Um símbolo anônimo da resistência ao domínio absoluto dos veículos automotores nas ruas acabou sendo mais uma “vítima” do trânsito da Capital.
Na manhã desta quarta-feira, uma bicicleta, presa há meses a um poste na esquina das avenidas Ipiranga e Erico Verissimo com uma placa que exigia “Mais amor, menos motor“, foi atingida pela colisão de dois carros.
O acidente, que envolveu um Kadett e um Peugeot 206, deixou duas pessoas com ferimentos leves e bloqueou o trânsito no corredor de ônibus da Erico Verissimo, no sentido bairro-Centro.
Também foi atingido o poste ao qual estava amarrada a bicicleta. A estrutura, que sustenta o semáforo do cruzamento, foi danificada e terá de ser trocada. Segundo o agente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) Dagoberto Alves Bezerra, a bicicleta terá de ser removida para a troca do poste, mas a intenção da empresa é colocá-la de volta depois da operação.
— Vamos fazer o possível para não descaracterizar o símbolo — afirmou Bezerra, que acrescentou que a EPTC tentará localizar os autores do protesto, que nunca se identificaram.
Intervenções urbanas como esta não são novidade e já foram vistas em várias partes do mundo. Elas costumam servir de memoriais, marcando locais onde ocorreram mortes de ciclistas no trânsito, de acordo com a proposta do movimento internacional “Bicicletas Fantasmas” (Ghost Bikes). Segundo integrantes do movimento de ciclistas Massa Crítica (sic), de Porto Alegre, porém, não há registro de acidentes fatais naquele local.




