Nasce uma nova Farrapos.

Foto: Divulgação/PMPA

Avança o projeto da Prefeitura Municipal de Porto Alegre e do carrólatra Fortunati de transformar Porto Alegre num grande edifício garagem, construindo obras monumentais em devoção ao Deus Carro que atestam a falência do transporte público coletivo da cidade.

Hoje o Conselho Municipal do Patrimônio Histórico Cultural (Compahc) aprovou o projeto de alargamento da av. Voluntários da Pátria (simulação do projeto na imagem acima). Vai acontecer provavelmente o mesmo que aconteceu com a Av. Farrapos, Carlos Gomes, Dom Pedro, a rua vai se tornar um grande deserto cinza, desagradável de se caminhar (e de viver).

Mais espaço para os carros e menos espaços verdes e para as pessoas, essa tem sido a política constante do governo Fo-Fo: tirando um pedaço considerável do Parque Marinha, extinguindo canteiros para remodelar a rótula da Avenida Nilo Peçanha; sempre em detrimento do conforto e fluxo dos pedestres, colocando gradis, fazendo os pedestres darem voltas ridículas para atravessar uma rua, abrindo para carros ruas que antes eram peatonais.

E em nenhum único momento a atual gestão da prefeitura pensa em qualificar o fluxo, beneficiar e incentivar a circulação de pedestres. Em ruas como a Dr. Flores e na própria Voluntários da Pátria, na quadra entre a Cel. Vicente e a Pinto Bandeira, os pedestres têm que caminhar pelo meio da rua pois as calçadas são estreitas demais para dar conta de todo o fluxo. Mas Fortunati e sua equipe nunca pensam em alargar calçadas, não, a política da Prefeitura, refletida na EPTC, é só privilegiar o fluxo de automóveis em detrimento da qualidade de vida, em detrimento da própria vida, visto que os automóveis são os principais responsáveis pela morte de jovens no país.

Além do mais o alargamento prevê uma faixa preferencial para ônibus. O que é isso? Um retrocesso dos corredores exclusivos para ônibus? Os coletivos terão que passar pedindo licença para os automóveis particulares, contar com a boa vontade dos motoristas para deixá-los passar – o que nunca vai acontecer? Espero sinceramente que não.

Ah, é claro, o lado bom (será?) o projeto de alargamento da Voluntários prevê ciclovia. Só nos resta rezar para que não seja em cima da calçada.

 

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44 respostas para Nasce uma nova Farrapos.

  1. Melissa disse:

    Quanto mais eu me informo sobre essa prefeitura, mais eu fico triste. Sério, não tem como expressar o quanto essa prefeitura é ridícula no planejamento da cidade.

    Li por aí que aquela ciclocalçada da Diário de Notícias é do Barra Shopping. Isso seria menor pior, porque teoricamente uma iniciativa ridícula dessas não seria do poder público, ou seja, isso nao se repetiria. Mas o Fortunati (esse nome tá me dando nos nervos) já falou várias vezes como se ela fosse iniciativa da prefeitura, vai saber… Talvez seja mais uma de suas queridas PPPs. Affff

    Por que não organizamos outra manifestação na frente da prefeitura e entregamos outra carta pra ele? Mas dessa vez não tão querida como foi antes. Não uma coisa específica dos ciclistas, mas todo mundo que enxerga o absurdo que a prefeitura tá querendo fazer com Porto Alegre.

  2. Melissa disse:

    Pooor acaso o alargamento vai ser em TODA a Voluntários? Não pode ser, é impossível aquela parte do centro ser alargada, os pedestres já andam em cima da pista na parte que tem uma via, deviam fechar ela pros carros e botar áreas verdes, espaços de convivência.

    Aliás, vocês viram que hoje na Zero Hora saiu um parágrafo falando da Massa Crítica? Hahaha. Nada de mais, é uma coluna de bikes, falando que dia 28 vai ter e que as pessoas vão de trajes de banho…

  3. Janaina disse:

    Acho que antes de ciclistas somos pessoas que se preocupam com a cidade, nem posso me dizer ciclista ainda… Não tenho a bici a um mês e as poucas vezes que sai me deixaram absulatamente doloridas :)
    Li muito aqui no blog boas propastas e pensar a cidade, inclusive com um secretário falando por aqui. Mas acredito que quem circula somente de carro não pensa na cidade sob diversos ângulos como os ciclistas-pedestres-usuários de transporte público.

    Concordo com a Melissa, vamos entregar um documento com um jeito de pensar na cidade de forma mais humana (literalmente!).
    E se ignoram que as cidades tem que ser pras pessoas, vamos mostram pra elas!

  4. Janaina disse:

    Bom, tava pensando sobre como a cultura de brincar na rua, colocar cadeira na calçada virou “a rua é perigosa, tranquem seus filhos”. O espaço de convivência de passear é shopping, se locomover é de carro…
    Não deixar que as crianças saiam pra rua gera um acidente que não tem volta, obesidade, progamas inadequados na Tv, não sentir a rua como sendo um espaço seu, alienação da realidade. Isso são problemas que a atual geração enfrenta.
    Perto da casa de uma tia tinha uma praça incrível, mas abandonada, maloqueiros tomando conta, suja… Depois de uma reforma de prefeitura as pessoas voltaram a frequentar a praça e agora no verão, depois da sete tem até “congestianamento” na pista de caminhada.
    A praça ficou assim por que as pessoas voltaram a frequentar, a reforma sozinha não trouxe as pessoas de volta pra praça!

  5. Pingback: Compahc aprova projeto de duplicação da Voluntários « Blog Porto Imagem

  6. Marcelo, publiquei a matéria do site da Prefeitura, mas adicionei este teu post integralmente, no Blog Porto Imagem. O link está aí em cima, por pingback. Abraço!

  7. Marly disse:

    O post falou da Carlos Gomes, como exemplo…e que exemplo hein? Em quase todas as paradas desta perimetral existe lixo depositado por pessoas que simplesmente moram ali debaixo! É incrível isso numa cidade, que eu via com mais qualidade de vida!? No governo do PT cheguei a participar do 4o. Encontro das Cidades. Tenho duas Cartilhas do Ciclista que eles faziam para distribuição. E agora José?

    • Marcelo disse:

      É um absurdo, não existem abrigos e nenhuma política municipal da prefeitura para integrar os moradores de rua de volta à comunidade. A única política da prefeitura é a de “tirar eles dali”, como se fossem lixo. Tirar eles dali e botar eles onde?

      • Beto Flach disse:

        Pois é… ir pra onde? Pelo menos, pra debaixo da ponte não dá, né, pois as pontes “foram fechadas”. Isso é o que eu chamo de política para “tirar o pessoal debaixo das pontes”.

        É o mesmo que acontece conosco, ciclistas: de acordo com o pressuposto vigente de que lugar de bicicleta NÃO É na rua, tentam iludir a população com a propagandalha de que vão fazer ciclovias ou liberar corredores pra passear. E aí: vai ter ciclovia pra todo lago? Fim-da-várzea! Campanha pra reeducar e resgatar nossa gente pra cidade, ZERO!

        Mas esperem: tô preparando um artigo sobre uma notícia que li a respeito de bicicletas, num jornal do interior, que me deixariam de cabelo em pé, caso os tivesse! Hehe!

  8. Renan disse:

    Esse projeto curiosamente tem mais área verde do que existe atualmente na rua.

    • Marcelo disse:

      Renan, em nenhum momento eu disse o contrário. Mas aquela minúscula área verde no meio de uma avenida de três faixas tem pouco impacto, não faz sombra para quem caminha pela calçada, não é o suficiente para abafar o ruído dos carros, nem para diminuir consideravelmente a poluição (ainda mais se plantarem palmeiras como é bem possível e está no projeto).

      A Voluntários atual precisa de mais verde sim, mas isso não justifica a construção de uma avenida de seis faixas.

      • Fanny Webber disse:

        Aquela era praticamente uma zona industrial que agora possui um conjunto de moradores e no futuro – ou já tem? – um conjuntos de prédios de um condomínio, realmente a rua não possui nada fora asfalto e terra, não possui abrigo de sombra para os poucos que caminham por lá, de um lado a calçado é curta e do outro é de terra.

        Não acho que seja uma solução definitiva para tudo, mas pior que fazer essa obra é não fazer, mesmo sendo a favor do transporte público, bicicletas e dos pedestres, não é dificultando o fluxo dos veículos que vai ser ganhar essa guerra que vocês estão travando.

        Aliás, sempre quando resolvo andar de bicicleta por essa região, pedalo pelas ruas internas do bairro que no geral levam para os mesmos lugares que a Farrapos e a Voluntários, com a vantagem de ter mais sombras.

  9. Zé Evandro disse:

    Mais ciclovias para trabalhadores e fechem as ruas do centro da cidade!

    BICICLETA É O TRANSPORTE DO FUTURO!
    BARRACA É A CASA DO FUTURO!!
    CARRINHO DE PAPELEIRO É O CAMINHÃO DO FUTURO!!!

  10. Paulo disse:

    Só um aviso pra ti, Marcelo. Vivemos em Porto Alegre, conhece a geografia da cidade? Para se dirigir aos locais de maior importância temos que pegar lombas íngremes, o que “tira a bicicleta” da jogada. Faria sentido essa campanha em Brasília, entretanto. Vocês tem que entender uma coisa: As pessoas não querem sair de casa e chegar no trabalho/shopping/jogo MOLHADAS de suor, conseguem entender isso? Outra pergunta: Continuarão a protestar assim que a “Eai, Beleza” for eleita prefeita de PoA em 2012? (O que é óbvio, por sinal). Acho interessante o site de vocês, mas vocês não podem ser mais pelegos com sites, como é o caso do rsurgente e sul21, espero que vocês continuem criticando todo e qualquer governo que merecer, não apenas critindo alguns para ganhar vaga em outros, como foi o caso da fundadora do sul21, que agora trabalha pra o governo Tarso Genro. Abraço.

    • sergiok disse:

      Teu desejo será atendido, Paulo. Acredito que para a maioria esmagadora do pessoal que escreve e comenta nesse blog não faz diferença qual o partido que está no poder. Criticamos as ações (ou falta de), não os partidos.
      E quem já anda de bicicleta costuma conhecer muito bem a geografia da cidade e sabe que se alguma coisa tira a bicicleta da jogada é a falta de segurança pelo desrespeito de alguns motoristas que poem vidas em risco.

    • Marcelo disse:

      Paulo, a maioria das pessoas que eu conheço que gostariam de usar a bicicleta como meio de transporte em Porto Alegre não o faz pelo fato de os motoristas serem muito mal educados e utilizarem o carro sem a consciência de que ele é uma arma, não pelo fato de Porto Alegre ter lombas.

      Eu moro no meio de uma lomba consideravelmente íngreme e já me acostumei com ela. A única coisa com o que eu não me acostumei é a falta de respeito dos motoristas.

      Por sinal, dá pra ir do centro até os shoppings Praia de Belas, e mesmo até o Barra Shopping, até o Beira-Rio e até o Olímpico sem pegar praticamente lomba alguma. Como já disseram quando se anda de bicicleta, aprende-se a topografia da cidade e os caminhos mais fáceis e agradáveis de se pedalar.

    • Fanny Webber disse:

      Discordo com a imposição geográfica do qual tu fala, com um pouco de planejamento pode se evitar lombas íngremes facilmente, é claro que ainda sobra inclinações de menor grau e de variados tipos, mas não considero isso um problema.

      Por mais que o Massa tenha o foco na bicicleta, atente que se tu mora a mais de 10km do teu trabalho aconselho o transporte público, quanto mais usuários melhores serão os serviços.

      Sou morador da zona norte de Porto Alegre e freqüento os shoppings da região, todos de bicicleta na maior parte do tempo. Normalmente não estou “pingando” de suor. Mas dou uma passada no banheiro para lavar mãos etc. Ajuda bastante.

      Geralmente muito suor é algum problema com alimentação, recomendo procurar um especialista.

  11. Paulo disse:

    “Teu desejo será atendido, Paulo. Acredito que para a maioria esmagadora do pessoal que escreve e comenta nesse blog não faz diferença qual o partido que está no poder. Criticamos as ações (ou falta de), não os partidos.” Entendo, é que as últimos blogs que criticavam o governo abriam a perna para os outros, como os que citei no outro comentário. E, bem, como moro no Centro, fica difícil me deslocar até a esquina sem encarar uma lomba. Não sei da geografia da ZS, mas para quem vive no “eixo” Centro-Zona Norte, imagino que seja difícil passar por tantas lombas. Enfim, a iniciativa de vocês, obviamente, é válida, só acho que não haverá uma adesão grande da população justamente pela geografia da cidade, entre outros aspectos.

    • sérgio disse:

      Eu também moro no centro e tenho que encarar uma lomba na saída de casa. Mas com a prática essa lomba vai se tornando mais fácil. E também em muitos trajetos as lombas são contornáveis. Para ir daqui do Centro até Floresta, Aeroporto, Sertório, é praticamente plano. Para ir daqui para Cidade Baixa, Menino Deus, Santana e Ipiranga afora também é plano. Existem bairros mais difíceis, tipo Bela Vista, que exigem um pouco maos de preparo.

    • Fanny Webber disse:

      Como já foi dito, não é difícil superar lombas de obstáculos moro na Zona Norte e geralmente gosto de pedalar até o parque Farropilha, escoli pelo caminho menos íngreme. Mas se uma “super” lomba não foi inevitável, não tenha medo de descer da bike e levar ela até o topo.

  12. Matheus Dutra de Moura disse:

    Por favor, lombas não são problemáticas. O são para pessoas absurdamente moribundas que passam 15h/dia sentadas, seja no trabalho e no carro sem usar um músculo sequer. Se nacêssemos para este propósito, nasceríamos sem pernas ou braços. Já vi diversos cadeirantes subindo lombas íngremes, com a força dos braços somente! O que dirá se pudessem fazê-lo com as pernas em uma bike…

    É vergonhoso o nível de preguiça e acomodação da sociedade. Lembram de como vivem as pessoas no filme do Wall-E? Pois é, finalizo por aqui.

  13. Cyro disse:

    eu sempre passo por lombas e isso nunca me impede de usar a bike nesses trechos, quando acho muito complicado mudo o trajeto ou até desço um pouco da bike, e também vejo que aqui a intenção do blog não é extinção do carro, é a de criticar o exagero do uso do carro, poa é uma cidade pequena e as pessoas parecem até que são preguiçosas pra ir de um ponto à outro, de uma esquina a outra, de uma quadra a outra, tudo pra não suar, não fazerem nenhum tipo de esforço, preferem ir de carro, isso que eu digo que é sedentarismo, preguiça, comodismo, é necessário sim usarmos um meio de transporte alternativo como a bike, senão podem esperar num futuro próximo um inferno de cidade, só ocupada de carros, sem espaço pra nada e irrespirável, pois o carro é comprovadamente o maior emissor de gases poluentes na atmosfera, e depois ainda reclamam que do calor que vem aumentando, que o clima está louco… O uso da bicicleta como meio de transporte vai beneficiar não só o meio ambiente, o tráfego, a população, a cidade, o ar, a vida, etc, como também vai beneficiar o seu corpo, e a sua saúde!

  14. Paulo disse:

    “Eu também moro no centro e tenho que encarar uma lomba na saída de casa. Mas com a prática essa lomba vai se tornando mais fácil. E também em muitos trajetos as lombas são contornáveis. Para ir daqui do Centro até Floresta, Aeroporto, Sertório, é praticamente plano. Para ir daqui para Cidade Baixa, Menino Deus, Santana e Ipiranga afora também é plano. Existem bairros mais difíceis, tipo Bela Vista, que exigem um pouco maos de preparo.” Plano, aqui da onde eu moro, para qualquer lugar, é impossível, mesmo. Enfim, não uso bicicleta e nem usarei para circular pela cidade, acho inútil e ridículo, assim como andar de carro em PoA, só o uso para viagens, dentro da cidade normalmente vou a pé ou uso transporte público (Lotação, ônibus). Volta de festas, táxi. Acho difícil vocês conseguirem uma mobilização de bicicletas em PoA, como já disse antes, acho mais válido a melhora do transporte público na cidade, o que incentivaria a população a usá-lo, visto que hoje, o que já era ruim anteriormente, piorou.

    • Melissa disse:

      Paulo, se você tem preguiça de andar de bicicleta e ignora os benefícios que ela faz pra saúde, pro bolso e pro meio ambiente (que nem o transporte público faz), pode ficar com isso só pra ti. Não precisa perder teu tempo falando essas coisas em um blog freqüentado por pessoas que estão vendo mais longe do que a comodidade permite enxergar.

      Viva a bicicleta e o transporte público integrados!

      • Melissa disse:

        Desculpe se fui seca nesse comentário, mas eu não consigo entender porque existem pessoas que se prestam a fazer discursos lugar-comum ou pessimistas para outras que estão se mobilizando pra melhorar a cidade. Se tu não gosta de bicicleta, continue usando o transporte público e lute pela melhoria dele. Mas não incomode quem já conseguiu uma mobilização em Porto Alegre que está crescendo. Que o transporte público e o não-motorizado ganhem cada vez mais espaço.

    • Fanny Webber disse:

      Concordo com o uso do transp. Público, afinal de contas se tu não se gosta da bicicleta é o modo mais esperto é o que vem fazendo agora, ainda mais morando no centro que pode ser fazer quase qualquer coisa à pé.

  15. Atilio disse:

    Paulo, não estou entendendo. Você está debatendo o quê afinal de contas? Que não quer usar bicicleta? Não usa, ué. Estamos apenas dizendo assim: usamos bicicleta há algum tempo e sabemos que mais gente usari

  16. Atilio disse:

    desculpe… o comentário foi interrompido sem querer. Mas no básico está dito o que eu queria.

  17. Cyro disse:

    sim, verdade! Fui otimista mesmo… Se Porto Alegre já está um inferno de tanto carro atualmente… Imagine futuramente !

  18. Cyro disse:

    pra mim uso de bike em POA vem aumentando bastante, pois tenho visto muito mais ciclistas pela cidade do que antes, mas ainda é pouco esse número devido o excesso de carros e a falta de uma ciclovia, a qual se for feita corretamente, na pista e sem afetar o meio ambiente, vai mudar bastante essa situação, pois quem tinha medo de andar de bike no trânsito, vai começar a tomar coragem!

  19. Diego Esteves disse:

    Moro em Porto Alegre há quatro anos e no último desisti de pedalar em função da dificuldade, do excesso de carros, quando tive que mudar meus trajetos. Mas estou prestes à voltar.
    Na semana passada, enquanto treinava no Largo Zumbi dos Palmares (aliás, treinava com o monociclo, o que pode ser até mais econômico que a bicicleta, pois ocupa ainda menos espaço, hehe) o André, amigo meu e ciclista, me falou da Massa Crítica e da pedalada de sexta, à qual não pude comparecer pois ministro oficina no mesmo horário. Farei o possível para estar na próxima.
    Depois da apresentação, o porque deste comentário: hoje, lendo sobre um projeto no Catarse, lembrei de vocês. O Catarse é um sistema de financiamento de projetos por multidão: você investe um valor no projeto (existem cotas variadas) e se o projeto for aprovado dentro do prazo limite você ganha alguma recompensa (que variam de acordo com as cotas), caso contrário, recebe o dinheiro de volta.
    O projeto em questão chama Cidades para Pessoas: “Este é um projeto jornalístico que tem como objetivo viajar por 12 cidades do mundo durante um ano (…) A ideia é passar um mês morando em cada uma das cidades, que foram selecionadas por terem tido projetos de planejamento urbano com o objetivo de deixá-las melhores para as pessoas (não para os carros, nem para as empresas imobiliárias) colocados em prática.”
    O link: http://catarse.me/projects/36-cidades-para-pessoas
    Acho que vem ao encontro deste post, do grupo, de todos nós que estamos cansados de tantos carros, poluição, barulho, etc. Acredito que vale ser visto, apoiado, divulgado.

    Uma abraço a todos e, se tudo der certo, até a próxima pedalada – provavelmente de bicicleta, porque de monociclo ainda não me garanto. =)

    • Matheus Dutra de Moura disse:

      Grande Diego!!! Cara, eu estava na Massa dessa última sexta-feira, foi minha primeira vez. É show! Vamos manter o contato e na próxima vamos juntos!

  20. Lucas Bof disse:

    Sempre que há uma subida, há uma descida logo em seguida. Se a lomba for muito íngreme, é muito simples descer da bicicleta e ir empurrando. Mas a melhor parte é montar para curtir a descida.
    Há um tempinho comecei a vir ao serviço de bicicleta (Menino Deus-Centro), e uma das coisas mais importantes que aprendi foi a planejar a viagem. Conforme o trajeto e o horário, quase não tem tráfego nem calor. Levo praticamente o mesmo tempo que levaria de ônibus, chego pouco suado, curto o trajeto e ainda melhoro a saúde.

  21. Gilberto disse:

    eu também acho que a parte inicial da voluntários da praça XV até a doutor flores deveria ser fechada, deviam colocar arvores no meio da calçada e bancos, dai talvez teríamos uma área de ‘lazer’ sem ter que viver em meio a essa selva de pedra, já não temos nada de lazer, eu pratico bike freeride, único lugar BOM para de andar, é escadarias, gasômetro e marinha que é minha segunda casa, sempre somos reprimidos de descer escadas como se fôssemos atropelar alguém ‘desculpe, não sou um carro não posso atropelar ninguém, sem cair e me machucar também’, então que se F%#@ essa prefeitura de M#$%# e esse pais L#$% que só tem ladrão;

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