Fortunati prometeu, mas não cumpriu.

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2014 foi uma ano marcado pelas promessas quebradas pelo Prefeito José Fortunati. Pelo menos três promessas importantes da atual gestão não foram cumpridas. Confira:

Sanção ao Estatuto do Pedestre

A PROMESSA – em reunião com a Mobicidade, o prefeito José Fortunati prometeu pessoalmente que iria sancionar a emenda ao Estatuto do Pedestre de autoria do vereador Marcelo Sgarbossa (PT) que estabelecia o tempo mínimo de 30 segundos para a travessia de pedestres, mesmo que isso fosse contra a recomendação de Vanderlei Cappellari, diretor-presidente da EPTC.

A TRISTE REALIDADE – Baseando sua decisão num teste fajuto elaborado pela EPTC, Fortunati decidiu vetar a emenda dos 30 segundos, mas devido a uma trapalhada perdeu o prazo para o veto e a emenda foi automaticamente sancionada. Entretanto, Fortunati articulou com a Câmara de Vereadores e sancionou um novo projeto de lei, que revogou os 30 segundos.

50km de ciclovias até o fim de 2014

A PROMESSA – Em Audiência Pública na Câmara de Vereadores, o representante da EPTC, Antônio Vigna, afirmou que a administração municipal fecharia o ano de 2014 com 50km de ciclovias construídas. A afirmação foi utilizada para convencer os vereadores de que os 20% das multas de trânsito não eram necessários e assim aprovassem o PLCE 010/2013, que mutilou o Plano Cicloviário, teve muito vereador que acreditou.

A TRISTE REALIDADE – O ano está acabando e Porto Alegre não tem nem metade da quilometragem prometida. A própria EPTC admitiu que não conseguirá manter a promessa. O mais provável é que tenham feito essa promessa só para conseguir revogar os 20%. O que nos leva a…

20% das multas para construção de ciclovias e campanhas educativas

A PROMESSA – Em setembro de 2011, após o brutal atropelamento de dezenas de ciclistas pelo covarde Ricardo Neis, o Secretário Municipal de Governança Local, Cézar Busatto, prometeu em nome do prefeito que a partir de 2012 a Prefeitura Municipal cumpriria integralmente a lei que exige que 20% do dinheiro das multas de trânsito seja investido em construção de ciclovias e educação para o trânsito.

A TRISTE REALIDADE –  Fortunati não apenas não cumpriu a promessa, mas a rasgou, cuspiu em cima e depois ateou fogo para se certificar de que nenhum outro prefeito pudesse cumprí-la. José Fortunati criou um projeto de lei (PLCE 010/2013), que acaba com a obrigação desse investimento, enviou-o à Câmara de Vereadores, lutou insistentemente contra os ativistas que tentavam derrubar o PL, conseguiu sua aprovação através de promessas vazias (50km de ciclovias) e sancionou-o. Agora a lei que ele prometeu cumprir não existe mais.

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Mais de R$3 milhões para abrir nova rua aos carros no Centro de Porto Alegre.

16 de fevereiro 087Os pedestres irão perder mais um espaço no centro de Porto Alegre. A Prefeitura Municipal anunciou nesta sexta-feira, 21 de novembro, o reinício das obras que abrirão a Rua José Montaury, no Centro Histórico de Porto Alegre, para a circulação de automóveis particulares.

A nova rua, que também terá espaço para estacionamento paralelo, possui cerca de 100 metros de extensão e custará ao todo R$3,3 milhões. Essa verba é suficiente para fazer pelo menos 8,5km de ciclovias, utilizando o valor referência da EPTC de R$400 mil por quilômetro. Se a ciclovia não tivesse a pintura vermelha, cujo valor aproximado é de R$160 mil por quilômetro, seria possível construir pelo menos 13,75 quilômetros de ciclovia, mais de 50% da malha cicloviária existente até o momento.

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Pedalar pressupõe problemas potenciais. Paradoxo pessimista?

Por: Paulo

Penso periodicamente: pobres plebeus, pedalando paralelamente pelos portentosos pavimentos pretos pelo piche.

Pedalar perto parece problemático? Porque podemos presumir pior!

Povoados por perigosos, pesados paquidermes, percebe-se patente perfídia provida, parte pelos pilotos psicóticos, parte pela parcela preestabelecida pelo poder público para protegê-los.

Permitir passagem patrolando poucos pacatos pelotões prolifera pânico pelos patéticos pica-paus, precariamente preparados para percorrerem pistas proibidas.

Parece pouca porcaria, porém pergunto: pungentes protestos perdidos pelas profusas passeatas permeadas pelo pequeno planeta poderão permutar progressivas pancadarias para pactos pacifistas penosamente perseguidos?

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Bicicletada Extraordinária – Fortunati Você Mentiu Pra Nós!

10639557_877586712265072_7215674954116809005_nVamos pedalar em massa contra a política de mobilidade de José Fortunati que revogou o artigo do Plano Cicloviário que tinha prometido cumprir após o atropelamento da Massa Crítica por Ricardo Neis, enquanto enche a cidade de viadutos e asfalto, ao custo de vidas e milhares de árvores.

Abaixo a política rodoviarista de José Fortunati, abaixo suas promessas sem valor. Nossa força está nas ruas.

Levem cartazes, faixas, bonecos do prefeito e o que mais sua imaginação mandar.”

Nesta quinta-feira, 13 de novembro, às 19h no Largo Zumbi dos Palmares!

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Administração Fortunati: violação de leis, desrespeito ao meio ambiente e à qualidade de vida – tudo pelo carro.

Recentemente, a Mobicidade noticiou a construção de novo trecho da rua Dona Alzira, na Zona Norte de Porto Alegre, obra que viola o Plano Diretor Cicloviário Integrado (PDCI) por não apresentar a estrutura cicloviária respectiva exigida pela lei.  O PDCI diz que em toda sua DSC04248extensão a rua Dona Alzira deve contar estrutura cicloviária (ciclovia ou ciclofaixa, vias exclusivas para bicicleta), mas não foi o que a administração municipal fez. Sabe-se lá por qual motivo (carrocentrismo galopante?) os planejadores de Porto Alegre resolveram que seria interessante deixar de lado a implementação de ciclovia ou ciclofaixa e colocar pedestres e ciclistas para compartilhar uma faixa de 2m de largura, enquanto destina 18m da via para o trânsito de automóveis particulares.

Aquelas pessoas que participaram de reuniões com a EPTC ou já viram seus representantes explicarem em debate porque as ciclovias de Porto Alegre não são o ideal, com certeza já ouviram argumentos do tipo: “a cidade já está estabelecida”, “temos que trabalhar com o espaço que está aí”, “as ruas de Porto Alegre são estreitas”, “se retirar espaço dos carros o prefeito não se reelege”. Essa última foi uma pérola soltada por Vanderlei Cappellari, em reunião com usuários de bicicleta lá por 2011. Isso tudo nos levou a pensar: Como a EPTC faria uma rua nova? Como seria o projeto deles em cima de uma folha em branco?

A resposta é: pior ainda.

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Se as ciclovias entregues até então pela EPTC estão aquém das expectativas de seus usuários, a nova ciclovia da rua Dona Alzira vai surpreender: ela não existe. Deveria, por que a lei manda, mas não tem. Provavelmente numa tentativa fracassada de cumprir a lei depois de ter terminado a obra (“Seus burros, esqueceram da ciclovia!”, pode ter bradado alguém lá dentro), a EPTC criou um novo conceito em ciclovia: a ciclovia compartilhada com pedestre. Um paradoxo, pois a definição de ciclovia é ser uma faixa exclusiva para ciclistas. Mas esta é uma faixa exclusiva para os ciclistas, onde os pedestres podem circular e tem a preferência.

Acompanhar o raciocínio dos técnicos desta cidade não é para qualquer um.

É como a Av. Ipiranga, só que sem as árvores.

É como a Av. Ipiranga, só que sem as árvores.

Esse novo trecho da Rua Dona Alzira, entregue na semana passada  é feito com a mentalidade rodoviarista do século passado. E isso é facilmente comprovado, basta compará-lo com a Avenida Ipiranga, projetada e construída na década de 1940. Como na Avenida Ipiranga optou-se por canalizar o arroio deixando a via o mais reta possível, com três faixas para automóveis de cada lado do canal, sem estrutura específica para transporte coletivo, sem ciclovia ou ciclofaixa, etc. A principal diferença é que a Av. Ipiranga tem o arroio mais largo no centro. Ah, e ela também tem mais árvores! Estamos pior do que no século passado!

Por incrível que pareça, a nova via da Zona Norte tem 1,4km de passeio público recentemente feito, com piso de concreto, onde não há um único espaço reservado para o plantio de árvores. Isso além de uma completa irresponsabilidade ambiental, também mostra que a atual administração municipal tem zero de preocupação com pedestres e ciclistas, que terão que derreter sob o intenso sol de Porto Alegre. E depois ainda temos que agüentar esse pessoal dizendo que “não tem mais espaço para se plantar árvores em Porto Alegre”. Tenho certeza de que qualquer pessoa que caminhe ou pedale bastante pela Capital pode citar de cabeça uma dezena de ruas e avenidas que podiam ter mais árvores.

Mas vai ver foi com o plantio de árvores em mente que resolveram fazer o piso das calçadas com um material tão frágil, mas tão frágil que menos de uma semana depois de a obra ter sido entregue, já está todo quebrado e rachado. Agora fica fácil plantar, é só remover os torrões de cimento e pronto!

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É engraçada também a opção da administração municipal de canalizar o arroio, bem como nos moldes da Av. Ipiranga, depois de ter assinado um termo para revitalizar o arroio Dilúvio que se degradou muito após ter sido canalizado com a construção da avenida. A idéia é degradar também o arroio da Dona Alzira para revitalizá-lo no futuro? Mas esse Fortunati é muito astuto!

Dá um desespero ver o que está sendo feito e compará-lo com nossos sonhos, com o que poderia ser feito em Porto Alegre. É muita falta de visão. É muita falta de abertura para novas idéias.

Se a idéia de expandir a Dona Alzira e conectá-la com a Av. Severo Dullius para fornecer um novo acesso ao aeroporto, por quê limitar-se a pensar esse acesso em automóvel? Os automóveis já tem acesso ao aeroporto, na verdade, são que mais tem acesso. É tão fácil chegar lá de carro que é praticamente impossível chegar a pé ou de bicicleta.

Por quê não pensar nessa conexão da Dona Alzira com a Severo Dullius tendo como prioridade o transporte público coletivo, a bicicleta e o pedestre? Por sinal é isso que manda o Plano Diretor de Porto Alegre, bem como a Política Nacional de Mobilidade Urbana.

Trecho por onde passará extensão da D. Alzira é das últimas áreas verdes da Zona Norte.

Trecho por onde passará extensão da D. Alzira é das últimas áreas verdes da Zona Norte.

Por quê não fazer essa ligação com um corredor verde, exclusivo para bicicletas e pedestres, sobrevoado por uma extensão do aeromóvel, que poderia ir até o Terminal Triângulo? Por que não abrir uma via mais estreita do que a prevista, exclusiva para a circulação de ônibus e bicicletas e reservar o restante do espaço para um caminho verde para pedestres, integrado com o arroio e com a natureza ao redor? Por que não utilizar essa área para um parque ou reserva e otimizar as vias já existentes, priorizando o transporte coletivo?

É triste que em pleno Século XXI tenhamos uma política  de espaços públicos tão ultrapassada sendo posta em prática, acabando com espaços verdes, removendo áreas de parques já consolidados, criando estacionamentos sobre praças e todo outro tipo de descalabro, tudo para priorizar o modo de transporte mais ineficiente, ambientalmente devastador e fatal, que é o automóvel.

 

 

 

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Fortunati mutilou o Plano Cicloviário

urlO prefeito José Fortunati sancionou na última semana o Projeto de Lei de sua autoria que revoga o parágrafo 2º do artigo 32 do Plano Cicloviário (PDCI), que obrigava o município a investir 20% do montante arrecadado com multas de trânsito na construção de ciclovias e educação para o trânsito, reduzindo assim as verbas para implementação do PDCI – lei esta que ele tinha prometido cumprir.

A nova lei diz que a Prefeitura investirá o “equivalente” a 20% das multas, mas não especifica a origem desses recursos, podendo abater desses 20% obras feitas como contrapartidas de empreendimentos imobiliários. Ou seja, recursos que antes somavam-se, agora irão se subtrair.

Outro problema da nova lei é que por não especificar qual a origem desses recursos, pode ser alvo de ação por inconstitcucionalidade, uma vez que pela Constituição Federal o legislativo não tem o direito de vincular verba orçamentária, pois essa seria uma tarefa do Executivo – principalmente por esse dispositivo ter sido implementado por emenda de um vereador (um que ficou famoso por supostamente trocar asfalto por votos).

É curioso que o prefeito José Fortunati revogou uma lei que tinha prometido cumprir lá em 2011, e que, segundo seu secretário Cézar Busatt,o a administração municipal estava “mais que cumprindo”.

O fato é que Fortunati prometeu e não cumpriu, não só não cumpriu como acabou com a lei. É por essas e por outras que sugerimos a convocação de uma pedalada com o tema:

FORTUNATI, VOCÊ MENTIU PRA NÓS!

Vamos nos combinando por aqui.

E aqui:

https://www.facebook.com/events/652093031574576/?ref_newsfeed_story_type=regular

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Ato Contra a Mutilação do Plano Cicloviário nesta quarta em frente à Prefeitura.

A Mobicidade organiza ato pelo veto do prefeito José Fortunati ao PLCE 010/2013, que reduz os recursos destinados à construção de ciclovias, nesta quarta-feira, 5/11, das 10h às 15h, na Praça Montevideo, em frente à Prefeitura Municipal.

vetafortunati-flyer-página001O ato é para cobrar a promessa que José Fortunati fez em setembro de 2011 de que iria cumprir integralmente o artigo 32 do PDCI (1), que obriga o município a investir 20% do montante arrecadado com multas de trânsito na construção de ciclovias e na educação para o trânsito, que agora será revogado pelo PLCE 010/2013.

 

Membros da Mobicidade estarão lá o tempo inteiro, das 10h às 15h, informando a população e convocam aquelas pessoas que não puderem comparecer em horário comercial a irem à Praça Montevideo em seu intervalo de almoço.

A movimentação faz parte da campanha #VETAFORTUNATI e dá continuidade à campanha feita pela Mobicidade na Câmara de Vereadores ao decorrer deste ano. A Mobicidade já arrecadou mais de três mil assinaturas em uma petição online contra a mutilação do PDCI e convidou a população para enviar mensagens diretas a José Fortunati, onde quase 300 pessoas participaram e deram sua opinião contrária ao PLCE 010/2013 ao prefeito.

No dia 7 de outubro, através do Twitter, o Secretário Municipal de Governança Local, Cézar Busatto, respondeu à Mobicidade alegando que a prefeitura estaria investindo mais do que prevê a lei do Plano Cicloviário. Em resposta, a Mobicidade questionou: “Se a prefeitura está disposta a cumprir o artigo 32 do PDCI, para quê revogá-lo?”. Isso já faz quase um mês, e o Secretário Busatto não se manifestou mais. Deixando no ar a dúvida: “Se eles querem cumprir a lei, para quê acabar com ela?”

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