida, a culpa ou não do motorista vai determinar a punição ou não do motorista, a punição do pedestre ou ciclista já foi a morte e essa não tem volta.
        Seria bom senso sim andar com velocidades que se pudesse parar facilmente caso um pedestre ou ciclista fizesse algo errado, simplesmente pelo fato de que a coisa mais importante é a vida.
        A questão não é virar mártir ou se encher de razão, a questão é que é muito injusto pena de morte para uma distração ou alguma imprudência por parte de pedestres e ciclistas. Além disso é preciso sim levar em consideração que motorista faz curso e ganha habilitação para dirigir.
        Eu sou um defensor do ciclismo veicular, é óbvio que ciclistas devem zelar por sua segurança, afinal são os maiores interessados, mas isso não resolve o problema principal que é a violência cada vez maior do trânsito, principalmente devido aos absurdos limites de velocidades permitidos e a facilidade que é conseguir uma habilitação de motorista.

      • sergiok disse:

        “Se as velocidades não são adequadas, talvez estejas certo (conheço pouquíssimo PoA pra falar disso), mas porque então o condutor da bicicleta não redobra o cuidado nesse caso?”

        Taí a falácia da loaded question. http://yourlogicalfallacyis.com/loaded-question
        É óbvio que os condutores de bicicleta em geral redobram o cuidado em vias de velocidade mais alta. Isso se chama instinto de sobrevivência.

      • Aldo M. disse:

        É isso aí, Léo! Esses ciclistas fanáticos aqui do blog tão querendo transformar o Brasil na Bélgica! E olha só se tem cabimento o Código de Rua Belga:
        1 o condutor de um veículo automóvel não pode pôr em perigo os utentes mais vulneráveis;
        2 os condutores devem ajustar a sua velocidade à presença de outros utilizadores, em particular os mais vulneráveis;
        3 os condutores devem redobrar a prudência em presença de crianças, pessoas idosas ou pessoas com mobilidade condicionada”;
        4 o condutor de um veículo automóvel ou de um motociclo não pode pôr em perigo um ciclista.
        Fonte: “Código da Rua” Belga (2004)

      • Léo Ramos disse:

        A questão não é ser fanático ou não, Aldo! Longe de mim (até porquê eu também ando de bicicleta); mas caramba, ali tem uma ciclovia! A pressa era TANTA que ele não podia esperar o sinal abrir pra ele e fechar pro motorista? Se o cara quer morrer, tem uma ponte ali perto; que se jogue de lá, e não na frente de um carro a 60km/h (limite do local). Ele vai arriscar a própria vida em função disso?. A área tem 2 pistas, altamente sinalizada, com semáforos, ciclovia e até rarar tinha há uns meses. Querem reduzir uma marginal de via rápida pra 40 km/h por que o cidadão não pode esperar o sinal fechar? Não dá pra concordar com isso, simplesmente porquê não há lógica nisso.
        Eu sou um BAITA fã de bike. Pro trabalho, não tem como eu vir (não tem como passar a ponte por falta de segurança) e vão-se lá 16 km de casa até o trabalho (mais da metade é ladeira da grossa); mas o resto eu faço bem feliz de bicicleta.
        O condutor do veículo maior deve sim cuidar de si e da segurança dos mais frágeis que ele, eu concordo plenamente. Mas se o cidadão decide pôr a vida dele em risco, não dá pra todo e qualquer motorista prever. Motoristas são treinados e habilitados pra poderem lidar com essas situações; se a ideia é usar a bicicleta como condução (e eu apóio), talvez seja legal fazer o mesmo com as bicicletas. E fiscalizá-las, também, assim como seus condutores.
        Não vou julgar o caso, mas vamos usar como exemplo só porquê todo mundo já conhece: se o cidadão lá que o filho do Eike atropelou estivesse mesmo bêbado, a culpa era de quem? Ele atravessou uma via rápida (onde há faixa de pedestre e sinalização), bêbado (tudo isso é supostamente, mas enfim, estou usando apenas a descrição do caso); de quem é a culpa? Do motorista, que não conseguiu se livrar do problema? Que tipo de inversão de valores é essa que faz do causador do acidente a vítima? É por quê ele morreu, e aí virou santo? Ou só por quê estava de bicicleta, e o cara de carro?
        Isso é a cara do Brasil, onde se premia o fato do cidadão ser o coitadinho.
        Eu quero e muito que o ciclismo como transporte dê certo, mas se as pessoas que vendem melhor a ideia (vocês fazem isso melhor que eu, que ando de bicicleta só pra pequenos trechos) continuarem tratando cada ciclista como um santo, e cada motorista como um assassino, só teremos tratamento injusto e antipatia de ambas as partes.
        O carro não é centro, a bicicleta não é centro; mobilidade é centro. Equilibrar é necessário; se cada um puxar só pro seu lado, sem parar pra pensar, só vamos ter bate-boca sem pé nem cabeça, e ninguém vai chegar numa solução que preste.
        Abraço!

      • Olavo Ludwig disse:

        Léo, respira fundo tenta te livrar de preconceitos e leia os argumentos todos novamente, pois tu ainda não entendeste do que se está falando aqui.

      • Léo Ramos disse:

        Olavo, eu estou longe de estar nervoso, e respirar fundo não se faz necessário, portanto. O fato de discordar do argumento de que todo ciclista é um santo e todo motorista, um assassino, não me faz um ignorante. Eu entendi o que está sendo discutido.
        Preconceito eu não tenho, até porquê eu também sou ciclista (talvez tenha faltado a você a leitura que me cobras), o que não tenho são olhos vendados pra situação que está aí na cara de todo mundo, e não vê quem não quer: ciclista também faz bobagem no transito, e paga o pato por elas. Quando o motorista erra, o ciclista TAMBÉM paga o pato, e é aí que mora a diferença que pesa: ele precisa se cuidar mais que o motorista, pelo bem dele. Se arriscar demais, confiando na direção defensiva no motorista (que poucos praticam, infelizmente) não é uma opção e nem deve ser. Direção defensiva é uma obrigação TAMBÉM do ciclista; se não pela lei, que seja pelo bem-estar dele, que vai ser com certeza o maior beneficiado.
        E por favor: o argumento “o carro é maior, a culpa é do motorista” é raso como uma piscina de bebê; o que realmente está lascando com a luta de todos por um trânsito mais humano e coletivamente pensado é a falta de um discurso coerente. Se a ideia é tirar o centro do carro pra pôr na bike, a ideia já começou MUITO errada, e o preconceito está justamente de onde vêm as acusações do mesmo.

      • Olavo Ludwig disse:

        Léo, eu repito sem querer te ofender de forma alguma, leia novamente os argumentos. Em nenhum momento se falou que todo ciclista é santo e todo motorista é assassino, nem que és ignorante.
        Também ser ciclista não isenta as pessoas de serem preconceituosas ou estarem profundamente condicionadas na cultura carrocêntrica.

        É claro que ciclista e pedestre fazem bobagens, mas não pagam com patos, pagam com a própria vida, a questão eu repito:
        É justo por uma bobagem pagar com a vida?
        Repito á resposta também: Só acha justo quem esta muito inserido na cultura carrocêntrica, e não entende que o bem maior que temos é a vida.

        Novamente tento explicar: Dirigir um automotor é algo muito perigoso uma pequena velocidade, no ponto de vista do condutor, tem um enorme poder de destruição e é esta consciência que falta, esse poder de destruição não deveria existir em ruas de uma cidade, onde a maioria das pessoas estão fora dos automotores.

        Apelo para o teu bom senso, pense e responda sinceramente tu achas realmente justo que pessoas (pedestres e ciclistas, idosos e crianças ou alguém distraído ou até arrogante) merece morrer no trânsito de uma cidade? Será a pena de morte justa para estes casos?

      • Léo Ramos disse:

        Nem de longe, Olavo! Não é justo ninguém morrer por isso! Eu só bato na tecla de que a direção defensiva ou a segurança do pedestre é também papel do mais frágil. Exceto nas rodovias, em centros urbanos a velocidade limite e a fiscalização só tem diminuído (falando de Floripa, que é onde eu vivo). A grande maioria tem limite de 40 km/h. Vamos piorar o já atravancado trânsito pelo descuido alheio? Não é justo morrer, assim como não é justo condenar o motorista que não conseguiu desviar ou parar antes de atropelar o pedestre que se atirou na faixa sem o mínimo de cuidado. É deste fato que eu sempre comento, porquê o que me incomoda é fato de tratar o menor envolvido no caso como coitadinho. Vítima, ele sempre é; mas em muitos casos, vítimas do próprio descuido.
        O Brasil não tem falta de leis pra isso. Na verdade, tem até excesso. Mas façamos assim: vamos começar a multar todo cidadão que atropela fora da faixa. Há uns dias atrás conversei com a mãe de um menino, que atravessava com ele pela mão, há uns 15 ou 20 metros da faixa. “O dia que ele morrer atropelado, não chore; a culpa é sua.”. A criatura quase teve um ataque. Criamos uma legião de folgados e coitadinhos. O trânsito tem que deixar de ser carrocêntrico, eu concordo contigo; mas esse é um ambiente compartilhado, e se há limites para todos (de velocidade, inclusive), não há motivo pra cercear direitos de uns pela burrice ou desatenção de outros. Há falta de ciclovias? Há, eu sei disso. Até resolvermos isso, todos precisamos lidar com nossos limites. Tirar de um pra dar a outro cheira mal, muito mal.
        Eu, ciclista, penso como motorista. Presto atenção no trânsito como gostaria que os motoristas prestassem em mim, e isso já basta e sempre bastou. A única vez que me machuquei foi culpa minha; o sinal fechou, os carros pararam e eu não. Atropelei um malabarista de sinal. Deve ter sido por isso que eu aprendi a lição.
        Tem sinal? Espera. Tem faixa? Desce da bike e empurra. O código manda isso, então não tem motivo pra eu fazer diferente. Se eu fizer diferente e morrer, a força foi do carro, mas a culpa foi minha, por ser folgado e burro. A bem da verdade e sem meias palavras, eu bem que mereci.
        Não me ofendo, Olavo, não se preocupe. Acho justíssima a preocupação com a segurança do ciclista, mas ela não pode ser completamente delegada a terceiros, ou querer tirar deste último o direito dele por descuido do primeiro.
        Abraço!

      • Olavo Ludwig disse:

        Quando falas: “Se eu fizer diferente e morrer, a força foi do carro, mas a culpa foi minha, por ser folgado e burro. A bem da verdade e sem meias palavras, eu bem que mereci.”
        Mostra claramente o pensamento carrocêntrico em que o direito de andar numa velocidade incompatível com as ruas da cidade vale mais que uma vida. Repito incompatível não por ser ilegal, mas por ser destrutiva demais.

        Demonstra claramente também o teu pensamento carrocêntrico quando falas: Exceto nas rodovias, em centros urbanos a velocidade limite e a fiscalização só tem diminuído (falando de Floripa, que é onde eu vivo). A grande maioria tem limite de 40 km/h. Vamos piorar o já atravancado trânsito pelo descuido alheio? ”
        Além de demonstrar desconhecimento de como funciona o trânsito, o que determinada um trânsito atravancado não é a velocidade limite e sim a velocidade média das ruas, e o que determina a velocidade média das ruas é a quantidade de carros para o espaço disponível, já está provado inclusive que aumentar a velocidade limite aumenta os congestionamentos.

        E para mudar esse pensamento carrocêntrico em vigor só entendendo que independente de qualquer coisa a vida é o nosso bem maior, caso contrário fica muito difícil entender a discussão a respeito da mobilidade e qualidade de vida nas cidades. Esta não é só minha ou apenas uma opinião são conclusões de todos os estudiosos do assunto.

      • Olavo Ludwig disse:

        Mais uma pergunta para pensarmos, baseada na tua afirmação: ” Acho justíssima a preocupação com a segurança do ciclista, mas ela não pode ser completamente delegada a terceiros, ou querer tirar deste último o direito dele por descuido do primeiro.”

        Desde quando alguém tem direito de matar uma pessoa que se descuida?
        Eu sei que tu responderás não é o direito de matar é o direito de andar com uma certa velocidade em um carro.
        Acontece que o tal direito de andar nessa velocidade tem como consequência a morte de muita gente, não importa de quem é a culpa, pois o que causa a morte é a velocidade do carro e não o descuido.
        A causa da morte é a velocidade de impacto do carro, só pensa que a causa da morte é o descuido quem tem pensamento carrocêntrico.
        O ser humano por sua natureza é falho ele se descuida muito durante a sua vida, e é exatamente por isso que uma cidade que tenha como valor a vida em primeiro lugar, deve evitar as condições para que um descuido seja punido com a morte. “A bem da verdade e sem meias palavras” ninguém merece morrer por descuido ou “burrice”.

      • Olavo Ludwig disse:

        Léo, leia novamente tudo que escreveste e pensa bem. O que tu afirma é que o direito de um motorista de andar a uma certa velocidade é mais importante que o direito de um descuidado ou “burro” de viver. Pensa bem meu amigo!

      • marcelo disse:

        Olavo tem razão quanto a velocidades maiores é igual médias menores. Tem simuladores computacionais em que se colocam as ruas reais de uma cidade. E pode-se testar varias hipoteses, com numero de faixas e velocidades maximas diferentes. Tb pode-se colocar vários perfis de motoristas, tipos de veiculos, pedestres, enfim todos os “reais” pode ser simulados dentro de regras pre-definidas. E a conclusão destas simulações é que em trânsito urbano quanto mais faixas e maior a velocidade máxima permitida = menor a média geral = mais acidentes = mais atropelamentos. Portanto as cidades que estão sendo re-modeladas com base neste conceitos estão conseguindo melhorar o transito geral. Diminuir acidentes e mortes. É obvio hululante que essas cidades (europeias) já tem disponível em geral sistemas de transporte coletivo competitivo com o transporte individual por automóvel. E que se colocar uma cidade brasileira num simulador destes é capaz que “trave” o simulador com aquelas menssages “operação ilegal”! De qualquer forma o texto é só para dizer que o Olavo está certo e que o Léo Ramos não entende.

      • Aldo M. disse:

        Léo, reduzir a velocidade não atravanca o trânsito. Na verdade, o fluxo (carros por minuto) independe da velocidade e é de no máximo 30 carros por minuto por faixa de trãnsito, Sabe porquê? Pensa antes de responder.
        Nos países mais desenvolvidos, a tendência é limitar a velocidade na zona urbana em 30 km/h, mesmo em grandes avenidas. O motivo é que reduz drasticamente os acidentes e as fatalidades sem afetar significativamente os tempos de deslocamento.
        Em Melbourne, um dos argumentos para reduzir a velocidade dos carros é que os pedestres são distraídos!
        E agora, Léo? Será que, além dos Belgas com seu Código de Rua e até os Australianos, que “penalizam” os motoristas porque os pedestres são descuidados, são todos malucos?

      • Leandro Leite disse:

        Tem menos 1 vida. Mais a do infeliz motorista que vai levar pro resto da sua vida essa marca.

        Mas sempre é bom lembrar que tem que atravessar a rua como pedestre (empurrando a bicicleta). Se atravessar pedalando não dá tempo pros motoristas verem (é bem mais rápido que pedestre) – mesmo em cima de faixa de segurança.

        Isso nós já sabemos. O problema que a grande maioria de quem pedala não sabe. Acham que andar na calçada ou na contramão é mais seguro. Até mesmo a EPTC não faz a mínima ideia (pelos projetos de ciclovia na calçada). Muito menos o proprio presidente da EPTC e o nosso ilustre prefeito que andaram na contramão na ciclofaixa da Icarai (o Cappelari até quase cometendo suicidio furando o sinal na contramão).

        Outra questão clara que tem que se mudada a visão dos motoristas dos onibus. Pq não tem cabimento andar com velocidade excessiva num local que tem faixa de segurança. Já foi pior. Mais outra luta nossa.

        Sempre é bom frisar (é a mesma frase que o Regulo da EPTC cansa de falar) que mesmo que o individuo cometa alguma infração (como andar na via quando tem ciclovia no lado), isso não inviabiliza os outros 2 artigos do CTB: diminuir a velocidade e manter 1,5m. Juridicamente falando, é culpa concorrente. A menos que o motorista não consiga ver o ciclista ou pedestre (caso haja nevoeiro por exemplo). Sempre lembrando que é a vítima que tem que provar, defunto não reclama (só a familia).

        Quando o ciclista está corretamente andando na via, e ocorre acidente, é facil fazer prova. O motorista não pode alegar que não viu (distraido, ou pq tem problema de visão ou numa velocidade incompativel). Viu e não reduziu, não manteve 1,5m de distância. Pq é dificil falar que o ciclista fez um giro de mais de 1,5m.

        A questão do peso do onibus, não faz sentido. O profissional tem que conduzir numa velocidade que consiga parar a “jamanta de toneladas”. O mesmo principio para os carros. Na avenida teresopolis a velocidade é de 60km/h, e tem uma faixa de seguranca atravessando a avenida sem sinaleira. Se der acidente com pedestre em cima da faixa, não adianta falar que a 60km/h não conseguiria parar. Tem que parar. Tem que estar numa velocidade compativel.

        Eu ando muito no centro a pe, e até hoje numa vi um pedestre suicida se jogando em cima dos carros na faixa de seguranca. O que ocorre geralmente é o pedestre ficar parado em cima da faixa pra ver qual carro para.

        Em Porto Alegre somente existe a Castelo Branco de via rápida. Lá não se pode andar de bicicleta e não tem muito fluxo de pedestres. Ao contrário de Floripa, aqui não tem muitas vias que se possa correr sem colocar em risco a vida de pedestres (Floripa tem muitas estradas). Geralmente a velocidade media é baixo dos carros (eu percorro 10km de bike e chego quase ao mesmo tempo de quem vem de carro – de onibus não tem graca competir pq ganho sempre).

        O ciclista andando na faixa, aquela faixa de transito não tem como passar outro carro. Achar que o carro possar passar fininho, é colocar a vida do outro em perigo. Sinto muito pena de quem acha que dá pra tirar fininho, pq nessa vida tudo volta. Apesar de saber a maioria das pessoas que tiram fininho nem sabem do perigo que está comentendo.

  8. andre gomide disse:

    infelizmente mais um colega.

  9. silvia Ballan disse:

    “Ciclista morre ao colidir contra ônibus”!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    (faça me o favor né! Essa manchete está “zombando” o ciclista, que, infelizmente, não pode replicar)
    Que triste esta noticia!

  10. Quem sabe ele era um ciclista suicida né! Porque andar de bicicleta é muito ruim né, faz mal pra saúde,estressante, fico preso no trânsito, me torno um sedentário numa bicicleta, dai eles se matam.
    VERGONHA NACIONAL Até quando senhores autoridades? Quantos terão que morrer mais? Em plena época de eleições, teremos que ver quem realmente vai estar engajado nesta causa, porque esta mais de que hora de mudanças,
    Tem que dar cadeia, alguém tem que responder, tem que aparecer quem e o verdadeiro culpado em mais este acidente. Em que mais uma vida se vai é só vira mais uma estatística.
    VERGONHA NACIONAL

  11. Dodô dos pedais! disse:

    Mano sou de SP e teve uma leva de homicidios de ciclistas aq tbm, infelizmente está virando + do mesmo sempre, parece uma eterna conformação!!Mas NÂO, não vou me conformar não, não vou deixar minha bike em casa por causa destes acontecimentos, -“NÃO HÁ VIOLÊNCIA Q VÁ FAZER EU PARAR DE PEDALAR!” Sou carne de pescoço, um dos problemas q um amigo comentou em outro post no FB foi: No Brasil não existe mal-motorista, mal-motociclista, mal-caminhoneiro, mal-taxista, mal-pedreste, mal-ciclista, o que existe é maus cidadãos em todas as instancias, brasileiro não tem o minimo senso de cidadania, é egoísta por natureza, nao to generalizado hein???

  12. andre gomide disse:

    -30.032767, -51.106314; são as coordenadas para o local do “acidente”.
    Alguém poderia marcar no google maps com o nome da pessoas informando o motivo da marcação, só não faço pois aqui no trabalho é bloqueado.
    Exemplo: Nome , ciclista morto nesta rua , data, etc.

  13. Siri disse:

    Não podemos cair no mesmo erro da Zero Hora de apontar culpados, apesar de existir grandes propabilidades de ser o motorista do ônibus. Geralmente motoristas de ônibus, caminhões, lotações, vans e furgões parecem ter uma missão: Utilizar seus veículos como ferramentas para dissuadir os ciclistas da utilização das ruas. Então, como ciclistas, não devemos desistir da utilização dos espaços a que temos direito, no entanto, enquanto nosso trânsito apresentar esses níveis de violência, atenção e prudência quando próximos de veículos grandes, para termos a chance de desfrutar da cidade melhor que estamos buscando.
    Dirijo e pedalo desde sempre. Nunca me envolvi em acidente dirijindo, direção defensiva e respeito. Também não costumo ter problemas na rua quando de bike, utilizo os espaços de direito, mas com conduta, reações e traçado previsíveis. Mas quando ocorre uma “fina”, costuma ser algum ônibus ou lotação.
    Sofri dois acidentes de bike, não recentes, por minha culpa ou imprudência. Mas se não fosse culpado não doeria menos. Meu recado é: Vamos ocupar as ruas, mas com prudência.

    • marcelo disse:

      Discordo sobre a missão dos motoristas. São muito poucos os que realmente tocam em cima. Mas veja a situação. Onibus te ultrapassa. Para num ponto logo a seguir. Vc como ciclista ultrapassa o onibus parado. E logo em seguida o onibus tem que te ultrapassar novamente.
      Atualmente procuro fazer fazer o seguinte: depois que o onibus me ultrapassa eu paro atrás dele. Com visão para o espelho retrovizor do motorista. Ele consegue me ver parado, respeitando o coletivo.
      Eu como ciclista tenho a prerrogativa da preferência no trânsito, mas como cidadão eu posso ceder essa preferência. E isso é “percebido” tanto pelos motoristas profissionais como por todos a sua volta. E por consequência o respeito aumenta em todos sentidos. E para tudo isso levei 2-5min a mais na minha jornada.
      Esse tipo de atitude do ciclista vale para todos motoristas? Obvio que não. Tem uns que não poderiam ter licença para conduzir coletivos. Mas isso é tema para outra discussão.

    • Léo Ramos disse:

      Perfeito! Simplesmente PERFEITO.

  14. Ricardo disse:

    Como comentei no outro post, a grande maioria dos acidentes fatais tem sido com ônibus. Sério, não tem como locomover um trambolho daqueles, repleto de pontos cegos, com segurança. Sou defensor e usuário do transporte público, mas por mim tinha que colocar tudo em trilhos (bondes, metros, o que seja). Lamentável que não se discuta isso nos meios de comunicação.

    • Marcelo disse:

      O problema é que nenhum, NENHUM motorista de ônibus respeita as leis de trânsito. O corredor de ônibus da Osvaldo Aranha, por exemplo, ali a velocidade máxima é 40km/h, mas os motoristas dirigem como se isto fosse a mínima. Só um exemplo, pois a cidade está cheia deles.

      • Marcelo disse:

        Todo motorista de ônibus é um homicida em potencial a partir do momento que não respeita as leis de trânsito. ônibus é algo perigosíssimo para pedestres e ciclistas e deveria ser conduzido com extrema cautela e respeito pelas leis.

      • Aldo M. disse:

        Se a cidade está cheia deles, e concordo que está, não é por acaso. Penso que imbecis empresários de ônibus devem achar simploriamente que correr mais aumenta seus lucros. Fica claro também que a EPTC não está agindo de acordo numa situação que é prioritária, como demonstram as suas próprias estatísticas de atropelamentos por ônibus – um massacre produzido pelo transporte público. Acho que o Ministério Público poderia encontrar facilmente claros indícios de prevaricação neste caso se fosse investigar.

  15. disse:

    Eu mandei e-mail pra zero hora logo que eles publicaram a matéria, dizendo que era pura má fé e desconsideração da realidade aquela manchete. Em seguida modificaram um pouco, creio que mais gente fez o mesmo. Tem um envelopinho pequeno no canto direito inferior no fim de cada matéria escrito “corrigir matéria”. Foi por ali que me manifestei, talvez seja bom inundar a caixa deles por ali pra ver se eles começam a pensar melhor nas bobagens que publicam.

  16. Luis Camacho disse:

    Tudo isso q acontece é culpa do governo , q é um vergonha , se tivesse uma ciclovia ligando varias regioes de são paulo , seria otimo , mas se preocupam com outras coisas.
    Pensa , como q um turista em 2014 anda numa cidade , ou num pais como esse , um lugar , legal pra andar de bike , mas nao tem um pouco de investimento , esse pais nao ta preparado pra nada .
    ESSE MUNDO ,ESSE PAIS , ESSA CIDADE , ESSA POLITICA ,SAO TODOS UMA GRANDE VERGONHA!!!

    • Marcelo disse:

      É muito fácil colocar toda a culpa no governo. O governo tem sua parcela de culpa, sem dúvida. Mas se houvesse educação, cordialidade e respeito entre os motoristas nem precisaríamos de ciclovias.

  17. Aldo M. disse:

    O fato é: “Motorista de ônibus atropela ciclista”. Ainda é cedo para apontar culpados do atropelamento. O único crime provado até agora é o da infame grande mídia do Estado, por deliberadamente falsear a verdade, sabe-se lá por que interesses, mas provavelmente econômicos.

  18. Olavo Ludwig disse:

    Ontem a noite fomos ao local da fatalidade para colocar uma bicicleta branca, ao chegarmos lá ficamos perplexos ao ver que a faixa de segurança que o ciclista foi atropelado é uma faixa de segurança na entrada de uma rua sem saída, os ônibus entram ali para aguardarem o momento de sair, pois fica ao lado do terminal.
    Ou seja, o ônibus ou estava entrando na rua para logo parar ou estava parado e arrancou para sair da rua, mas provável que vinha entrando, pois no tempo que estivemos ali pelo menos uns 3 ônibus fizeram a conversão e podemos observar a forma como isso é feito, eles simplesmente dobram tocando por cima mesmo.
    Havia um grupo de ciclistas que estava sobre a faixa ainda atravessando e o primeiro ônibus entrou como se não houvesse ninguém passando bem próximo de alguns
    Não sou o perito do caso, mas pelas condições do local e pelo comportamento que vi dos motoristas dos ônibus ontem a noite, foi um atropelamento totalmente evitável, sem sentido nenhum, esse motorista deveria ir para cadeia imediatamente para servir de exemplo aqueles outros malucos que continuam entrando naquela rua como se fossem donos do mundo.

  19. Eu sou ciclista nos momentos de lazer mas dirijo meu carro ou moto no dia a dia do ”pega”, e só pra resumir isso tudo vou dizer o seguinte: a culpa não é do ciclista e nem do motorista, mas sim da falta de bom senso das pessoas que se sentem poderosas dentro de um carro ou velozes em cima de uma moto. Eu na qualidade de cidadão já me vi agredido várias vezes por motoristas infratores enquanto eu pedalava, senti uma revolta e uma imensa vontade de meter porrada nesses idiotas e esfregar a minha CNH AB na cara deles. A única coisa que posso desejar para esses imbecis, do fundo do meu coração, é que eles batam em alguma coisa maior e fiquem aleijados para o resto de sua vida para nunca mais terem a chance de atentar contra a vida daqueles que respeitam o próximo.

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