Tentativa de homocídio na ciclovia

Como de costume a palavra usada nos “canais imparciais” é “acidente”, mas como pode ser acidente quando três ciclistas são atingidos por um automóvel na saída da garagem de um clube? Em pleno domingo à luz do dia, quando há tráfego intenso na ciclovia da beira-rio.

Testemunhas contam que o motorista estava visivelmente embriagado e tentou fugir do local, quase atropelando as vítimas. Veja uma foto tirada no local. Quatro horas depois do incidente, foi feito exame clínico e não foi detectada embriaguez.

Mesmo com tudo isso, os envolvidos estão sendo acusados de lesão corporal e falso testemunho, visto que apresentaram uma condutora que não estava no local na hora do atropelamento. E assim segue nosso trânsito violento.

Matéria veiculada na televisão.

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Brigada Militar manda ciclista sair da ciclovia para deixar carros passarem

Usuário da ciclovia relatou o ocorrido pelas redes sociais

Usuário da ciclovia relatou o ocorrido pelas redes sociais

Um usuário da ciclovia da Rua João Telles relatou pelas redes sociais uma situação em que foi intimidado pela Brigada Militar a sair da ciclovia para deixar passar carros particulares que usavam a faixa exclusiva para bicicletas ilegalmente. O fato teria acontecido no sábado, 29 de novembro, às 19h35.

Confira o relato na íntegra:

“19:35 -Rua general João Teles -Porto Alegre/RS

O dia em que quase fui preso por andar na ciclovia.

Estava eu como de costume fazendo minha volta de rotina sobre duas rodas, quando entro na rua João Teles na qual existe uma ciclovia, devido ao ecesso de maquinas a gasolina na via de mão dupla muitos dos carros entram pela ciclovia em uma maneira de burlar o tempo de espera na via. Eu como estava correto em andar na faixa vermelha destinada a ciclistas não quis dar passagem para o carro que acomapnhava mais 3 em sua cola. Parei na frete deles,talvez em um acesso de loucura ou de pura raiva já que não é a primeira ocorrência deste fato comigo. Quando paro em frente o carro, o dono justifica sua manobra dizendo que o outros carros e que estavam fazendo o errado e que ele simplesmente fez aquilo porque não tinha outra opção, eu justifico minha manobra alertando que estava na minha via e que não poderia fazer nada, visto que, ele que estava errado. Passado 3 minutos muito dos carros e pedestres me xingam dizendo que eu estava errado e que deveria ser mais ”dobravel’ ”menos vagabundo”’ e etc(não lembro tantos adjetivos que me impuseram) e que eu estava errado em fazer aquilo.
Passado +-6 minutos avisto um policial de moto e imagino que ele iria me ajudar, pura ilusão, quando ele abre o dialogo já percebo que ele não estava ali para me ajudar mas sim para dar razão a todo o discurso dos Motorista e morados educados ditos classe A/B do bom fim.
O policial mandou eu sair da via e se não fosse acidente deveria continuar o seu caminho, tento o dialogo e explico que eu estava fazendo o correto e que se ninguém fizesse aquilo os carros continuariam passando na ciclovia e não entendendo o real motivo daquela faixa vermelha.
O policial simplesmente não ouve meus argumentos e rebate eles simplesmente afirmando que eu estava errado e que se não saísse seria pior para todos. Naquele momento eu me senti acuado, todos estavam contra mim e ninguém se quer pensou que aquela atitude erra a errada, ninguém questionou o pq de ter o transito, todos achavam que eu estava criando o transito.
Naquele momento pensei em ir embora mas quando achei que tudo estava acabado um casal de ciclista que se juntaram a mim, naquele momento percebi que não estava sozinho e que poderia mudar aquela situação. Quando surgio mais pessoas o policial se assustou e chamou reforço pelo rádio neste momento fiquei mais nervoso mas manti o prumo e continuei em frente ao carro sem pestanejar e tentando o dialogo com todos mesmo que me xingassem de vagabundo, bixa entre diversos nomes e coisas. Passado mais 3 ou 4 minutos(O tempo passou muito devagar não lembro ao certo) o casal desistiu de me ajudar e foi embora, minhas esperanças ali se esvaeceram, sozinho contra todos não seria ninguém, foi neste momento em que um acesso de loucura ou de medo, não sei ao certo, decidi ir embora no meio dos xingamentos. Parti com raiva, com medo e com sensação de que fazer o certo é uma merda, queria poder conversar com todos, dialogar com brigadiano e tentar mostrar os benefícios de andar de bike. Mas ninguém queria saber de nada, todos estavam inertes em suas egocentricidades, não pensavam no coletivo, eles queriam passar mesmo que isso custasse fazer o errado.”

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Fortunati prometeu, mas não cumpriu.

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2014 foi uma ano marcado pelas promessas quebradas pelo Prefeito José Fortunati. Pelo menos três promessas importantes da atual gestão não foram cumpridas. Confira:

Sanção ao Estatuto do Pedestre

A PROMESSA – em reunião com a Mobicidade, o prefeito José Fortunati prometeu pessoalmente que iria sancionar a emenda ao Estatuto do Pedestre de autoria do vereador Marcelo Sgarbossa (PT) que estabelecia o tempo mínimo de 30 segundos para a travessia de pedestres, mesmo que isso fosse contra a recomendação de Vanderlei Cappellari, diretor-presidente da EPTC.

A TRISTE REALIDADE – Baseando sua decisão num teste fajuto elaborado pela EPTC, Fortunati decidiu vetar a emenda dos 30 segundos, mas devido a uma trapalhada perdeu o prazo para o veto e a emenda foi automaticamente sancionada. Entretanto, Fortunati articulou com a Câmara de Vereadores e sancionou um novo projeto de lei, que revogou os 30 segundos.

50km de ciclovias até o fim de 2014

A PROMESSA – Em Audiência Pública na Câmara de Vereadores, o representante da EPTC, Antônio Vigna, afirmou que a administração municipal fecharia o ano de 2014 com 50km de ciclovias construídas. A afirmação foi utilizada para convencer os vereadores de que os 20% das multas de trânsito não eram necessários e assim aprovassem o PLCE 010/2013, que mutilou o Plano Cicloviário, teve muito vereador que acreditou.

A TRISTE REALIDADE – O ano está acabando e Porto Alegre não tem nem metade da quilometragem prometida. A própria EPTC admitiu que não conseguirá manter a promessa. O mais provável é que tenham feito essa promessa só para conseguir revogar os 20%. O que nos leva a…

20% das multas para construção de ciclovias e campanhas educativas

A PROMESSA – Em setembro de 2011, após o brutal atropelamento de dezenas de ciclistas pelo covarde Ricardo Neis, o Secretário Municipal de Governança Local, Cézar Busatto, prometeu em nome do prefeito que a partir de 2012 a Prefeitura Municipal cumpriria integralmente a lei que exige que 20% do dinheiro das multas de trânsito seja investido em construção de ciclovias e educação para o trânsito.

A TRISTE REALIDADE –  Fortunati não apenas não cumpriu a promessa, mas a rasgou, cuspiu em cima e depois ateou fogo para se certificar de que nenhum outro prefeito pudesse cumprí-la. José Fortunati criou um projeto de lei (PLCE 010/2013), que acaba com a obrigação desse investimento, enviou-o à Câmara de Vereadores, lutou insistentemente contra os ativistas que tentavam derrubar o PL, conseguiu sua aprovação através de promessas vazias (50km de ciclovias) e sancionou-o. Agora a lei que ele prometeu cumprir não existe mais.

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Mais de R$3 milhões para abrir nova rua aos carros no Centro de Porto Alegre.

16 de fevereiro 087Os pedestres irão perder mais um espaço no centro de Porto Alegre. A Prefeitura Municipal anunciou nesta sexta-feira, 21 de novembro, o reinício das obras que abrirão a Rua José Montaury, no Centro Histórico de Porto Alegre, para a circulação de automóveis particulares.

A nova rua, que também terá espaço para estacionamento paralelo, possui cerca de 100 metros de extensão e custará ao todo R$3,3 milhões. Essa verba é suficiente para fazer pelo menos 8,5km de ciclovias, utilizando o valor referência da EPTC de R$400 mil por quilômetro. Se a ciclovia não tivesse a pintura vermelha, cujo valor aproximado é de R$160 mil por quilômetro, seria possível construir pelo menos 13,75 quilômetros de ciclovia, mais de 50% da malha cicloviária existente até o momento.

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Pedalar pressupõe problemas potenciais. Paradoxo pessimista?

Por: Paulo

Penso periodicamente: pobres plebeus, pedalando paralelamente pelos portentosos pavimentos pretos pelo piche.

Pedalar perto parece problemático? Porque podemos presumir pior!

Povoados por perigosos, pesados paquidermes, percebe-se patente perfídia provida, parte pelos pilotos psicóticos, parte pela parcela preestabelecida pelo poder público para protegê-los.

Permitir passagem patrolando poucos pacatos pelotões prolifera pânico pelos patéticos pica-paus, precariamente preparados para percorrerem pistas proibidas.

Parece pouca porcaria, porém pergunto: pungentes protestos perdidos pelas profusas passeatas permeadas pelo pequeno planeta poderão permutar progressivas pancadarias para pactos pacifistas penosamente perseguidos?

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Bicicletada Extraordinária – Fortunati Você Mentiu Pra Nós!

10639557_877586712265072_7215674954116809005_nVamos pedalar em massa contra a política de mobilidade de José Fortunati que revogou o artigo do Plano Cicloviário que tinha prometido cumprir após o atropelamento da Massa Crítica por Ricardo Neis, enquanto enche a cidade de viadutos e asfalto, ao custo de vidas e milhares de árvores.

Abaixo a política rodoviarista de José Fortunati, abaixo suas promessas sem valor. Nossa força está nas ruas.

Levem cartazes, faixas, bonecos do prefeito e o que mais sua imaginação mandar.”

Nesta quinta-feira, 13 de novembro, às 19h no Largo Zumbi dos Palmares!

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Administração Fortunati: violação de leis, desrespeito ao meio ambiente e à qualidade de vida – tudo pelo carro.

Recentemente, a Mobicidade noticiou a construção de novo trecho da rua Dona Alzira, na Zona Norte de Porto Alegre, obra que viola o Plano Diretor Cicloviário Integrado (PDCI) por não apresentar a estrutura cicloviária respectiva exigida pela lei.  O PDCI diz que em toda sua DSC04248extensão a rua Dona Alzira deve contar estrutura cicloviária (ciclovia ou ciclofaixa, vias exclusivas para bicicleta), mas não foi o que a administração municipal fez. Sabe-se lá por qual motivo (carrocentrismo galopante?) os planejadores de Porto Alegre resolveram que seria interessante deixar de lado a implementação de ciclovia ou ciclofaixa e colocar pedestres e ciclistas para compartilhar uma faixa de 2m de largura, enquanto destina 18m da via para o trânsito de automóveis particulares.

Aquelas pessoas que participaram de reuniões com a EPTC ou já viram seus representantes explicarem em debate porque as ciclovias de Porto Alegre não são o ideal, com certeza já ouviram argumentos do tipo: “a cidade já está estabelecida”, “temos que trabalhar com o espaço que está aí”, “as ruas de Porto Alegre são estreitas”, “se retirar espaço dos carros o prefeito não se reelege”. Essa última foi uma pérola soltada por Vanderlei Cappellari, em reunião com usuários de bicicleta lá por 2011. Isso tudo nos levou a pensar: Como a EPTC faria uma rua nova? Como seria o projeto deles em cima de uma folha em branco?

A resposta é: pior ainda.

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Se as ciclovias entregues até então pela EPTC estão aquém das expectativas de seus usuários, a nova ciclovia da rua Dona Alzira vai surpreender: ela não existe. Deveria, por que a lei manda, mas não tem. Provavelmente numa tentativa fracassada de cumprir a lei depois de ter terminado a obra (“Seus burros, esqueceram da ciclovia!”, pode ter bradado alguém lá dentro), a EPTC criou um novo conceito em ciclovia: a ciclovia compartilhada com pedestre. Um paradoxo, pois a definição de ciclovia é ser uma faixa exclusiva para ciclistas. Mas esta é uma faixa exclusiva para os ciclistas, onde os pedestres podem circular e tem a preferência.

Acompanhar o raciocínio dos técnicos desta cidade não é para qualquer um.

É como a Av. Ipiranga, só que sem as árvores.

É como a Av. Ipiranga, só que sem as árvores.

Esse novo trecho da Rua Dona Alzira, entregue na semana passada  é feito com a mentalidade rodoviarista do século passado. E isso é facilmente comprovado, basta compará-lo com a Avenida Ipiranga, projetada e construída na década de 1940. Como na Avenida Ipiranga optou-se por canalizar o arroio deixando a via o mais reta possível, com três faixas para automóveis de cada lado do canal, sem estrutura específica para transporte coletivo, sem ciclovia ou ciclofaixa, etc. A principal diferença é que a Av. Ipiranga tem o arroio mais largo no centro. Ah, e ela também tem mais árvores! Estamos pior do que no século passado!

Por incrível que pareça, a nova via da Zona Norte tem 1,4km de passeio público recentemente feito, com piso de concreto, onde não há um único espaço reservado para o plantio de árvores. Isso além de uma completa irresponsabilidade ambiental, também mostra que a atual administração municipal tem zero de preocupação com pedestres e ciclistas, que terão que derreter sob o intenso sol de Porto Alegre. E depois ainda temos que agüentar esse pessoal dizendo que “não tem mais espaço para se plantar árvores em Porto Alegre”. Tenho certeza de que qualquer pessoa que caminhe ou pedale bastante pela Capital pode citar de cabeça uma dezena de ruas e avenidas que podiam ter mais árvores.

Mas vai ver foi com o plantio de árvores em mente que resolveram fazer o piso das calçadas com um material tão frágil, mas tão frágil que menos de uma semana depois de a obra ter sido entregue, já está todo quebrado e rachado. Agora fica fácil plantar, é só remover os torrões de cimento e pronto!

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É engraçada também a opção da administração municipal de canalizar o arroio, bem como nos moldes da Av. Ipiranga, depois de ter assinado um termo para revitalizar o arroio Dilúvio que se degradou muito após ter sido canalizado com a construção da avenida. A idéia é degradar também o arroio da Dona Alzira para revitalizá-lo no futuro? Mas esse Fortunati é muito astuto!

Dá um desespero ver o que está sendo feito e compará-lo com nossos sonhos, com o que poderia ser feito em Porto Alegre. É muita falta de visão. É muita falta de abertura para novas idéias.

Se a idéia de expandir a Dona Alzira e conectá-la com a Av. Severo Dullius para fornecer um novo acesso ao aeroporto, por quê limitar-se a pensar esse acesso em automóvel? Os automóveis já tem acesso ao aeroporto, na verdade, são que mais tem acesso. É tão fácil chegar lá de carro que é praticamente impossível chegar a pé ou de bicicleta.

Por quê não pensar nessa conexão da Dona Alzira com a Severo Dullius tendo como prioridade o transporte público coletivo, a bicicleta e o pedestre? Por sinal é isso que manda o Plano Diretor de Porto Alegre, bem como a Política Nacional de Mobilidade Urbana.

Trecho por onde passará extensão da D. Alzira é das últimas áreas verdes da Zona Norte.

Trecho por onde passará extensão da D. Alzira é das últimas áreas verdes da Zona Norte.

Por quê não fazer essa ligação com um corredor verde, exclusivo para bicicletas e pedestres, sobrevoado por uma extensão do aeromóvel, que poderia ir até o Terminal Triângulo? Por que não abrir uma via mais estreita do que a prevista, exclusiva para a circulação de ônibus e bicicletas e reservar o restante do espaço para um caminho verde para pedestres, integrado com o arroio e com a natureza ao redor? Por que não utilizar essa área para um parque ou reserva e otimizar as vias já existentes, priorizando o transporte coletivo?

É triste que em pleno Século XXI tenhamos uma política  de espaços públicos tão ultrapassada sendo posta em prática, acabando com espaços verdes, removendo áreas de parques já consolidados, criando estacionamentos sobre praças e todo outro tipo de descalabro, tudo para priorizar o modo de transporte mais ineficiente, ambientalmente devastador e fatal, que é o automóvel.

 

 

 

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