Dia Mundial Sem Carro na Futura Cidade da Bicicleta

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Dia 22 de setembro é o Dia Mundial Sem Carro e nós vamos comemorar com uma festa na Praça e Viaduto dos Açorianos, o espaço onde será futuramente a Cidade da Bicicleta – no cruzamento das Avenidas Borges de Medeiros e Loureiro da Silva.

A idéia é inaugurar e começar a se apropriar da área da futura sede da Cidade da Bicicleta. Vamos confraternizar e ocupar o espaço público com atividades lúdicas e artísticas! A partir das 15h haverá atividades como:

- Apresentação de idéias para a construção do futuro espaço da Cidade da Bicicleta;
– Apresentações artísticas: Bombo Larai, Alexandre Kumpinski, Turucutá e Novo Circo Companhia de Dança;
– Rifa;
– Projeção de imagens e videos;
– Slackline e tecido.

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Praia dos carros

Todos os dias de bicicleta precisamos passar com muito cuidado em calçadas e outros espaços onde alguns andam com seus veículos irregularmente e a EPTC não fiscaliza o suficiente. Algumas vezes há inclusive motoristas que parecem incomodados com a presença de ciclistas no entorno.

Pode uma calçada virar estacionamento? É razoável que haja vagas de estacionamento para estimular o uso da área (lembrando que há estacionamento pago no museu), mas deve ser organizado e fiscalizado. Pois veja a praia do Iberê em algum final de semana.

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Veja o álbum completo. Mas para fechar com chave de ouro:

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Fotos por Helton Moraes.

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Abaixo-assinado contra o projeto de lei do vereador Nedel (Plano Cicloviário)

Foi lançado um abaixo-assinado contra o projeto de lei complementar do vereador Nedel (PP), que literalmente obrigaria a Prefeitura a construir ciclovias apenas em calçadas. Mesmo que esse projeto de lei seja tão absurdo que é difícil ser aprovado, não podemos deixar que exista sem receber vaias da população.

vereador nedel contra bicicletas

Esse abaixo-assinado não apenas arrecada assinaturas – cada uma gera um envio de e-mail para todos os vereadores e o prefeito.

Segue o texto da carta:

———————-

Prezado Prefeito José Fortunati,

Vereadores e vereadoras da Câmara Municipal de Porto Alegre,

Queremos expressar nosso repúdio ao projeto de lei do vereador João Carlos Nedel, que pretende alterar o Plano Diretor Cicloviário de modo profundamente negativo para a nossa cidade.

O vereador, que demonstra não entender sobre mobilidade urbana (vide matéria abaixo) e a analisa de forma extremamente limitada, defende que ciclovias e ciclofaixas não podem ser implementadas no lugar de faixas de circulação de automóveis ou estacionamento. Ou seja, apenas sobre as calçadas, prejudicando o pedestre que já tem uma vida bastante difícil.

Fica claro que se aprovada, essa lei literalmente terminaria com o Plano Cicloviário. Existe uma largura mínima para a circulação de pedestres, de forma que muitas ruas importantes não poderiam ter ciclovias. Isso resultaria em ciclovias “em pedaços”, sem planejamento e continuidade, que justamente dão sentido a elas no trajeto das pessoas.

O argumento do vereador Nedel é que uma minoria utiliza bicicleta como meio de transporte, e que o carro particular é muito mais utilizado pela população. Mas qualquer pessoa bem informada sobre mobilidade urbana sabe que a implantação correta de ciclovias justamente aumenta a adesão de pessoas à bicicleta como meio de transporte, deixando o carro na garagem com mais frequência.

Se ainda não há uma grande parcela da população que utiliza a bicicleta como meio de transporte, é porque as pessoas sentem medo das ruas hostis e perigosas, criadas pela cultura centrada no carro particular. Nossas ruas apenas serão democráticas quando os espaços forem igualmente compartilhados por todos os modais – criando mais ciclovias, corredores de ônibus e travessias dignas para pedestres. Diminuir o espaço para carros particulares é uma tendência mundial em países civilizados, fato que o vereador Nedel desconhece ou ignora, e vem tentar prejudicar alguns avanços que a cidade tem feito nessa direção.

Além disso, esse projeto de lei vai contra o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e Ambiental de Porto Alegre (PDDUA), que diz o seguinte:

“Art. 6º A Estratégia de Mobilidade Urbana tem como objetivo geral
qualificar a circulação e o transporte urbano, proporcionando os
deslocamentos na cidade e atendendo às distintas necessidades da
população, através de:

I – prioridade ao transporte coletivo, aos pedestres e às bicicletas;”

E também o artigo 6º da Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU), que diz o
seguinte:

““A Política Nacional de Mobilidade Urbana é orientada pelas
seguintes diretrizes:

II – prioridade dos modos de transportes não motorizados sobre os
motorizados e dos serviços de transporte público coletivo sobre o
transporte individual motorizado;”

Independente da aprovação ou não desse PL, haverá uma divulgação em massa nas redes sociais sobre os vereadores que apoiaram um projeto contra um trânsito mais humano e os que votaram para impedir esse absurdo.

Por isso, contamos com a colaboração dos senhores e senhoras para votar contra essa lei conceitualmente retrógrada e tecnicamente sem embasamento.

Att,

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Prefeitura derruba 74 árvores para carros fluirem melhor

A Prefeitura de Porto Alegre está derrubando 74 árvores ao longo da Avenida Praia de Belas – inclusive dentro de praças – para dar mais vazão ao fluxo de automóveis particulares.

Parece que eles ainda não entenderam.

Confira o vídeo e a matéria do site da Prefeitura.

Avenidas Praia Belas e Borges de Medeiros formarão binário

Foto: Divulgação/PMPA
Obra ampliará capacidade das vias e aumentará a segurança dos pedestresObra ampliará capacidade das vias e aumentará a segurança dos pedestres

Com o objetivo de ampliar a segurança da circulação e melhorar a fluidez do tráfego, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) implantará um binário nas avenidas Praia de Belas e Borges de Medeiros, entre os viadutos dos Açorianos e Dom Pedro II (sobre a av. José de Alencar). Além de ampliar a capacidade das vias e dos cruzamentos, o projeto pretende aumentar a segurança das travessias de pedestre,  reduzir os conflitos no trânsito e já preparar as vias para o sistema BRT da Zona Norte. A previsão da EPTC é de que as obras iniciem em 15 dias e encerrem até o final do ano. Não estão previstos bloqueios totais durante os trabalhos.
A expectativa é de que mais de 15 mil veículos, que circulam somente nos cruzamentos e durante os horários de pico, sejam beneficiados com a qualificação. A região já vem recebendo ações de engenharia viária por parte da prefeitura, como a implantação de novas estações de ônibus ao longo da Padre Cacique e conclusão do viaduto Abdias Nascimento. A implantação do binário, assim como outras medidas nas imediações, como qualificação de praças e parques, é uma contrapartida do Praia de Belas Shopping devido à ampliação do seu empreendimento.
Como fica o trânsito - Um binário consiste em duas vias paralelas com sentidos únicos e opostos. Com isso, o tráfego da av. Borges de Medeiros terá sentido único a partir do Viaduto dos Açorianos em direção à Padre Cacique (centro-bairro). Na av. Praia de Belas o fluxo será no sentido oposto, no mesmo trecho. Ao todo, serão seis faixas de circulação de veículos por sentido.
O projeto viário foi elaborado pela EPTC e prevê 17 novas faixas de segurança com semáforos. Atualmente, são sete pontos de travessia seguras. Novas paradas de ônibus também serão instaladas, com bancos e lixeiras. No futuro, elas serão adaptadas o sistema BRT da Zona Sul.
“As avenidas Praia de Belas e Borges de Medeiros são vias de intenso fluxo, utilizadas como caminho para a área central ou zona Sul, e com essas medidas esperamos qualificar a circulação para pedestres, transporte público e veículos particulares”, afirma Vanderlei Cappellari, diretor-presidente da EPTC.
220 novas árvores - Para viabilizar as obras do binário entre as avenidas Praia de Belas e Borges de Medeiros, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Smam) autorizou a remoção de 74 árvores exóticas localizadas ao longo dos 4,3 quilômetros do traçado que será modificado, mas especialmente nas praças Estado de Santa Catarina e Rotary.
Também para realizar as modificações nas vias, a Smam recomendou o transplante de 14 jerivás (palmeiras típicas do Rio Grande do Sul). Eles estão sendo retirados com raiz e torrão de terra e estão sendo replantados junto ao Viaduto Dom Pedro II. No novo local foram feitas covas para as árvores que serão escoradas até adquirirem firmeza no solo.
A secretária Ana Pellini, coordenadora do Escritório Geral de Licenciamento e Regularização Fundiária (EdificaPOA), explica que as remoções serão compensadas com o plantio de 220 mudas de árvores nativas do Rio Grande do Sul, até meados de dezembro, nos bairros Praia de Belas e Menino Deus. O plantio, assim como os transplantes, serão monitorados tecnicamente por mais um ano pela empresa que está realizando as obras, a fim de garantir a sobrevivência.

/mobilidade

Texto de: Lucas Barroso e Catarina Gomes
Edição de: Carolina Seeger
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.

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A carro-calçadovia da Câmara.

Porto Alegre, terra de ninguém. Em um domingo com bom clima, quando além dos ciclistas usuais pais e mães possivelmente  queiram passear com seus filhos de bicicleta.

E onde está a fiscalização? Esse tipo de infração é extremamente comum na região aos finais de semana.

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Entrevista genial expõe ignorância do vereador João Carlos Nedel sobre mobilidade urbana.

Em uma entrevista simples e genial, a jornalista Laura Schenkel, da Zero Hora expôs a ignorância do vereador João Carlos Nedel sobre mobilidade urbana e legislação.

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João Carlos Nedel (PP), um vereador contra as bicicletas. Foto: Ederson Nunes / CMPA

João Carlos Nedel (PP), um vereador contra as bicicletas. Foto: Ederson Nunes / CMPA

Nedel, do Partido Progressista − cuja visão de progresso aparentemente estacionou em meados do Século XX − criou um projeto de lei que se aprovado proibirá a construção de novas ciclovias de ocupar o espaço que hoje é destinado aos carros, engessando o progresso da cidade. O vereador Nedel não apenas desconhece a legislação da Política Nacional de Mobilidade Urbana, como citou Schenkel, mas também o próprio Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e Ambiental (PDDUA) de Porto Alegre, que prevê prioridade no planejamento da cidade para o transporte público, para as bicicletas e os pedestres.

Leia na íntegra em Zero Hora.

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Os candidados e a mobilidade – Parte 4 – Luciana Genro (via programa do PSOL)

No programa de governo do PSOL, podemos ler o seguinte item:

“7. Integração prioritária e obrigatória da bicicleta aos planos de mobilidade com estímulo ao uso de modais não motorizados como parte da mudança do padrão de deslocamentos urbanos

É necessário incentivar a busca por alternativas de transportes menos impactantes na rede viária, desestimular o uso excessivo do automóvel e ainda reorganizar a utilização do espaço urbano de forma a garantir que deslocamentos, quando necessários, sejam realizados da forma mais racional possível. A integração entre diferentes modais de transporte – com prioridade aos coletivos e aos não motorizados – deve ter tratamento preferencial, em detrimento de intervenções específicas de expansão da infraestrutura existente.

A bicicleta, absolutamente viável para pequenas e médias distâncias, quando integrada a outros modais de transporte permite atingir vários destinos, além de ser um vetor de melhoria ambiental e de saúde. O trajeto por bicicleta multiplica por 15 a zona de influência de uma parada de transporte público. Em estudo da Comissão Europeia, constatou-se que o ciclista pode ganhar um quarto de hora em relação ao ônibus, no seu deslocamento para alcançar uma estação de integração. Para nós, aliada à expansão e prioridade ao transporte público coletivo, o compromisso com a mobilidade ciclística será central. Para tanto, incorporaremos propostas dos movimentos ciclísticos para o desenvolvimento de um programa nacional de mobilidade ciclística que envolva, como sugerido pela União de Ciclistas do Brasil:

– Criar um sistema de pesquisa, monitoramento e avaliação das políticas públicas, da infraestrutura cicloviária e da participação da bicicleta nos deslocamentos, assim como incluir a bicicleta no censo e nas pesquisas domiciliares do IBGE, de modo a subsidiar a elaboração de planejamento para o setor;
– Criar rubrica específica no Orçamento Geral da União, por meio do Plano Plurianual, para custeio e investimentos em mobilidade ciclística, bem como linhas de financiamento aos municípios brasileiros para infraestrutura cicloviária, em montante crescente a cada ano;
– Estabelecer metas claras de aumento da participação da bicicleta na mobilidade urbana e rural, envolvendo todos os setores da administração pública federal, bem como aplicar a bicicleta nas políticas públicas sociais tais como de trabalho, geração de renda, erradicação da pobreza, defesa civil, educação, saúde e moradia;
– Instalar bicicletários adequados em todos os prédios públicos federais, de todas as cidades brasileiras, quando houver espaço disponível, suprimindo, se necessário, vagas de estacionamento de automóveis;”

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